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Medicamentos habitualmente prescritos para Artrite
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorios Cinfa S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 100 mg / 5 mlSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Kern Pharma S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Farmalider S.A.Requer receita médica
Artrite não é uma doença única, mas o nome comum da dor, do inchaço e da rigidez nas articulações. Por trás da palavra escondem-se dezenas de quadros: desde o desgaste lento da cartilagem por volta dos sessenta anos até uma inflamação autoimune que começa aos trinta e em poucos meses altera a forma das mãos. Tratam-se de maneiras diferentes e acabam de maneiras diferentes, por isso a pergunta útil não é «tenho artrite», mas que artrite é e a que velocidade avança.
Dois mecanismos diferentes sob a mesma palavra
A artrose é a forma mais frequente. A cartilagem que reveste as extremidades dos ossos torna-se mais fina e áspera, a superfície que antes deslizava deixa de o fazer e nas margens da articulação crescem saliências ósseas. Os tendões passam a trabalhar pela cartilagem e a articulação muda de contorno. Atinge sobretudo joelhos, ancas, mãos e coluna; costuma pertencer à segunda metade da vida, mas depois de um traumatismo ou com carga repetida sobre a mesma articulação chega bastante mais cedo.
A artrite inflamatória funciona de outro modo: o sistema imunitário toma por inimiga a membrana que forra a articulação por dentro, essa membrana prolifera e dissolve cartilagem e osso. É assim a artrite reumatoide, que começa entre os trinta e os cinquenta anos, mais vezes em mulheres, e apanha de forma simétrica as pequenas articulações das mãos e dos pés. Ao mesmo grupo pertencem a artrite psoriática, a espondilite anquilosante, a artrite reativa depois de uma infeção intestinal ou urogenital e a artrite da doença de Crohn e da colite ulcerosa.
À parte fica a gota: na articulação depositam-se cristais de ácido úrico e a crise instala-se numa noite, quase sempre na base do dedo grande do pé. A fibromialgia é incluída entre as artrites por engano: ali a dor é muscular e as articulações não se destroem.
Desgaste ou inflamação: o que se nota sem ajuda
- A rigidez matinal do desgaste passa em dez ou quinze minutos; a da inflamação dura uma hora ou mais.
- A articulação desgastada dói depois de caminhar e ao fim do dia, e alivia com o repouso. A inflamada dói justamente em repouso e de noite, e melhora com o movimento.
- Na inflamação o inchaço é mole e quente, muitas vezes nas duas mãos ao mesmo tempo; no desgaste palpam-se espessamentos ósseos duros e sem calor.
- A inflamação acrescenta quase sempre cansaço marcado, febre baixa e perda de peso.
- O desgaste constrói-se em anos, a inflamação em semanas.
Se a rigidez dura uma hora, as pequenas articulações incharam dos dois lados e há cansaço, a ida ao reumatologista mede-se em semanas e não em meses. Os primeiros meses de uma artrite inflamatória são a janela em que o tratamento decide se, dez anos depois, a articulação ainda funciona.
Quando o tempo se conta em horas
Peça ajuda urgente se uma única articulação ficou quente, vermelha e, em poucas horas, tão dolorosa que não suporta o toque, e a isso se juntou febre com arrepios. É assim a artrite séptica: uma bactéria entrou na cavidade da articulação e destrói a cartilagem em poucos dias. O risco é maior depois de um traumatismo ou de uma infiltração, com prótese, diabetes, imunidade enfraquecida ou uma infeção da pele ali perto. Uma crise de gota tem exatamente o mesmo aspeto e só o médico as distingue, retirando líquido da articulação: por isso não compensa esperar pela manhã.
O segundo perigo esconde-se em pessoas com mais de cinquenta anos que têm dor e rigidez nos ombros e nas ancas: a polimialgia reumática. Se surgirem dores de cabeça nas têmporas, dor no couro cabeludo ao pentear-se, dor no maxilar ao mastigar ou visão turva ou escurecida, a ajuda é para o mesmo momento. São sinais de inflamação das grandes artérias da cabeça, e a visão perde-se de forma irreversível, por vezes num só dia.
Quando não sofrem apenas as articulações
- Um olho vermelho e doloroso, com incómodo à luz e visão turva, é uma inflamação das camadas internas do olho, companheira habitual das espondilartrites. Deve ser observado pelo oftalmologista no próprio dia.
- Na artrite reumatoide podem aparecer secura dos olhos e da boca, nódulos debaixo da pele, anemia e inflamação da pleura e do pulmão. A inflamação persistente acelera a aterosclerose, pelo que a tensão arterial, o colesterol e deixar de fumar contam tanto como as próprias articulações.
- A artrite psoriática denuncia-se por unhas alteradas, placas descamativas e um dedo inchado por inteiro.
- Diarreia com sangue ao lado da dor articular obriga a procurar uma doença inflamatória do intestino.
Artrite nas crianças
Se a dor e o inchaço numa ou em várias articulações duram pelo menos seis semanas numa criança com menos de dezasseis anos, fala-se de artrite idiopática juvenil, de causa desconhecida. Pode envolver poucas articulações ou muitas; pode ser sistémica, com febre, erupção na pele e gânglios aumentados ainda antes do inchaço; e pode ligar-se às inserções dos tendões, com dor nas costas e nos calcanhares nos adolescentes.
A armadilha está nos olhos. Na forma com poucas articulações, a inflamação dentro do olho avança sem dor e sem vermelhidão: a criança não se queixa de nada enquanto a visão se vai perdendo. As consultas de oftalmologia feitas pelo calendário indicado são a única maneira de a apanhar a tempo.
Devem alertar a claudicação matinal, a recusa de correr, o hábito de manter um braço ou uma perna semidobrados e uma articulação visivelmente maior do que a do outro lado. Poupar a criança ao esforço «por precaução» faz mal: a falta de movimento enfraquece os músculos.
O que o tratamento pode dar
Ainda não se sabe fazer crescer de novo a cartilagem gasta, e de quem promete curar a artrite para sempre convém desconfiar. Mas entre «não tem cura» e «não há nada a fazer» a diferença é enorme.
Na artrose contam sobretudo o movimento e o peso. Os exercícios para os músculos à volta da articulação aliviam a dor melhor do que qualquer pomada, e cada quilo perdido retira dos joelhos uma carga várias vezes maior. A analgesia mantém-se no mínimo que permite mover-se: paracetamol e anti-inflamatórios em ciclos curtos, começando pelas formas de aplicar na pele quando se trata de joelhos e mãos. Quando a dor impede de dormir e de andar, substituir a articulação por uma prótese devolve a vida de antes.
Na artrite inflamatória o objetivo é outro: apagar a inflamação até à remissão. Prescrevem-se fármacos de fundo que alteram o funcionamento do sistema imunitário e, se a resposta for fraca, juntam-se os biológicos e os fármacos dirigidos; os corticoides usam-se por pouco tempo, para travar um agravamento. O esquema escolhe-se pelas análises e vai sendo revisto, por isso volta-se ao reumatologista também quando se está bem. Na gota, além de apagar a crise, prescrevem-se por longo tempo medicamentos que baixam o ácido úrico: abandoná-los à primeira melhoria traz as crises de volta quase de certeza.
Sobre os suplementos «para as articulações» vale a pena ser claro: não há provas convincentes de que ajudem, e não substituem um tratamento que trave o dano.
Hábitos diários que poupam as articulações
- Mova-se com regularidade e sem impacto sobre a articulação: natação, bicicleta, caminhada.
- Não fique na mesma posição mais de meia hora.
- Distribua a carga: empurre uma porta pesada com o ombro e não com a mão, transporte as compras com as duas mãos ou numa mochila, escolha utensílios de cabo grosso.
- Mantenha o peso dentro de limites razoáveis e não fume: o tabaco agrava a artrite reumatoide e enfraquece a resposta ao tratamento.
- Cuide do sono, porque a dor e a insónia alimentam-se uma à outra.
- Fale da sua situação no trabalho e peça que adaptem o posto; se as tarefas de casa pesam, o terapeuta ocupacional encontra os apoios certos.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico percorre como começou a dor, quanto tempo dura a rigidez matinal e que articulações estão envolvidas, ajuda a perceber se se trata de desgaste ou de inflamação e explica que análises e que exames de imagem fazem sentido. Dirá também se é preciso uma observação urgente presencial e por que especialista começar.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.






