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Medicamentos habitualmente prescritos para Diabetes tipo 2
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 850 mg / comprimidoSubstância ativa: metforminFabricante: Aurovitas Spain, S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 10 mgSubstância ativa: dapagliflozinFabricante: Pharmapath S.A.Requer receita médica
A diabetes tipo 2 aparece quando o corpo deixa de responder bem à insulina e o pâncreas já não consegue compensar essa falha. O açúcar acumula-se no sangue e, ao longo de anos, vai danificando os vasos, os nervos, os rins e os olhos sem provocar queixas. É esse o ponto essencial: a doença avança em silêncio, deteta-se com uma análise simples e, quanto mais cedo for detetada, mais se consegue reverter.
Sintomas
No início costuma não haver nenhum. Quando surgem, o açúcar já está alto há bastante tempo.
- sede constante e boca seca;
- urinar muito, também durante a noite;
- cansaço e falta de forças;
- perda de peso sem intenção;
- fome persistente;
- visão turva que vem e vai;
- feridas que demoram a fechar, infeções de pele repetidas;
- candidíase genital de repetição;
- formigueiro ou dormência nos pés;
- manchas escuras e aveludadas no pescoço e nas axilas.
Quem deve fazer a análise
Mesmo sem sentir nada. Este é o ponto prático do artigo.
- mais de 45 anos de idade;
- excesso de peso, sobretudo com gordura abdominal;
- pai, mãe ou irmãos com diabetes tipo 2;
- diabetes gestacional anterior ou um bebé com mais de 4 kg à nascença;
- síndrome do ovário poliquístico;
- hipertensão, colesterol alto ou triglicéridos altos;
- vida sedentária;
- pré-diabetes já conhecida;
- tratamento prolongado com corticoides ou com determinados antipsicóticos;
- apneia do sono;
- fígado gordo.
Como se diagnostica
Com análises de sangue: glicemia em jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete a média dos últimos 2 a 3 meses, e, se for preciso, uma prova de tolerância à glicose oral. O diagnóstico não se faz com uma única medição feita no glucómetro: é necessária uma análise laboratorial, normalmente repetida.
Valores orientadores: glicemia em jejum de 126 mg/dl ou mais, ou HbA1c de 6,5 % ou mais. Entre 100 e 125 mg/dl fala-se de pré-diabetes, e é aí que mais se consegue fazer.
Quando consultar o médico
- há algum dos sintomas descritos;
- a pessoa pertence a um dos grupos de risco e nunca fez a análise;
- foi dito que tem pré-diabetes;
- já tem diabetes e os valores descontrolaram-se;
- surgiram feridas nos pés que não fecham;
- nota formigueiro ou perda de sensibilidade nos pés;
- a visão piorou.
Urgência médica: sede intensa com vómitos, respiração profunda e rápida, hálito com cheiro a fruta, sonolência ou confusão. Também se o açúcar descer muito: tremor, suores frios, palpitações, confusão — nesse caso deve tomar-se de imediato açúcar de absorção rápida.
O que funciona
A mudança de hábitos não é um complemento do tratamento: na diabetes tipo 2 é o tratamento, e nas fases iniciais pode levar a doença à remissão.
- perder entre 5 e 10 % do peso já melhora o açúcar de forma clara; não são precisas metas enormes;
- mexer-se 150 minutos por semana — caminhar depressa, nadar, andar de bicicleta — mais duas sessões de força: o músculo consome glicose;
- não passar mais de uma hora seguida sentado;
- cortar as bebidas açucaradas — a mudança mais rentável de todas;
- mais legumes, leguminosas, cereais integrais, peixe e azeite; menos ultraprocessados e farinhas refinadas;
- vigiar o tamanho das porções mais do que contar calorias;
- dormir de 7 a 9 horas: dormir mal agrava a resistência à insulina;
- deixar de fumar;
- limitar o álcool, e nunca de estômago vazio quando se toma medicação que baixa o açúcar.
Medicamentos
Acrescentam-se à mudança de hábitos, não a substituem. A escolha é do médico, em função dos valores, do peso, dos rins e do risco cardiovascular de cada pessoa.
- metformina — habitualmente o primeiro fármaco;
- inibidores de SGLT2 — baixam o açúcar e ainda protegem o coração e o rim;
- agonistas do GLP-1 — baixam o açúcar, ajudam a perder peso e reduzem o risco cardiovascular;
- inibidores da DPP-4;
- sulfonilureias — eficazes e baratas, mas podem provocar hipoglicemias;
- insulina — quando o resto não chega, ou logo de início se o açúcar estiver muito alto;
- a par disto: controlo da tensão arterial, estatinas quando indicadas e, nalguns casos, antiagregantes.
Controlos que não convém saltar
- HbA1c a cada 3 a 6 meses;
- observação dos pés pelo menos uma vez por ano, e observação própria todos os dias;
- fundo do olho uma vez por ano;
- função renal e albumina na urina todos os anos;
- tensão arterial e perfil lipídico;
- vacinação contra a gripe e contra o pneumococo conforme indicação;
- consulta de medicina dentária: a doença das gengivas e a diabetes agravam-se mutuamente.
Cuidado dos pés
É a parte que mais consequências evita e a que mais se descura.
- observá-los todos os dias, incluindo entre os dedos e a planta, com um espelho se for preciso;
- lavá-los com água morna e secá-los bem, sobretudo entre os dedos;
- hidratá-los, mas não entre os dedos;
- cortar as unhas a direito;
- não andar descalço, nem sequer em casa;
- verificar com a mão o interior do sapato antes de o calçar;
- não tratar durezas nem calos por conta própria, com lâminas ou pensos calicidas;
- consultar por qualquer ferida, bolha ou mudança de cor, sem esperar.
Perguntas frequentes
A diabetes tipo 2 pode reverter-se? Nas fases iniciais, sim: com uma perda de peso significativa muitas pessoas atingem a remissão. Isso não é o mesmo que ficar curado: é preciso manter os controlos.
A causa é comer açúcar? É mais complexo do que isso. Pesam a genética, o peso, a atividade física e a alimentação no seu conjunto.
Se começar insulina, fica para sempre? Não necessariamente. Por vezes usa-se de forma temporária para baixar valores muito altos.
Pode comer-se fruta? Sim, fruta inteira e em quantidades razoáveis. O que convém evitar são os sumos.
Os suplementos servem para alguma coisa? Nenhum substitui o tratamento nem os hábitos.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico revê as análises, explica o que significam a HbA1c e a glicemia em jejum naquele caso concreto, avalia o risco cardiovascular e renal, revê a medicação e ajuda a montar um plano realista de alimentação, atividade física e controlos para os três meses seguintes.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 14 de jul de 2026
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