Asbestose
A asbestose é a cicatrização do tecido pulmonar em quem respirou pó de amianto durante anos.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Asbestose
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INALAÇÃO PULMONAR, 2,5 microgramas / pulverizaçãoSubstância ativa: tiotropium bromideFabricante: Boehringer Ingelheim International GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: INALAÇÃO PULMONAR, 0.12% P/V SULFATO DE SALBUTAMOLSubstância ativa: salbutamolFabricante: Laboratorio Aldo Union S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: INALAÇÃO PULMONAR, 100 microgramas/aplicaçãoSubstância ativa: salbutamolFabricante: Laboratorio Aldo Union S.L.Requer receita médica
A asbestose é a cicatrização do tecido pulmonar em quem respirou pó de amianto durante anos. Entre a inalação das fibras e as primeiras queixas passam duas a três décadas, pelo que a doença costuma ser descoberta em pessoas que há muito mudaram de profissão e já quase não se lembram daquela obra ou daquela casa das caldeiras. As cicatrizes não desaparecem, mas a situação é perfeitamente controlável, e a principal tarefa do médico e do doente é detetar a tempo aquilo que é mais perigoso do que a própria asbestose.
O que o amianto faz aos pulmões
As fibras de amianto são finas, afiadas e praticamente indestrutíveis. Levadas pelo ar até às zonas mais profundas do pulmão, ficam ali para sempre: as células de limpeza não conseguem digeri-las e atacam durante anos o mesmo ponto. Onde a inflamação se arrasta cresce tecido cicatricial. O pulmão torna-se rígido, expande-se pior na inspiração e o oxigénio passa com mais dificuldade do ar para o sangue — daí a falta de ar aos esforços.
A asbestose não resulta de um encontro ocasional com o amianto, mas de respirar durante muito tempo quantidades apreciáveis de pó. Convém distingui-la das placas pleurais, áreas espessadas na membrana que reveste o pulmão: são muito mais frequentes, em regra não dão qualquer sintoma e por si só não evoluem para asbestose — são apenas a marca do contacto com o amianto.
Quem pode ter estado exposto
Durante décadas o amianto entrou em chapas de fibrocimento, tubagens, isolamento de tubos e caldeiras, painéis à prova de fogo e calços de travão. Na União Europeia está proibido desde 2005 e nalguns países ainda antes, mas tudo o que já estava construído continua de pé.
- Isoladores, caldeireiros, trabalhadores dos estaleiros navais, telhadores, pedreiros, canalizadores, eletricistas, pessoal das demolições e mecânicos que mudavam travões e embraiagens.
- Quem hoje remodela ou desmantela edifícios antigos: o pó levanta-se ao furar, cortar ou partir materiais que contêm amianto.
- Os familiares desses trabalhadores: as fibras chegavam a casa ano após ano na roupa de trabalho, e adoecia quem a lavava.
Quem trabalhou com amianto deve dizê-lo ao médico por iniciativa própria, mesmo que tenham passado quarenta anos. Sem essa informação, o diagnóstico é muitas vezes procurado no sítio errado.
Como se dá por ela
A doença avança em silêncio e os primeiros sinais são frequentemente atribuídos à idade ou ao excesso de peso.
- Falta de ar: primeiro a subir e a andar depressa, mais tarde nas tarefas correntes.
- Tosse seca e persistente que não passa durante meses.
- Sensação de aperto ou dor surda no peito ou no ombro.
- Cansaço marcado e perda de resistência.
- Em fases avançadas, dedos arredondados e espessados nas pontas, com unhas abauladas.
Ao auscultar, o médico apanha muitas vezes um crepitar fino e discreto no fim da inspiração, nas bases pulmonares. Também acontece não haver queixa nenhuma e as alterações aparecerem numa radiografia pedida por outro motivo.
O que não pode passar despercebido
Esta é a parte mais importante. O amianto aumenta o risco de dois tumores: o cancro do pulmão e o mesotelioma, um tumor da membrana que envolve o pulmão. O mesotelioma surge trinta a quarenta anos depois do contacto e pode aparecer em quem nunca teve asbestose. Nos fumadores que trabalharam com amianto, o risco de cancro do pulmão não se soma, multiplica-se: essa combinação é mais perigosa do que cada um destes fatores isoladamente.
Deve marcar consulta sem demora quem apresente sangue na expetoração, perda de peso sem explicação, dor constante no peito ou nas costas, rouquidão, dificuldade em engolir, ou cuja falta de ar se agrave ao longo de semanas e não de meses. Uma dor torácica súbita com falta de ar repentina exige socorro urgente: é assim que se manifestam a acumulação de líquido à volta do pulmão ou o colapso do pulmão. Nenhum destes sinais se explica por «é só a asbestose», e todos exigem esclarecimento rápido.
Como se confirma o diagnóstico
Tudo começa por uma conversa detalhada sobre onde e em que funções a pessoa trabalhou, durante quantos anos e em que condições. Depois o médico ausculta os pulmões e pede exames.
- A radiografia do tórax é o primeiro passo, embora mostre mal as alterações iniciais.
- A tomografia computorizada de alta resolução é o exame principal: revela a cicatrização, as placas e o espessamento da pleura.
- As provas de função respiratória medem o volume dos pulmões e a capacidade do oxigénio para passar ao sangue.
- A saturação de oxigénio é medida em repouso e durante a marcha.
Por vezes é preciso distinguir a asbestose de outras doenças que cicatrizam o pulmão; juntam-se então análises ao sangue ou uma biopsia.
O que o tratamento consegue dar
Não existe nenhum medicamento que dissolva as cicatrizes e não vale a pena acreditar em promessas de «limpar os pulmões». Existem, isso sim, medidas que melhoram nitidamente o bem-estar e prolongam a vida ativa.
A base é a reabilitação respiratória: um programa de treino físico doseado, exercícios de respiração e ensino, ajustado às possibilidades de cada um. Não repara os pulmões, mas ensina o corpo a governar-se com menos oxigénio, e a falta de ar nas tarefas do dia a dia diminui. Quando o oxigénio no sangue baixa, prescreve-se oxigenoterapia, em casa ou com um concentrador portátil. Se houver também estreitamento dos brônquios, ajudam os inaladores. Qualquer constipação que desça abaixo da garganta é tratada cedo e com atenção nestes doentes: uma pneumonia sobre pulmões cicatrizados é muito mais difícil de suportar. O seguimento mantém-se também nos períodos calmos — é nessas consultas que um tumor é apanhado a tempo.
O que está nas mãos de cada um
- Deixar de fumar. É o passo que mais altera o prognóstico e vale a pena em qualquer idade e em qualquer fase.
- Vacinar-se contra a gripe, a infeção pneumocócica e o coronavírus e repetir as doses conforme o calendário.
- Não voltar a aproximar-se do amianto. Nunca serrar, furar nem partir por conta própria chapas velhas de fibrocimento ou isolamentos — disso tratam empresas especializadas.
- Manter atividade física diária dentro do possível: a inatividade retira resistência muito depressa.
- Fazer reconhecer a doença como profissional. A asbestose é reconhecida como doença profissional na maior parte dos países; o processo e os direitos variam de país para país, pelo que convém perguntar ao médico de família ou ao serviço competente.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico analisa em pormenor a história de trabalho e o modo como surge a falta de ar, avalia se há motivos para procurar ligação com o amianto e explica que imagens e que provas respiratórias faz sentido realizar e por que ordem. Verifica ainda se existem sinais que obriguem a observação presencial urgente e indica a que especialista recorrer.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.




