Nesta página
Medicamentos habitualmente prescritos para Entorses e distensões musculares
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Farmalider S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorios Normon S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Reckitt Benckiser Healthcare S.A.Não requer receita médica
São as lesões mais correntes que há: um tornozelo que torce num passeio, uma mão que escorrega de uma barra, um isquiotibial que cede logo na primeira arrancada. A grande maioria sara em casa, sem médico e sem radiografias. Mas nesta simplicidade há duas armadilhas. A primeira é confundir com uma entorse uma fratura ou uma luxação e perder tempo. A segunda é o contrário: ficar imóvel porque «há um ligamento rompido» e acabar com uma articulação rígida e fraca em vez de uma saudável. Em baixo fica como distinguir umas das outras e o que fazer dia a dia.
Entorse de ligamento e distensão de músculo: o que é cada coisa
Por trás da linguagem do dia a dia escondem-se duas lesões diferentes, e vale a pena separá-las porque saram de maneira distinta.
- A entorse é a lesão de um ligamento, a banda curta e resistente que segura os ossos dentro de uma articulação. As fibras rasgam em parte; menos vezes o ligamento cede por completo. Os exemplos clássicos são o tornozelo torcido, o polegar forçado, o joelho torcido numa mudança de direção, o pulso lesionado numa queda sobre a mão.
- A distensão é um rasgão nas fibras do próprio músculo ou do tendão que o prende ao osso. Aqui os clássicos são outros: isquiotibiais e gémeos nos corredores, adutores nos futebolistas, a zona lombar ao levantar algo pesado de repelão.
As articulações lesionam-se sobretudo ao torcer e ao girar; os músculos, por uma contração brusca enquanto estão a ser alongados ao mesmo tempo: um arranque, um salto, a tentativa de segurar uma carga que cai.
O que se sente em ambos os casos: dor que aparece no próprio instante da lesão, inchaço nas horas seguintes e um hematoma que por vezes só surge ao segundo ou terceiro dia, muitas vezes bastante abaixo da lesão, porque o sangue escorre. Dói apoiar e dói mexer, e um músculo pode responder com um espasmo doloroso. A gravidade vai de umas poucas fibras rasgadas até à rotura completa; essa diferença é avaliada por um profissional, não pela pessoa lesionada.
Isto não é uma luxação, e a diferença conta
Na conversa corrente a luxação vai para o mesmo saco das entorses, mas é uma lesão completamente diferente: as superfícies da articulação separaram-se e ficaram fora do sítio. Reconhecê-la não é difícil.
- A articulação mudou de forma: há um degrau, uma saliência, o membro aponta num ângulo antinatural ou parece mais curto do que o outro.
- O movimento é praticamente impossível, a articulação parece encravada e qualquer tentativa de a mexer provoca uma dor aguda.
- Fica muitas vezes a sensação nítida de que «saltou alguma coisa», e essa sensação acerta.
Nunca tente recolocar uma luxação por si próprio, nem sozinho nem com a ajuda de um treinador ou de um conhecido «que sabe fazer isso». Junto à articulação passam nervos e vasos, e uma tentativa brusca de redução acrescenta a lesão destes, ou uma fratura, à luxação que já existia. Além disso, uma fratura com desvio tem um aspeto muito parecido, e as duas não se distinguem sem exame de imagem.
O que fazer em vez disso: apoiar o membro na posição em que está, sem endireitar nada, aplicar frio e chegar à urgência o mais depressa possível. Pelo caminho é melhor não comer nem beber, porque pode ser preciso sedação ou anestesia para recolocar a articulação.
Os primeiros dias
Os primeiros dois ou três dias decidem quanto inchaço haverá e, por isso, quão difícil será depois recuperar o movimento. A ordem é simples.
- Repouso e proteção. Pare a atividade; se a lesão for na perna, carregue o menos possível durante um ou dois dias; se for na mão ou num dedo, use um apoio. Trata-se de aliviar a carga, não de imobilizar.
- Frio. Um saco de gelo ou de legumes congelados, sempre embrulhado num pano, durante 15 a 20 minutos, de duas em duas ou de três em três horas no primeiro dia ou dois. O gelo nunca vai diretamente sobre a pele: provoca queimadura pelo frio.
- Compressão. Uma ligadura elástica dos dedos para cima, firme mas suficientemente folgada para passar um dedo por baixo. Retire-a à noite. Se abaixo da ligadura surgirem dormência, formigueiro, um tom azulado ou mais dor, está demasiado apertada: alivie-a de imediato.
- Elevação. Mantenha a zona lesionada acima do nível do coração quando estiver sentado ou deitado: a perna sobre uma almofada, o braço ao peito. É nas primeiras 48 horas que rende mais.
E agora o aviso honesto, sem o qual a lista acima faz mal. A imobilidade completa não cura, atrapalha. Uma articulação imobilizada perde amplitude depressa, o músculo à volta enfraquece em poucos dias e o tecido em cicatrização que nunca recebe carga recupera pior. Por isso o repouso é preciso apenas enquanto realmente doer, normalmente nos primeiros um a três dias. Assim que o movimento deixa de ser agudamente doloroso, começa-se a mexer com suavidade: fletir e estender numa amplitude confortável, desenhar letras no ar com o pé, apoiar a perna tanto quanto se consiga sem coxear. Voltar cedo ao movimento não é bravata, é parte do tratamento.
O que não se deve fazer
A lista é curta e todos os seus pontos são desrespeitados com regularidade.
- Calor no primeiro dia ou dois. O banho quente, a sauna, o saco de água quente, as pomadas de aquecimento e os emplastros de capsaicina dilatam os vasos e aumentam o inchaço e a hemorragia. O calor tem lugar mais tarde, quando o inchaço já baixou e é preciso soltar músculos rígidos.
- Álcool. Faz exatamente o mesmo aos vasos e ainda embota a dor: a pessoa carrega a zona lesionada mais do que devia sem dar por isso.
- Massajar ou friccionar o local lesionado. Nos primeiros dias isso aumenta a hemorragia no tecido e, com ela, o inchaço. Amassar um músculo rasgado «para soltar» é má ideia; a massagem serve mais tarde, e afastada da lesão recente.
- Forçar através de dor intensa. Um desconforto moderado ao mexer é aceitável; a dor aguda não é.
- Voltar ao desporto antes de recuperar a força. Lesionar-se de novo num sítio mal curado é o guião mais repetido de todos.
Quando é preciso médico e radiografia
Há sinais que afastam o tratamento em casa, porque por trás deles pode estar uma fratura, a rotura completa de um ligamento ou a lesão de um nervo ou de uma artéria. Procure ajuda médica no próprio dia se:
- não conseguir pôr qualquer peso na perna nem apoiar-se no braço: de todo, nem uns passos, nem sequer logo a seguir à lesão;
- a articulação ou o membro estiverem deformados, tortos, encurtados ou claramente fora do sítio;
- houver dormência, formigueiro ou perda de sensibilidade abaixo da lesão, ou a pele estiver pálida, azulada ou fria ao toque;
- o inchaço crescer depressa e vier com dor forte, de tensão, que não cede ao frio nem aos analgésicos e piora ao puxar os dedos;
- ouviu ou sentiu um estalido, um crac ou um ressalto no momento da lesão;
- o joelho ou outra articulação grande inchou na hora seguinte à lesão, cede ou fica bloqueada;
- a dor está mesmo em cima do osso, por exemplo sobre a saliência óssea do tornozelo ao carregar com um dedo;
- a dor não diminuiu ao fim de vários dias ou, uma semana depois, tudo está pior em vez de melhor;
- quem se lesionou é uma criança ou um adolescente e a dor à pressão fica perto de uma articulação: num osso em crescimento a cartilagem de crescimento cede antes do ligamento;
- houver uma ferida aberta, ou a pele sobre a lesão ficar vermelha e quente e surgir febre.
Se a deformação for evidente, se o membro estiver dormente e pálido ou se a pessoa não conseguir mexer-se, chame uma ambulância: na Europa o número único de emergência é o 112. Nos restantes casos basta dirigir-se pelos seus próprios meios à urgência. A radiografia nem sempre é necessária: o médico observa a zona e decide, por sinais concretos, se acrescenta alguma coisa.
Como acalmar a dor
Nos primeiros dias o trabalho de fundo é feito pelo frio, pela ligadura e pela elevação; os medicamentos acompanham.
O habitual é começar pelo paracetamol. Os geles e cremes com anti-inflamatório aplicados na pele sobre a lesão funcionam, neste tipo de lesão, praticamente tão bem como os comprimidos e quase não passam para o sangue, o que faz deles aqui uma primeira escolha sensata. Os anti-inflamatórios por via oral ficam para quando a dor impede de mexer ou de dormir; em ciclo curto e tendo em conta o estômago, os rins e o coração. O seu médico de família ou o farmacêutico podem ajudar a escolher, sobretudo se já toma outros medicamentos.
Aqui a analgesia não procura conforto, procura movimento: serve para poder voltar a usar a zona cedo. Apagar a dor por completo não é o objetivo, porque é ela que assinala o limite da carga segura.
Como se regressa à carga completa
Os prazos variam muito e não se pode prometer uma data, mas como referência: uma lesão ligeira deixa de estorvar no dia a dia em uma a duas semanas, correr e saltar regressam mais tarde, a partir de várias semanas, e depois de uma rotura séria a recuperação leva meses.
A ordem é quase sempre a mesma: primeiro recuperar toda a amplitude sem dor, depois a força, depois o equilíbrio e a velocidade, e só então o desporto. Um critério prático útil: se não consegue caminhar sem coxear, é cedo para correr.
Vale a pena explicar à parte porque é que a algumas pessoas o mesmo tornozelo torce ano após ano. A lesão estraga não só o ligamento, mas também o sentido da posição da articulação no espaço, aquilo que permite ao pé reagir uma fração de segundo antes de ceder. Esse sentido recupera-se com exercícios de equilíbrio: apoiar-se numa só perna, primeiro no chão, depois de olhos fechados, depois sobre uma superfície instável. Alguns minutos por dia durante dois meses reduzem de forma apreciável o risco de repetir, e é a coisa mais útil a fazer depois de o inchaço baixar. Se a lesão foi séria ou se repete, vale a pena percorrer este caminho com um fisioterapeuta.
Ajuda também o que se faz antes: aquecer bem, dispensar o treino quando o cansaço é realmente grande, usar calçado adequado e aumentar a carga aos poucos em vez de aos saltos.
Consulta em linha
Uma consulta à distância resolve, numa lesão destas, mais do que parece. O médico pergunta como aconteceu exatamente, pede para ver a zona e para experimentar alguns movimentos simples diante da câmara e, a partir daí, diz se o tratamento em casa chega ou se é preciso ir fazer um exame de imagem. É justamente a pergunta que leva umas pessoas a passar meia manhã na sala de espera da urgência para nada e outras a andar duas semanas com uma fratura. Depois disso o médico ajuda a montar um plano: quantos dias proteger, quando começar a mexer, com que acalmar a dor tendo em conta a restante medicação, quando tentar correr. E numa segunda chamada confirma que a recuperação vai no rumo previsto. Já para os sinais do capítulo da urgência a consulta em linha não é o caminho: com esses vai-se diretamente à urgência.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Entorses e distensões musculares
Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Entorses e distensões musculares com um médico online.














