Nesta página
Medicamentos habitualmente prescritos para Dedo ou polegar partido
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 600 MG IBUPROFENO/SOBRE MONODOSESubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorios Cinfa S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 650 mg paracetamolSubstância ativa: paracetamolFabricante: Laboratorios Normon S.A.Não requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorios Alter S.A.Requer receita médica
Um dedo parece pouca coisa, e por isso as suas lesões são das que mais se aguentam sem ir ao médico: entalado na porta, atingido por uma bola, batido no aro da porta, preso numa queda. No entanto, quase todo o trabalho fino das mãos assenta nesses ossos, e aqui o desleixo custa mais caro do que numa fratura de um osso grande. Um dedo consolidado torto incomoda todos os dias: não entra na luva, prende no bolso, perde força de preensão. As fraturas da mão curam bem, mas só se forem vistas a tempo e reduzidas como deve ser, e a olho nu uma fratura não se distingue de uma luxação nem de uma contusão forte.
Como perceber que o dedo está partido
Sem radiografia não se pode afirmar com certeza, mas o conjunto de sinais fala por si:
- o dedo incha e escurece depressa, a pele fica esticada e o anel deixa de sair;
- a dor é aguda e muito localizada, e agrava ao tentar dobrá-lo ou ao pressionar ao longo do eixo do dedo;
- o dedo fica torto, desviado para o lado, ou não estende por completo;
- debaixo da unha forma-se uma mancha escura de sangue sob tensão;
- fechar a mão sobre algo ou segurar uma chávena torna-se impossível.
Há uma verificação simples para a rotação dos fragmentos. Dobre devagar e sem forçar todos os dedos, como se pegasse numa bola, e olhe para a mão de lado. Normalmente as pontas apontam todas para o mesmo ponto, na base do polegar. Se um dedo monta sobre o vizinho e lhe passa por cima, os fragmentos rodaram em torno do eixo. Esse desvio não se corrige sozinho e exige quase sempre a intervenção do médico, mesmo quando na radiografia a fratura parece modesta.
Quando é preciso ajuda urgente
Deve ir às urgências ou ao ortopedista de serviço sem esperar pela manhã se:
- o dedo ficou pálido, arroxeado ou dormente, e a pele está fria;
- o dedo faz um ângulo antinatural ou está claramente mais curto do que os outros;
- vê-se osso na ferida, ou a ferida fica mesmo por cima da fratura;
- um anel cravou-se no dedo inchado e não sai;
- a hemorragia não para com compressão;
- a ferida sobre o nó dos dedos surgiu ao bater na cara ou nos dentes de alguém.
O último ponto surpreende, mas trata-se de uma das lesões mais traiçoeiras da mão. A marca de um dente sobre a articulação parece um arranhão e é, na verdade, a punção de uma articulação com um objeto sujo. Ao fim de um ou dois dias desenvolve-se ali uma infeção grave, que nessa altura já se trata com cirurgia e antibióticos por via endovenosa. Uma ferida destas mostra-se ao médico no próprio dia, por mais pequena que pareça. Pela mesma razão não se adiam quaisquer feridas por mordedura na mão.
Três lesões que mais escapam
Uma fratura desviada vê-se na radiografia, mas estas lesões são muitas vezes tomadas por uma entorse, e perde-se o momento em que ainda seriam fáceis de corrigir.
- Dedo em martelo. Depois de uma pancada na ponta do dedo esticado — uma bola, o canto de um cobertor ao fazer a cama — o tendão arranca-se da última falange, muitas vezes com uma lasca de osso. A ponta do dedo cai e não estende sozinha, embora ainda dobre. Trata-se com uma tala que mantém a ponta perfeitamente direita durante seis a oito semanas sem uma única interrupção: se a tirar para lavar a mão e deixar o dedo dobrar, a contagem recomeça. Uma lesão que passe despercebida deixa a ponta dobrada para sempre e deforma o dedo todo.
- Polegar do esquiador. Ao cair com um bastão na mão, ou com um puxão do polegar para fora, rompe-se o ligamento lateral da sua base. O inchaço é discreto, não há fratura, e a pessoa convive com isso durante meses. O resultado é uma pinça fraca: escapa-lhe a chave, a caneta, uma folha de papel. Por vezes a extremidade rasgada do ligamento dobra-se de tal modo que já não pode cicatrizar, e é preciso operar. Por isso a dor na base do polegar depois de um traumatismo, sobretudo com sensação de instabilidade, é motivo de observação e não de espera.
- Lesão do leito da unha. O sangue debaixo da unha faz pressão e dói muito, e por baixo esconde frequentemente uma laceração do leito e uma fratura da última falange. O médico deixa sair o sangue através da unha e a dor cessa quase de imediato. Não convém furar a unha por conta própria: introduzir uma infeção é mais fácil do que parece. Se o leito estiver rasgado e não for suturado, a unha nova cresce torta ou dividida.
As primeiras horas: o que fazer sozinho
- tire já todos os anéis dessa mão: daqui a uma hora será impossível;
- prenda o dedo lesionado ao dedo são do lado com adesivo ou ligadura, pondo entre os dois um pouco de tecido macio; o polegar não se imobiliza assim;
- mantenha a mão acima do nível do coração e apoie-a numa almofada à noite: é a única forma verdadeiramente eficaz de reduzir o inchaço;
- aplique frio através de um pano durante 15–20 minutos de duas em duas ou três em três horas;
- lave a ferida em água corrente e cubra-a com um penso limpo;
- para as dores serve o paracetamol; quanto aos anti-inflamatórios, pergunte ao médico.
Não puxe o dedo nem tente endireitá-lo, não o mobilize «à custa da dor» e não enrole ligadura apertada à volta de um dedo inchado, porque o penso corta a circulação. Se houver hipótese de cirurgia, é melhor não comer nem beber até ser observado.
O que o médico vai fazer
Começa-se pela radiografia da mão em duas ou três incidências: mostra o traço de fratura, o desvio e se a lesão entra na articulação. Também se examinam os dedos vizinhos, porque uma pancada raramente atinge apenas um.
Se os fragmentos se deslocaram, o dedo é anestesiado com uma injeção na base e o osso é reposto manualmente. Depois imobiliza-se: com uma tala, com uma goteira de gesso sobre a mão ou simplesmente prendendo-o ao dedo do lado, solução que tem a vantagem de o deixar continuar a mexer em vez de endurecer.
A cirurgia é necessária nas fraturas que entram na articulação, quando os fragmentos estão rodados, nas fraturas com vários fragmentos e nas expostas, e sempre que o osso não se mantém no sítio. Os fragmentos são fixados com fios finos ou com parafusos minúsculos. Uma ferida aberta é limpa, prescrevem-se antibióticos quando fazem falta e confirma-se quando foi a última vacina contra o tétano.
Ao fim de uma ou duas semanas repete-se habitualmente a radiografia: nos primeiros dias os ossos pequenos da mão escorregam com facilidade debaixo do penso.
Cicatrização e regresso do movimento
O osso de um dedo consolida em cerca de seis a oito semanas, embora a imobilização costume sair mais cedo, às três ou quatro. A força de preensão é a última a voltar: leva três a quatro meses, por vezes mais.
O inimigo principal aqui não é a fratura, é a imobilidade. As articulações dos dedos perdem amplitude em poucos dias e demoram meses a recuperá-la, pelo que a orientação atual é imobilizar exatamente o necessário e começar a mexer o mais cedo possível. Não mantenha o penso para além do tempo indicado «por precaução»: um dedo rígido atrapalha mais do que um dedo que não estende por completo. Tudo o que fica fora do penso — os outros dedos, a mão, o punho — deve mexer-se desde o primeiro dia.
O inchaço dura mais do que se espera: algum volume e o espessamento da articulação podem persistir meio ano, e o dedo fica muito tempo sensível ao frio. É incómodo, mas normal.
Vale a pena voltar ao médico se ao fim de alguns dias a dor e o inchaço não estiverem a diminuir, se depois de retirado o penso o dedo não estender ou desviar claramente para o lado, se ao fechar a mão montar sobre o vizinho, e ainda se à volta da ferida o vermelho se alargar, surgir uma tensão pulsátil, sair pus ou subir a febre.
Consulta em linha
A consulta em linha ajuda a resolver a dúvida principal das primeiras horas: ir fazer radiografia agora ou poder esperar com calma pela manhã. Pela descrição do traumatismo e por uma fotografia do dedo, o médico avalia a probabilidade de fratura, verifica se há sinais de rotação dos fragmentos ou de rutura de tendão e explica como imobilizar o dedo até à observação. Se a radiografia já estiver feita, analisa o relatório e indica quando se pode retirar o penso e como recuperar o movimento. Vale também a pena contactar mais tarde, se o dedo não estender, tiver perdido força ou atrapalhar o trabalho: quanto mais cedo um médico o observar, maior a hipótese de evitar o bloco operatório.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Dedo ou polegar partido
Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Dedo ou polegar partido com um médico online.














