Cicatriz queloide
O queloide é uma cicatriz que cresce mais do que devia e ultrapassa os contornos da ferida que lhe deu origem.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Cicatriz queloide
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJECÇÃO, Solução injetável em ampola de 1 mlSubstância ativa: dexamethasoneFabricante: Kern Pharma S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 20 mgSubstância ativa: dexamethasoneFabricante: Mabo Farma S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 20 mgSubstância ativa: dexamethasoneFabricante: Tad Pharma GmbhRequer receita médica
O queloide é uma cicatriz que cresce mais do que devia e ultrapassa os contornos da ferida que lhe deu origem. Forma-se porque, durante a cicatrização, o organismo produz colagénio a mais e não trava a tempo. Não é perigoso nem se torna maligno, mas pode fazer comichão, doer, limitar o movimento e pesar bastante no aspeto. O tratamento é demorado e resulta da combinação de vários métodos, nunca de um só.
Como se reconhece
- cicatriz elevada, firme, lisa e com brilho;
- cor rosada, avermelhada, arroxeada ou castanho-escura, consoante o tom da pele;
- ultrapassa os bordos da ferida inicial: é esta a diferença essencial em relação à cicatriz hipertrófica;
- continua a crescer meses depois de a ferida ter fechado;
- faz comichão, arde ou dói ao toque;
- não regride sozinha com o tempo;
- zonas mais habituais: ombros, peito, parte alta das costas, lóbulo da orelha, queixo e região do esterno.
Queloide ou cicatriz hipertrófica
- hipertrófica: elevada, mas contida dentro dos limites da ferida; costuma achatar e clarear ao fim de um a dois anos;
- queloide: cresce para fora desses limites, não melhora por si e tende a voltar depois de ser retirado.
Quem corre mais risco
- pele escura: o risco é bastante maior;
- queloides na família ou em cicatrizes anteriores da própria pessoa;
- idade entre os 10 e os 30 anos;
- zonas sujeitas a tensão: ombros, esterno, parte alta das costas;
- feridas que infetaram ou que cicatrizaram sob tração;
- acne marcada, sobretudo no peito e nas costas;
- piercings, em especial na cartilagem e no lóbulo da orelha;
- queimaduras;
- vacinas e cirurgias anteriores com má cicatrização;
- gravidez, que pode reativar o crescimento.
Quando recorrer ao médico
- a cicatriz continua a aumentar passado um mês;
- faz comichão ou dói;
- limita o movimento de uma articulação;
- fica numa zona visível e incomoda;
- surgiu depois de um piercing, de uma cirurgia ou de uma queimadura;
- já houve queloides antes e está marcada uma intervenção: vale a pena preparar a prevenção com antecedência;
- a cicatriz ulcera, sangra ou muda de aspeto: isso tem de ser observado, ainda que o queloide em si não se torne maligno;
- há sinais de infeção.
Tratamento
Vale a pena dizê-lo sem rodeios: os queloides são difíceis. Nenhum método resulta em todos os casos, a melhoria costuma ser parcial e os tratamentos combinam-se e prolongam-se por meses. Quanto mais cedo se começa, melhor o resultado.
- infiltrações de corticoide: o tratamento de referência. Repetem-se de 3 em 3 a 6 semanas, ao longo de várias sessões; achatam a cicatriz e tiram a comichão;
- placas e géis de silicone: usados 12 a 24 horas por dia durante 3 a 6 meses. Resultam, mas só com essa constância;
- pressoterapia: peças ou clipes de compressão, muito úteis no lóbulo da orelha depois da remoção;
- crioterapia, com frequência associada às infiltrações;
- infiltração de 5-fluorouracilo ou de bleomicina, isoladas ou com corticoide;
- laser vascular para a cor e a comichão, e laser fracionado para a textura;
- remoção cirúrgica: nunca isolada, porque o queloide reaparece na maioria dos casos e volta muitas vezes maior. Combina-se sempre com infiltrações, pressoterapia ou radioterapia a seguir;
- radioterapia superficial nas 24 a 48 horas após a cirurgia, em casos selecionados;
- proteção solar: o sol escurece a cicatriz de forma persistente.
Prevenção
Em quem tem tendência para queloides, isto vale mais do que qualquer tratamento feito depois.
- evitar cirurgias e piercings desnecessários, sobretudo no peito, nos ombros e nas orelhas;
- avisar o cirurgião destes antecedentes, antes de qualquer intervenção;
- cuidar da ferida para que não infete e evitar tensão sobre ela;
- iniciar o silicone assim que a ferida estiver fechada, por volta das 2 a 3 semanas, e manter durante meses;
- adesivo de papel sobre a cicatriz recente, para reduzir a tração;
- proteção solar rigorosa durante pelo menos um ano;
- tratar a tempo a acne do peito e das costas;
- não coçar nem mexer nas cicatrizes em formação.
Perguntas frequentes
Pode transformar-se em cancro? Não. Ainda assim, uma lesão que ulcera ou sangra deve ser avaliada.
Desaparece sozinho? Não. Ao contrário da cicatriz hipertrófica, o queloide não se resolve espontaneamente.
Basta retirá-lo com cirurgia? Não. A cirurgia isolada tem uma taxa de recidiva muito elevada e o queloide regressa frequentemente maior.
Os cremes para cicatrizes servem? Os de silicone têm apoio científico. As fórmulas com vitamina E e com extrato de cebola têm evidência escassa.
Se já tive um, terei mais? A predisposição mantém-se. Por isso convém planear com antecedência qualquer procedimento.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias, distingue um queloide de uma cicatriz hipertrófica, o que muda o prognóstico e o tratamento, propõe uma combinação de métodos com prazos realistas e, se houver cirurgia marcada, prepara em conjunto um plano de prevenção.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 26 de jul de 2026
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