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Colecistite aguda

A vesícula biliar é uma bolsa pequena situada por baixo do fígado que funciona como depósito: recolhe a bílis, concentra-a e empurra-a para o intestino quando…

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Anna Biriukova

Gastroenterologia6 anos de experiência

A Dra. Anna Biriukova é médica especialista em medicina interna com experiência adicional em cardiologia, endocrinologia e gastroenterologia. Presta consultas online para adultos, oferecendo acompanhamento abrangente da saúde cardiovascular, metabólica, digestiva e geral.

Com uma abordagem centrada no paciente, a Dra. Biriukova foca-se na prevenção, diagnóstico precoce e gestão de doenças crónicas. Atua em português, inglês e polaco, proporcionando cuidados personalizados para residentes, viajantes e expatriados.

Cardiologia – diagnóstico e acompanhamento de:

  • Hipertensão arterial, variações de tensão e prevenção de complicações cardiovasculares.
  • Dor torácica, falta de ar, arritmias (taquicardia, bradicardia, palpitações).
  • Edema, fadiga crónica, redução da tolerância ao esforço.
  • Análise de eletrocardiogramas (ECG), perfil lipídico e risco de enfarte ou AVC.
  • Follow-up cardíaco após COVID-19.
Endocrinologia – diabetes, tiroide e metabolismo:
  • Diagnóstico e tratamento da diabetes tipo 1 e 2, e pré-diabetes.
  • Planos terapêuticos personalizados com antidiabéticos orais ou insulina.
  • Tratamento com GLP-1: medicamentos inovadores para perda de peso e controlo da diabetes, com seleção da medicação e acompanhamento contínuo.
  • Disfunções da tiroide: hipotiroidismo, hipertiroidismo, tiroidites autoimunes (Hashimoto, Graves-Basedow).
  • Síndrome metabólica: obesidade, dislipidemias, resistência à insulina.
Gastroenterologia – queixas digestivas:
  • Dor abdominal, náuseas, azia e refluxo gastroesofágico (DRGE).
  • Distúrbios digestivos: gastrite, síndrome do intestino irritável (SII), dispepsia funcional.
  • Interpretação de exames gastrointestinais: análises, ecografias, endoscopias.
Cuidados médicos gerais e prevenção:
  • Infeções respiratórias: tosse, constipação, bronquite.
  • Leitura e interpretação de análises laboratoriais, ajuste de medicação.
  • Vacinação em adultos: plano personalizado e contraindicações.
  • Prevenção oncológica: planeamento de rastreios e avaliação de riscos.
A Dra. Biriukova alia os conhecimentos em medicina interna a uma abordagem especializada, fornecendo explicações claras, planos de tratamento realistas e cuidados adaptados à situação de cada paciente.
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Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

A vesícula biliar é uma bolsa pequena situada por baixo do fígado que funciona como depósito: recolhe a bílis, concentra-a e empurra-a para o intestino quando chega uma refeição gordurosa. A colecistite aguda é a inflamação da sua parede e instala-se ao fim de poucas horas. Quase sempre começa com um cálculo encravado na saída estreita da vesícula, embora também surja sem cálculos. Não se resolve sozinha e as complicações avançam depressa, razão pela qual é tratada no hospital.

O que acontece dentro da vesícula

A saída da vesícula, o canal cístico, é muito estreita. Quando um cálculo ou uma lama biliar espessa a tapa, a bílis fica sem por onde sair. A pressão interior sobe, a parede distende-se e incha, e chega-lhe menos sangue. Nesse terreno instalam-se com facilidade as bactérias do intestino e a inflamação torna-se purulenta.

É nisto que a colecistite difere de uma cólica biliar corrente. Na cólica o cálculo desloca-se sozinho: a dor cede ao fim de duas horas, não há febre e a pessoa fica praticamente bem. Na colecistite a rolha mantém-se, a dor não abranda, aparece febre, e a partir daí é preciso um médico.

Como se faz sentir

O principal é uma dor por baixo das costelas do lado direito, muitas vezes a irradiar para a omoplata ou para o ombro do mesmo lado. É contínua, não vem em ondas, dura horas e mal responde aos remédios caseiros do costume. O episódio começa frequentemente uma ou duas horas depois de uma refeição pesada e gordurosa, por vezes durante a noite.

  • a parte alta direita do abdómen dói ao toque e respirar fundo custa;
  • febre e arrepios;
  • náuseas e vómitos que não aliviam;
  • o apetite desaparece e até o cheiro da comida incomoda;
  • inchaço, sem dejeções nem saída de gases;
  • em pessoas idosas e em pessoas com diabetes o quadro pode ser esbatido: sem febre alta, com dor imprecisa, mas com fraqueza e confusão.

Quando não se pode esperar pela manhã

É preciso chamar a emergência, e não marcar uma consulta, se à dor do lado direito se juntar pelo menos um destes sinais:

  • pele e olhos amarelos, urina escura, fezes claras: o cálculo pode ter passado para a via biliar principal;
  • febre alta com arrepios intensos juntamente com icterícia: é assim que se apresenta a infeção das vias biliares, um quadro que põe a vida em risco;
  • a dor espalha-se por todo o abdómen e a barriga fica dura;
  • confusão, sonolência, pele fria e suada, pulso rápido e fraco, descida da tensão;
  • dor em cinto que atravessa para as costas, com vómitos que não param: pode tratar-se de pancreatite;
  • a dor por baixo da costela direita dura mais de cinco ou seis horas e não alivia.

Enquanto o socorro não chega, não aplique calor no abdómen: aviva a inflamação. É melhor não comer nem beber, porque pode ser necessária uma operação urgente. Se já tomou algum medicamento, diga-o ao médico.

Nem sempre a culpa é dos cálculos

Numa parte dos doentes não há cálculo nenhum. São os casos menos frequentes, mas de evolução mais pesada. A colecistite alitiásica surge em pessoas gravemente doentes: depois de uma cirurgia major, de queimaduras extensas, de um traumatismo, no decurso de uma sépsis, de alimentação prolongada por via venosa ou de desidratação grave. Aqui a vesícula não sofre por causa de uma rolha, mas por falta de irrigação, e a parede necrosa mais depressa.

Há ainda variantes raras e perigosas. Em pessoas com diabetes mal controlada a inflamação é por vezes causada por bactérias produtoras de gás: a parede destrói-se muito depressa e o tempo conta-se em horas. Capítulo à parte é o tumor da vesícula: é pouco frequente, mas não é raro manifestar-se justamente como uma colecistite que se arrasta e não responde ao tratamento. Por isso a vesícula removida é sempre enviada para exame histológico, e não convém abdicar dele.

O que se faz no hospital

O diagnóstico começa pelo exame físico: o médico pressiona por baixo das costelas direitas e pede ao doente que inspire, e na colecistite essa inspiração desencadeia uma dor aguda. Seguem-se análises ao sangue, para ver a inflamação e avaliar o fígado, e uma ecografia abdominal, que mostra os cálculos, a parede espessada e o líquido em redor. Se o quadro não estiver claro ou houver suspeita de cálculo na via principal, acrescenta-se uma tomografia ou uma colangiografia por ressonância magnética.

O tratamento dos primeiros dias consiste em pôr a vesícula em repouso: suspende-se a alimentação, administram-se líquidos e analgésicos por via venosa e, havendo sinais de infeção, antibióticos. Isto trava o episódio mas não elimina a causa, pelo que o tratamento definitivo é a remoção da vesícula. Hoje procura-se fazê-la sem adiamentos, no mesmo internamento, e quase sempre através de algumas incisões pequenas. Se o doente estiver demasiado grave para a anestesia, coloca-se um dreno fino na vesícula, arrefece-se a inflamação aguda e a cirurgia volta a ser ponderada mais tarde.

Sem vesícula vive-se com normalidade: o fígado continua a produzir bílis, que passa diretamente para o intestino. Nas primeiras semanas algumas pessoas notam fezes mais moles e inchaço depois das refeições gordurosas; costuma corrigir-se sozinho ao fim de um ou dois meses.

O que reduz o risco de cálculos

Não existe proteção completa, mas a forma de comer e o ritmo a que o peso muda influenciam a probabilidade de se formarem cálculos.

  • refeições regulares: jejuns longos e pequenos-almoços saltados deixam a bílis parada;
  • fibra suficiente e óleos vegetais, menos bolos, doces e carnes gordas;
  • emagrecer sem solavancos: as dietas drásticas e a perda rápida de quilos favorecem por si só a formação de cálculos;
  • atividade física todos os dias, nem que seja caminhar;
  • se a ecografia já encontrou cálculos e estes dão episódios de dor, vale a pena discutir uma operação programada sem esperar pela inflamação aguda.

Consulta em linha por dor por baixo das costelas direitas

A colecistite aguda trata-se em internamento, e uma consulta à distância não substitui isso. Mas o médico faz falta antes do hospital e também depois.

  • perceber se a sua dor tem características biliares e dizer com clareza se deve ir ao serviço de urgência agora ou se os exames podem ser programados;
  • explicar o que significam as suas análises e o relatório da ecografia;
  • ajudar a preparar a conversa sobre a remoção programada e as perguntas certas a fazer ao cirurgião;
  • rever a alimentação e os sintomas depois da operação, se o trânsito intestinal e o inchaço não normalizarem;
  • reavaliar os medicamentos que toma de forma continuada.

Se durante a conversa surgir um só dos sinais de alarme indicados acima, o médico di-lo-á de imediato e encaminhará para chamar a emergência.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

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Anna Biriukova

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A Dra. Anna Biriukova é médica especialista em medicina interna com experiência adicional em cardiologia, endocrinologia e gastroenterologia. Presta consultas online para adultos, oferecendo acompanhamento abrangente da saúde cardiovascular, metabólica, digestiva e geral.

Com uma abordagem centrada no paciente, a Dra. Biriukova foca-se na prevenção, diagnóstico precoce e gestão de doenças crónicas. Atua em português, inglês e polaco, proporcionando cuidados personalizados para residentes, viajantes e expatriados.

Cardiologia – diagnóstico e acompanhamento de:

  • Hipertensão arterial, variações de tensão e prevenção de complicações cardiovasculares.
  • Dor torácica, falta de ar, arritmias (taquicardia, bradicardia, palpitações).
  • Edema, fadiga crónica, redução da tolerância ao esforço.
  • Análise de eletrocardiogramas (ECG), perfil lipídico e risco de enfarte ou AVC.
  • Follow-up cardíaco após COVID-19.
Endocrinologia – diabetes, tiroide e metabolismo:
  • Diagnóstico e tratamento da diabetes tipo 1 e 2, e pré-diabetes.
  • Planos terapêuticos personalizados com antidiabéticos orais ou insulina.
  • Tratamento com GLP-1: medicamentos inovadores para perda de peso e controlo da diabetes, com seleção da medicação e acompanhamento contínuo.
  • Disfunções da tiroide: hipotiroidismo, hipertiroidismo, tiroidites autoimunes (Hashimoto, Graves-Basedow).
  • Síndrome metabólica: obesidade, dislipidemias, resistência à insulina.
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  • Dor abdominal, náuseas, azia e refluxo gastroesofágico (DRGE).
  • Distúrbios digestivos: gastrite, síndrome do intestino irritável (SII), dispepsia funcional.
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  • Infeções respiratórias: tosse, constipação, bronquite.
  • Leitura e interpretação de análises laboratoriais, ajuste de medicação.
  • Vacinação em adultos: plano personalizado e contraindicações.
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Daniel Cuenca Leal

Cirurgia geralMedicina geralCirurgia colorretal4 anos de experiência

O Dr. Daniel Cuenca Leal é médico especialista em cirurgia geral, licenciado em Medicina pela Universidade de Valência. A sua atividade clínica centra-se na cirurgia geral e nas doenças digestivas. Tem também um interesse especial em ajudar pessoas que enfrentam problemas de saúde inesperados durante uma viagem.

O Dr. Cuenca Leal adquiriu experiência internacional durante estágios clínicos em Estrasburgo, França, e Stolzalpe, Áustria. Fala inglês e francês e compreende como pode ser difícil lidar com um problema de saúde num lugar desconhecido. Procura que cada consulta seja clara e prática: começa por conhecer os sintomas e as circunstâncias do paciente e, depois, explica os possíveis passos seguintes.

Além da sua formação em cirurgia, tem experiência em cuidados a feridas e na recuperação após procedimentos. Interessa-se também por problemas de saúde comuns durante as viagens, incluindo sintomas digestivos como a diarreia do viajante. Quando é necessário um exame físico, o tratamento presencial de uma ferida ou outro procedimento, pode ajudar o paciente a compreender por que razão esses cuidados são necessários.

A sua abordagem combina uma avaliação cuidadosa com uma comunicação clara. Quer se trate de uma questão de saúde digestiva, da recuperação após uma cirurgia ou de um problema que surgiu durante uma viagem, o Dr. Cuenca Leal ajuda o paciente a compreender a sua situação e a tomar decisões informadas sobre os seus cuidados de saúde.

Os pacientes podem consultar o Dr. Cuenca Leal através da Oladoctor para questões de saúde adequadas a uma consulta médica online.

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