Celulite infeciosa da pele
A celulite infeciosa é uma infeção bacteriana da pele e do tecido que fica por baixo dela.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Celulite infeciosa da pele
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 875/125 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Medochemie Iberia S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 500 mg de amoxicilina tri-hidratada; 125 mg de ácido clavulânicoSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Laboratorios Cinfa S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 500/125 mg/mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Laboratorio Reig Jofre, S.A.Requer receita médica
A celulite infeciosa é uma infeção bacteriana da pele e do tecido que fica por baixo dela. Convém dizê-lo já a abrir, porque a confusão é constante: nada tem a ver com a "celulite" estética da pele com aspeto de casca de laranja. Trata-se de uma infeção que alastra depressa, exige antibiótico e, sem tratamento, pode chegar ao sangue. É um daqueles quadros em que umas horas fazem diferença.
Sintomas
- área de pele avermelhada que vai crescendo, de contornos mal definidos;
- a pele fica quente ao toque, inchada e dolorosa;
- em pele morena ou escura a vermelhidão pode não se ver bem: então repara-se no calor, no inchaço e na dor, sinais igualmente válidos;
- febre e arrepios, com sensação de mal-estar geral;
- gânglios aumentados e dolorosos perto da zona atingida;
- por vezes bolhas, pontos de sangramento ou exsudado;
- localização mais comum: a perna, embora possa surgir em qualquer parte, incluindo o rosto.
Uma medida simples e muito útil: marcar com uma caneta o bordo da vermelhidão e apontar a hora. Assim tanto o doente como o médico veem se está a progredir e a que velocidade.
Quando é preciso atendimento urgente
- a vermelhidão alastra depressa, ao longo de horas;
- febre alta com arrepios, vómitos, confusão, sonolência;
- a dor é desproporcionada em relação ao que se vê: isso pode assinalar uma infeção profunda grave;
- surgem áreas roxas ou escurecidas, bolhas grandes, a pele perde sensibilidade ou range ao ser tocada;
- a infeção situa-se no rosto, à volta do olho ou no pescoço;
- há diabetes, imunidade reduzida ou toma de imunossupressores;
- trata-se de um lactente ou de uma pessoa idosa e frágil;
- passaram 48 horas de antibiótico e o quadro está a piorar.
Por onde entra a bactéria
- feridas, arranhões, cortes, queimaduras, picadas de insetos;
- pé de atleta e fissuras entre os dedos: porta de entrada frequentíssima e facílima de deixar passar em branco quando a infeção aparece na perna;
- eczema, psoríase e pele seca com gretas;
- úlceras crónicas e úlceras de pressão;
- picadas e mordeduras de animais;
- piercings e tatuagens recentes;
- edema crónico das pernas e linfedema;
- diabetes, obesidade, insuficiência venosa, imunidade diminuída;
- ter tido antes uma celulite infeciosa: o risco de repetição é elevado.
Como se diagnostica
Pelo aspeto e pelo exame físico: não existe um teste único. Pedem-se análises com marcadores de inflamação e hemoculturas se a febre for alta. A cultura da ferida só serve quando existe uma porta de entrada aberta. Havendo suspeita de abcesso ou de infeção profunda, recorre-se a ecografia ou a TAC.
Importa separá-la de quadros parecidos que não levam antibiótico: dermatite de estase por insuficiência venosa — confundida com enorme frequência e quase sempre bilateral —, trombose venosa profunda, eczema de contacto, gota e reação a picadas.
Tratamento
- antibióticos, em regra durante 5 a 7 dias, e por mais tempo se a resposta for lenta. Completar sempre o ciclo, mesmo que a melhoria chegue antes;
- antibióticos por via endovenosa nos casos graves, no rosto ou em pessoas de risco;
- elevar o membro acima do nível do coração sempre que possível: reduz o inchaço e acelera a melhoria mais do que parece;
- analgésicos, como o paracetamol;
- tratar a porta de entrada: o pé de atleta, o eczema ou a ferida; sem isso a infeção regressa;
- drenagem cirúrgica se se tiver formado um abcesso;
- antibiótico preventivo prolongado nas pessoas com episódios repetidos.
A vermelhidão pode demorar semanas a desaparecer por completo e, à medida que cura, a pele muitas vezes descama: isso é normal e não significa que a infeção continue.
Como evitar que se repita
- tratar e prevenir o pé de atleta, secando bem entre os dedos;
- hidratar a pele todos os dias para que não greta;
- limpar e cobrir qualquer ferida, por mínima que seja;
- usar meias de compressão se existir edema crónico ou insuficiência venosa, depois de avaliado o fluxo arterial;
- vigiar o peso e o açúcar no sangue;
- observar os pés diariamente em caso de diabetes;
- não andar descalço em balneários e piscinas;
- cortar as unhas com cuidado e não arrancar as peles à volta.
Perguntas frequentes
É o mesmo que a celulite estética? Não, de todo. São duas coisas distintas que em várias línguas partilham o nome. Esta é uma infeção bacteriana.
É contagiosa? Não passa de pessoa para pessoa pelo contacto do dia a dia.
As pomadas antibióticas resolvem? Na celulite infeciosa, não: o antibiótico tem de ser sistémico.
Porque me aparece sempre na mesma perna? Costuma existir um fator local: edema, insuficiência venosa ou uma micose entre os dedos. É preciso procurá-lo e tratá-lo.
Posso esperar para ver se melhora? Não é boa ideia. É uma infeção que avança, e quanto mais cedo começar o antibiótico, mais simples fica tudo.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias e a velocidade a que a mancha alastra, ajuda a distinguir a infeção de uma dermatite de estase ou de uma trombose, indica quando é preciso deslocar-se sem demora ao atendimento presencial e procura, com o doente, a porta de entrada, para que o episódio não se repita.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 19 de jul de 2026
Médicos online para Celulite infeciosa da pele
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