Nesta página
Medicamentos habitualmente prescritos para Amigdalite
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 1 gSubstância ativa: paracetamolFabricante: Uxa Farma S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 650 mgSubstância ativa: paracetamolFabricante: Farmalider S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 650 mgSubstância ativa: paracetamolFabricante: Kern Pharma S.L.Não requer receita médica
A amigdalite é a inflamação das amígdalas, os dois aglomerados de tecido linfático situados de cada lado da base da língua. Ficam à entrada das vias respiratórias e recebem em primeiro lugar tudo o que passa pela garganta, pelo que inflamam com frequência, sobretudo em crianças e adolescentes. Na maioria das pessoas a culpa é de um vírus vulgar e tudo se resolve sozinho em três a cinco dias. Mas parte dos episódios comporta-se de outra maneira, e a diferença nota-se nos pormenores.
Como começa
A dor de garganta cresce ao longo de poucas horas e agrava-se ao engolir, por vezes ao ponto de custar beber. As amígdalas ficam vermelhas e inchadas e surgem nelas pontos e placas brancas ou amareladas. A voz fica abafada e o hálito torna-se desagradável.
A isto costuma juntar-se:
- febre, muitas vezes com arrepios e dores por todo o corpo;
- caroços móveis e dolorosos por baixo do maxilar e nos lados do pescoço: são os gânglios aumentados;
- dor de cabeça e cansaço extremo; nas crianças, náuseas e dor de barriga;
- dor que irradia para o ouvido ao engolir, porque a garganta e o ouvido partilham os mesmos nervos, mesmo estando o ouvido são.
Nas crianças pequenas o quadro é mais difuso: não se queixam da garganta, ficam prostradas e irritadas, recusam comer e beber e babam-se muito.
Vírus ou bactéria, e porque não é indiferente
A amigdalite viral chega acompanhada do resto da constipação: nariz a pingar, tosse, voz rouca, olhos vermelhos. Os antibióticos não atuam sobre ela.
A bacteriana é quase sempre causada pelo estreptococo do grupo A: a garganta dói com febre alta, não há corrimento nasal nem tosse, a placa nas amígdalas é espessa e os gânglios do pescoço estão claramente dolorosos. Ninguém se atreve a distinguir uma da outra apenas a olho: o conjunto destes sinais limita-se a aumentar a probabilidade de haver bactéria, e é por isso que existem o teste rápido e a cultura da zaragatoa da garganta.
O estreptococo faz o que o vírus não faz: dar um abcesso ao lado da amígdala e, semanas depois de uma doença já esquecida, inflamação nas articulações, no coração ou nos rins. O antibiótico não se receita para a garganta melhorar um dia mais cedo, mas para que essa cadeia não arranque. Daí terminar o ciclo completo, mesmo quando ao terceiro dia já custa pouco engolir.
O que se parece com isto
Uma garganta vermelha com placas ainda não é um diagnóstico: vários quadros têm um aspeto quase igual.
- Mononucleose infeciosa. As placas são abundantes, os gânglios estão aumentados por todo o pescoço, o cansaço dura semanas e o baço está muitas vezes aumentado, pelo que se suspendem os desportos de contacto. Outra pista: a erupção que surge depois da amoxicilina e que é fácil confundir com alergia ao medicamento.
- Úlceras virais. Nas crianças algumas infeções provocam pequenas aftas dolorosas no palato mole e no fundo da garganta: a dor é forte, mas não há placas.
- Placa por fungos. Branca e com aspeto de requeijão, sai com a espátula e quase não dói. Aparece depois de um ciclo de antibióticos, com os corticoides inalados, na diabetes e quando as defesas estão enfraquecidas.
- Problemas do sangue. Raro mas importante: úlceras e uma placa acinzentada acompanhadas de gengivas que sangram, nódoas negras e febre teimosa podem ser o primeiro sinal de uma queda acentuada do número de glóbulos brancos. Uma garganta assim não responde ao tratamento habitual, e o que faz falta é um hemograma e não um segundo antibiótico.
- Uma úlcera de um só lado que não fecha ao fim de mais de três semanas, sobretudo num adulto fumador, exige observação pelo otorrinolaringologista para excluir um tumor.
Quando não se pode esperar
As complicações da amigdalite são raras, mas instalam-se depressa, em poucas horas. Ligue 112 se surgir pelo menos um destes sinais:
- custa respirar ou a respiração é ruidosa ou sibilante;
- não se consegue engolir nem a saliva e esta escorre da boca;
- a boca abre com dificuldade, como se o maxilar estivesse preso;
- a dor agrava-se de repente de um só lado, a voz fica abafada e o pescoço incha desse lado;
- fraqueza súbita e confusão; a criança está mole e não reage como é habitual;
- a febre não desce de todo e surgem arrepios violentos.
Por trás está quase sempre um abcesso entre a amígdala e a parede da faringe, que se drena no hospital. Menos frequente e mais perigoso é o inchaço da epiglote, que fecha a entrada da traqueia; muito raramente a inflamação alcança uma veia do pescoço. Com falta de ar não convém conduzir.
O que ajuda em casa
Num quadro comum o objetivo é um só: atravessar alguns dias da forma mais suave possível e sem ficar sem líquidos.
- Beber pouco de cada vez e muitas vezes; o fresco tolera-se melhor do que o quente e o gelado funciona aqui como analgésico.
- Comida mole e neutra: nada de ácido, picante ou salgado, sem tostas nem côdeas.
- Sem receita, paracetamol ou ibuprofeno na dose indicada para a idade e o peso. A aspirina não se dá a crianças nem a adolescentes.
- Gargarejos com água morna e sal aliviam a dor em adolescentes e adultos; não servem para crianças que possam engolir a solução.
- As pastilhas e os sprays com anestésico local abafam a dor durante algum tempo, mas não atuam sobre a infeção; os sprays para a garganta não são adequados a crianças pequenas.
- Ar húmido e ausência de fumo de tabaco à volta reduzem a irritação.
Não vale a pena aquecer o pescoço com compressas: onde há pus, o calor prejudica.
O que faz o médico
O médico de família observa a garganta e o pescoço, verifica se as amígdalas estão aumentadas de forma simétrica e palpa os gânglios, o fígado e o baço. Conforme o caso colhe-se uma zaragatoa: o teste rápido para o estreptococo responde em minutos, a cultura é mais rigorosa mas demora. Se o quadro for grave ou se arrastar, acrescentam-se análises ao sangue, incluindo as da mononucleose.
Quando o teste confirma o estreptococo prescreve-se um antibiótico, em regra do grupo das penicilinas; havendo alergia a estas escolhe-se outra classe. Diga ao médico, à parte, se tem as defesas diminuídas, se toma medicamentos que as travam ou se já teve um abcesso na garganta: nesses casos age-se com mais cautela.
Quando se pondera retirar as amígdalas
Hoje a cirurgia faz falta a poucas pessoas. Pondera-se quando a amigdalite volta ano após ano, é confirmada de cada vez e leva semanas inteiras de escola ou de trabalho. O médico conta os episódios de vários anos e não decide por um único caso grave.
O segundo motivo não é a frequência, é o estorvo: amígdalas muito crescidas estreitam as vias respiratórias, a criança ressona e faz pausas na respiração enquanto dorme. O terceiro são os abcessos repetidos. Retirá-las acaba com as inflamações das próprias amígdalas, mas não torna ninguém imune às constipações.
Para não contagiar os outros
A inflamação das amígdalas em si não se transmite, mas os vírus e o estreptococo que a provocam transmitem-se: pela tosse, pelos espirros e pela loiça partilhada.
- ficar em casa enquanto houver febre e muita fraqueza;
- tossir e espirrar para um lenço de papel ou para o cotovelo, deitando o lenço fora de imediato;
- lavar as mãos depois de tossir ou espirrar e antes de comer;
- não partilhar com a família copos, garrafas, colheres, toalha nem escova de dentes;
- com estreptococo confirmado pode voltar-se à escola ou ao trabalho um dia depois de iniciar o antibiótico e de a febre baixar.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico pergunta como começou a doença, o que faz a febre e se há corrimento nasal e tosse, pede para mostrar a garganta à câmara e avalia se é preciso colher uma zaragatoa. Ajusta a analgesia à idade, revê o tratamento já prescrito, explica com que sinais se pede ajuda urgente e, quando os episódios se repetem, ajuda a reunir a história antes da conversa com o otorrinolaringologista. Um abcesso não se drena à distância: perante sinais de alarme é preciso ser observado presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Amigdalite
Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Amigdalite com um médico online.














