Nesta página
Medicamentos habitualmente prescritos para Angioedema
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 0,4 mg de somatropinaSubstância ativa: somatropinFabricante: Pfizer S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 10 mg/mLSubstância ativa: somatropinFabricante: Sandoz GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 10 mg/comprimido revestidoSubstância ativa: cetirizineFabricante: Towa Pharmaceutical S.A.Requer receita médica
O angioedema é um inchaço rápido das camadas profundas da pele e das mucosas: o líquido sai dos vasos e acumula-se no tecido em redor. Vê-se como um abaulamento assimétrico de um lábio, de uma pálpebra, de uma mão ou da língua. A maioria dos episódios resolve-se em dois dias e não é perigosa, mas este inchaço tem duas particularidades que justificam continuar a ler: pode fechar a respiração e nasce de dois mecanismos distintos, que se tratam de maneira diferente.
Que aspeto tem o inchaço
O inchaço cresce ao longo de minutos ou de horas e apanha uma zona inteira, não em manchas. A pele por cima tem a cor normal ou fica um pouco rosada. O que faz comichão em regra não é o inchaço em si: ao lado pode haver uma erupção com placas que dão comichão, a urticária. Por vezes, antes de o inchaço se ver, surge uma sensação de tensão ou de formigueiro.
Os locais preferidos:
- lábios, pálpebras, faces e orelhas: o rosto muda até ficar irreconhecível numa hora;
- língua, palato mole e laringe, a variante mais perigosa;
- mãos e pés: os anéis e os sapatos deixam de entrar;
- os órgãos genitais externos;
- a parede do intestino, onde por fora não se vê nada e por dentro há dor forte em cólica, vómitos e diarreia.
A variante intestinal é traiçoeira: a pessoa é levada com suspeita de abdómen agudo e às vezes acaba operada sem necessidade. Se estas crises se repetirem e coincidirem com inchaços na cara ou nas mãos, diga-o ao médico sem rodeios.
Dois mecanismos, e é este o ponto principal
Por trás de inchaços de aspeto igual estão dois processos diferentes, e é de qual deles se trata que depende todo o tratamento.
Pela histamina. É a alergia e as reações aparentadas com ela. O inchaço instala-se em minutos, quase sempre acompanhado de urticária e comichão, e dura algumas horas ou até um dia. Ajudam os anti-histamínicos, os corticoides e, havendo risco de vida, a adrenalina.
Pela bradicinina. Aqui não entram nem a alergia nem a histamina, pelo que não há comichão nem urticária. O inchaço cresce mais devagar, ao longo de horas, e dura dois a quatro dias. Neste grupo entram o angioedema hereditário, o que surge com alguns medicamentos para a tensão e as formas adquiridas. O essencial: os anti-histamínicos, os corticoides e a adrenalina quase nada fazem a este inchaço. Numa urgência administram-se na mesma, porque primeiro se trata a versão alérgica, que é mais frequente, mas a falta de resposta é já por si uma pista. Existem medicamentos que atuam precisamente na via da bradicinina, e quem tem o diagnóstico estabelecido costuma trazê-los consigo.
Daqui sai uma conclusão prática: um inchaço sem comichão e sem erupção, que se repete e responde mal ao habitual, não é motivo para aumentar a dose do anti-histamínico, mas para procurar o segundo mecanismo.
De onde vem
- Alergia. Frutos secos, peixe e marisco, ovo, leite; picadas de vespa e de abelha; medicamentos, sobretudo antibióticos; látex. O inchaço aparece pouco depois do contacto.
- Medicamentos para a tensão do grupo dos inibidores da ECA. É uma causa que escapa vezes sem conta. O inchaço dos lábios e da língua pode surgir pela primeira vez ao fim de meses ou até de anos de toma tranquila, pelo que quase ninguém pensa no comprimido. O fármaco suspende-se para sempre e o médico escolhe o substituto.
- Analgésicos. A aspirina e outros anti-inflamatórios provocam por vezes inchaço sem que haja verdadeira alergia.
- Angioedema hereditário. Doença rara em que falta ou funciona mal uma proteína reguladora do sangue. Passa aos filhos com uma probabilidade de um em dois e começa em regra na infância ou na adolescência. As crises são desencadeadas por um traumatismo, por tratamento dentário, por uma cirurgia, pelo stress e, nas mulheres, pelos contracetivos com estrogénio.
- Forma adquirida. Parecida com a hereditária, mas começa na idade adulta e associa-se por vezes a doenças do sangue e do sistema linfático ou a doenças autoimunes.
- Sem causa identificada. É assim que termina o estudo numa parte considerável das pessoas.
Quando ligar 112
O inchaço das vias respiratórias avança depressa e não deixa tempo para ponderar. Ligue 112 se surgir pelo menos um destes sinais:
- incham a língua, os lábios ou a garganta e a voz fica rouca ou abafada;
- custa respirar, a respiração é ruidosa ou sibilante, há sensação de sufoco;
- custa engolir ou sente-se um nó ou um aperto na garganta;
- a pele, os lábios ou a língua ficam acinzentados, azulados ou muito pálidos, o que na pele escura se nota melhor nas palmas e nas plantas;
- fraqueza súbita, tonturas, confusão ou perda de consciência;
- a criança fica mole, não reage como é habitual e não sustenta a cabeça.
Um inchaço com urticária, descida da tensão ou vómitos depois de uma refeição, de uma picada ou de um medicamento é anafilaxia. O autoinjetor de adrenalina, se existir, aplica-se de imediato na face externa da coxa, sem esperar que piore, e liga-se na mesma 112: a reação pode voltar algumas horas depois. É melhor estar sentado ou deitado com as pernas elevadas do que de pé. No angioedema hereditário vai-se ao hospital mesmo tendo já sido administrado o medicamento próprio.
Como se estuda e com que se trata
No episódio agudo o que importa primeiro é manter as vias respiratórias livres: no hospital observa-se a garganta, assegura-se a respiração se for preciso e vigia-se a pessoa durante algumas horas. Depois começa o estudo da causa, e aí ajuda um relato preciso.
O médico quer saber quanto tempo o inchaço levou a crescer e quanto durou, se houve comichão e erupção, o que aconteceu nas vinte e quatro horas anteriores (comida, picada, medicamento novo, traumatismo, ida ao dentista), se há episódios parecidos na família e que comprimidos para a tensão toma. Por essas respostas vê-se em regra para onde olhar.
Quanto às análises, havendo suspeita de origem na bradicinina verificam-se as proteínas do complemento, entre elas a fração C4, e o nível e a atividade da proteína reguladora; havendo suspeita de alergia, os anticorpos específicos e os testes cutâneos, e por vezes a enzima triptase nas primeiras horas depois de uma reação grave.
O tratamento depende do que se encontrar. No angioedema alérgico: retirar a causa, anti-histamínicos e, nas reações graves, um ciclo curto de corticoides; na anafilaxia, adrenalina. No angioedema por inibidores da ECA: suspender o fármaco e mudar o esquema da tensão. Na forma hereditária usam-se medicamentos que bloqueiam de forma dirigida a via da bradicinina ou repõem a proteína em falta, e com crises frequentes acrescenta-se profilaxia continuada.
Viver com inchaços que se repetem
- Mantenha um diário curto: data, o que inchou, quanto durou e o que aconteceu na véspera. Duas linhas por episódio chegam para ver um padrão ao fim de meio ano.
- Traga consigo o que lhe foi prescrito, o autoinjetor de adrenalina ou o medicamento para a crise, e vigie o prazo de validade.
- Arranje uma pulseira ou um cartão com o diagnóstico: numa crise grave dificilmente conseguirá explicá-lo.
- Avise o dentista e o cirurgião com antecedência: antes de uma intervenção pode ser precisa cobertura com medicação.
- Aponte o nome do medicamento que provocou o inchaço e refira-o sempre que lhe receitarem algo novo.
- Na forma hereditária, fale com o médico sobre a contraceção e sobre o estudo dos familiares.
Consulta em linha
A consulta em linha encaixa entre as crises, não no momento em que a garganta incha. Nela o médico percorre a história dos seus episódios, ajuda a separar a origem alérgica da origem na bradicinina, revê a lista dos medicamentos que toma à procura dos que provocam inchaço por si mesmos, explica que análises vale a pena fazer e indica que o passo seguinte costuma ser a imunoalergologia. Ajuda ainda a montar um plano claro para a próxima crise. Um inchaço agudo com dificuldade em respirar não se trata à distância: aí é preciso a ambulância.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.






