Eritema multiforme
O eritema multiforme é uma reação da pele a um desencadeante, quase sempre uma infeção. As lesões são muito características: manchas redondas com anéis…
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Medicamentos habitualmente prescritos para Eritema multiforme
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: PERFURAÇÃO INJETÁVEL, 25 mg de aciclovir / mlSubstância ativa: aciclovirFabricante: Meiji Pharma Spain S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: POMADA, 64 mg dipropionato de betametasona / 100 gSubstância ativa: betamethasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 800 mgSubstância ativa: aciclovirFabricante: Laboratorios Normon S.A.Requer receita médica
O eritema multiforme é uma reação da pele a um desencadeante, quase sempre uma infeção. As lesões são muito características: manchas redondas com anéis concêntricos que fazem lembrar um alvo. A forma habitual é benigna e resolve-se sozinha em algumas semanas; o que interessa é reconhecê-la, encontrar o desencadeante e distingui-la de reações a medicamentos que se lhe parecem e que essas sim são urgências.
Como se apresenta
- manchas redondas de 1 a 3 cm com três zonas concêntricas: um centro escuro ou com bolha, um anel mais claro em volta e um bordo vermelho exterior;
- surgem de forma simétrica e começam pelas mãos e pelos pés;
- estendem-se depois aos antebraços, às pernas, ao rosto e ao tronco;
- atingem sobretudo as superfícies extensoras: dorso das mãos, cotovelos, joelhos;
- podem apanhar as palmas e as plantas;
- ardor ou comichão ligeira, mais do que dor;
- as lesões novas continuam a aparecer durante alguns dias e cada uma dura uma a duas semanas;
- na forma major há ainda erosões dolorosas nos lábios, na boca, nos olhos ou nos genitais.
Causas
- vírus herpes simples: de longe a causa mais frequente. As lesões aparecem uma a três semanas depois de um herpes labial, que às vezes até passou despercebido;
- Mycoplasma pneumoniae: sobretudo em crianças e adolescentes, a seguir a uma infeção respiratória;
- outras infeções víricas e bacterianas, e algumas fúngicas;
- medicamentos, ainda que com menos frequência do que se pensa: anti-inflamatórios, antibióticos, antiepiléticos;
- vacinas, de forma excecional;
- numa parte dos casos o desencadeante não chega a ser identificado.
Quando procurar o médico
- apareceram lesões em alvo;
- há erosões ou bolhas na boca, nos lábios, nos olhos ou nos genitais;
- custa comer ou beber;
- há dor ou vermelhidão nos olhos: os olhos exigem avaliação específica;
- há febre e mal-estar geral marcado;
- as lesões surgiram depois de começar um medicamento novo;
- o quadro repete-se;
- há tosse e febre numa criança com esta erupção: pode estar por trás uma infeção por micoplasma.
Atenção urgente se a pele doer ao toque, se descolar em lâminas, se houver bolhas extensas, atingimento importante de duas ou mais mucosas e agravamento do estado geral. Estes sinais apontam para um síndrome de Stevens-Johnson ou para uma necrólise epidérmica tóxica, quadros diferentes, quase sempre provocados por medicamentos, que se tratam no hospital.
Como se diagnostica
Pelo aspeto e pela distribuição das lesões. O médico pergunta que infeções houve nas duas semanas anteriores, que medicamentos foram tomados e se houve herpes labial. Habitualmente não são precisas análises; se o quadro não for claro faz-se biopsia da pele ou estudam-se o herpes e o micoplasma. Quando o quadro se repete, procura-se um herpes recorrente, que é a explicação mais frequente.
Tratamento
A forma ligeira resolve-se sozinha; o tratamento serve para aliviar e evitar complicações.
- tratar o desencadeante: antivíricos se houver herpes ativo, antibióticos se houver micoplasma;
- suspender o medicamento suspeito, sempre por indicação médica;
- anti-histamínicos para a comichão;
- corticoides tópicos nas lesões da pele;
- bochechos e géis anestésicos para a boca, com alimentação mole, fria e sem ácidos;
- avaliação por oftalmologia se os olhos estiverem envolvidos: aqui não convém esperar, porque podem ficar sequelas;
- corticoides orais em casos selecionados, por decisão do médico;
- tratamento antivírico preventivo prolongado quando os episódios se repetem por causa do herpes: é o que corta o ciclo;
- hidratação e analgesia se doer engolir.
O que se pode fazer em casa
- beber líquidos suficientes, mesmo que aos golinhos ou com palhinha;
- comida mole e fria, evitando ácidos, picantes e pratos muito quentes;
- higiene oral suave, com escova macia;
- compressas frescas sobre as lesões;
- proteção solar no herpes labial, se for o sol a desencadeá-lo;
- anotar o que aconteceu nas duas semanas anteriores: infeções, fármacos, herpes. Essa lista é a coisa mais útil que se pode levar à consulta;
- não coçar.
Evolução
Um episódio dura entre 2 e 4 semanas e não deixa cicatriz, embora deixe manchas escuras que vão clareando ao longo de meses. Em algumas pessoas repete-se várias vezes por ano, quase sempre por herpes recorrente, e nesses casos o tratamento preventivo funciona bem.
Perguntas frequentes
É contagioso? O eritema multiforme não. Já a infeção que o desencadeou pode ser, como acontece com o herpes.
É uma alergia? Não no sentido corrente. É uma reação imunitária e, na maior parte dos casos, o desencadeante é uma infeção e não um medicamento.
É o mesmo que o síndrome de Stevens-Johnson? Não. São processos diferentes, com causas e gravidade diferentes. É por isso que importa reconhecer os sinais de alarme.
Ficam cicatrizes? Na pele não. Podem ficar sequelas se os olhos forem atingidos e não tratados.
Consegue prevenir-se? Se a origem for o herpes, sim: tratando o herpes de forma preventiva.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias e a distribuição das lesões, procura em conjunto o desencadeante entre as infeções e os fármacos recentes, reconhece os sinais que exigem atendimento hospitalar e, se os episódios se repetem, propõe o tratamento preventivo do herpes.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 20 de jul de 2026
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