Acromegalia
A acromegalia é uma doença endócrina rara em que o organismo produz, ao longo de anos, hormona de crescimento a mais.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Acromegalia
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 0,5 mg cabergolinaSubstância ativa: cabergolineFabricante: Pfizer S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 20 mgSubstância ativa: pasireotideFabricante: Recordati Rare DiseasesRequer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 15 mgSubstância ativa: pegvisomantFabricante: Pfizer Europe Ma EeigRequer receita médica
A acromegalia é uma doença endócrina rara em que o organismo produz, ao longo de anos, hormona de crescimento a mais. No adulto as cartilagens de crescimento dos ossos já estão fechadas, por isso o corpo não cresce em altura: muda de forma. As mãos, os pés e os traços do rosto vão ficando maiores. A origem é quase sempre um tumor benigno da hipófise. A doença responde bem ao tratamento e, quanto mais cedo este começa, menos alterações irreversíveis ficam para sempre.
Sintomas
A maior dificuldade está no ritmo. As alterações acumulam-se durante anos e passam despercebidas justamente a quem convive com a pessoa todos os dias. O primeiro aviso costuma ser um pormenor do quotidiano: um anel que deixou de entrar, um sapato que passou a precisar de mais um número.
- mãos e pés maiores, com mudança do tamanho dos anéis e do calçado;
- traços do rosto mais marcados: arcos das sobrancelhas, nariz e lábios; o maxilar inferior avança e abrem-se espaços entre os dentes;
- pele mais espessa e oleosa, com transpiração aumentada;
- voz mais grave e rouca;
- dores de cabeça, dores nas articulações, formigueiro e fraqueza nas mãos;
- ressonar com pausas respiratórias durante o sono, sonolência de dia e cansaço;
- nas mulheres, alterações do ciclo menstrual; nos homens, diminuição da potência sexual.
O diagnóstico surge habitualmente entre os 30 e os 50 anos de idade. Quando o excesso de hormona de crescimento começa na infância, antes de as cartilagens de crescimento fecharem, o quadro é outro e chama-se gigantismo.
Quando recorrer ao médico
- em poucos anos mudou o número do calçado, o tamanho dos anéis ou o desenho do rosto;
- coincidem transpiração excessiva, dores de cabeça, dores articulares e formigueiro nas mãos;
- as pessoas próximas comentam mudanças no aspeto que a própria pessoa não nota;
- surgiram pausas respiratórias no sono e um cansaço permanente sem motivo claro.
Um bom apoio para a consulta são fotografias antigas dos últimos cinco a dez anos. A comparação de imagens mostra muitas vezes aquilo que o espelho, visto todos os dias, não mostra.
Como se diagnostica
Começa-se pelo doseamento do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), que reflete o nível médio de hormona de crescimento e é, por isso, mais informativo do que uma medição isolada da própria hormona. Se o resultado estiver alterado, faz-se uma prova de sobrecarga com glicose: em condições normais, a glicose trava a produção de hormona de crescimento; na acromegalia, não trava.
Confirmado o excesso, pede-se uma ressonância magnética da hipófise para localizar o tumor e avaliar o seu tamanho. Verificam-se ainda o campo visual, o funcionamento das restantes hormonas hipofisárias e os problemas que costumam acompanhar a doença: glicemia, tensão arterial, coração, apneia do sono e pólipos intestinais.
Tratamento
O propósito do tratamento é repor valores normais de hormona de crescimento e libertar as estruturas vizinhas da pressão exercida pelo tumor.
- Cirurgia. É o método principal: o adenoma é removido por via endoscópica através do nariz, sem incisões externas. Em muitos doentes basta este passo.
- Medicamentos. Os análogos da somatostatina, os bloqueadores do recetor da hormona de crescimento e os agonistas dopaminérgicos são usados quando a cirurgia não é possível, não resultou por completo ou é preciso preparar o doente antes dela.
- Radioterapia. Fica como reserva para os casos em que o excesso hormonal persiste depois da cirurgia e dos medicamentos.
Depois do tratamento o acompanhamento continua: controlam-se os níveis hormonais, institui-se tratamento de substituição se for necessário e vigiam-se a tensão arterial, a glicemia e o estado do coração.
Porque não vale a pena adiar
Um excesso prolongado de hormona de crescimento aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças do coração, apneia do sono e pólipos intestinais. E as alterações dos ossos e das cartilagens não regridem quando a hormona volta ao normal: é por isso que o diagnóstico precoce conta bem mais do que o simples bem-estar do dia a dia.
Perguntas frequentes
É uma doença hereditária? Em regra, não. Existem formas hereditárias, mas representam uma parte pequena dos casos.
Um tumor da hipófise é cancro? Praticamente sempre se trata de um adenoma benigno, que não dá metástases.
O aspeto anterior volta? O inchaço dos tecidos moles diminui e a pele afina. As alterações dos ossos mantêm-se.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico revê os sintomas, avalia se há razões para medir o nível de hormona de crescimento, explica por que análises convém começar e indica a que especialista recorrer presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 4 de jul de 2026
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