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Medicamentos habitualmente prescritos para Escoliose (desvio lateral da coluna)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL EFERVESCENTE, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Kern Pharma S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Mabo Farma S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Teva Pharma S.L.U.Requer receita médica
Na escoliose a coluna não se limita a inclinar-se para o lado: roda também sobre o próprio eixo. É essa rotação das vértebras que altera a forma da caixa torácica e torna as costas visivelmente assimétricas, algo que se nota muito antes da curva em si. A escoliose é detetada sobretudo em adolescentes dos 10 aos 15 anos, durante o crescimento rápido, e em oito casos em cada dez não se encontra qualquer causa. Para a maioria das pessoas fica-se por uma curva pequena, que não dói e não exige mais do que vigilância. Há, no entanto, sinais que mudam completamente o quadro, e vale a pena conhecê-los de antemão.
Como reparar: a prova da inclinação
Os pais raramente veem a curva: veem o desnível. Vale a pena olhar com atenção se a criança tiver:
- um ombro mais alto do que o outro;
- uma omoplata saliente, levantada em ângulo;
- a cintura torta, com uma prega funda de um lado e nenhuma do outro;
- uma anca que parece mais alta, como se estivesse sempre apoiada numa perna;
- a roupa a cair torta e uma alça que escorrega sempre do mesmo ombro.
A verificação caseira mais útil é a inclinação para a frente. A criança fica descalça, com os pés juntos e os joelhos direitos, deixa os braços pendurados e inclina-se devagar, como se quisesse tocar no chão com os dedos. É preciso olhar por trás, baixando-se até à altura das costas dela. Na escoliose uma metade das costas sobe mais do que a outra: vê-se um relevo formado pelas costelas e pelos músculos. Uma coluna sem desvio parece simétrica quando a pessoa se inclina.
Esse relevo não significa «músculos desenvolvidos de forma desigual»: são as vértebras rodadas, e mantém-se ali por muito que se corrija a postura. É também por isso que a postura não tem culpa: andar curvado à secretária, a mochila num ombro só ou um colchão mole não provocam escoliose, e sentar-se direito não a corrige.
De onde vem
A forma de longe mais frequente é a escoliose idiopática do adolescente: a coluna começa a desviar-se no auge do crescimento sem qualquer causa visível. Não por esforço, nem por alimentação, nem por desporto. A hereditariedade conta, porque a escoliose surge muitas vezes em vários membros da mesma família, mas não existe um gene único que se possa analisar.
Menos vezes há uma causa concreta:
- vértebras que não se formaram bem antes do nascimento: é a escoliose congénita, presente desde os primeiros meses de vida;
- uma doença dos nervos ou dos músculos que sustentam as costas de forma desigual, como a paralisia cerebral, a distrofia muscular ou a atrofia muscular espinal;
- o desgaste dos discos e das pequenas articulações com a idade: é a escoliose degenerativa, que aparece nos adultos, em geral depois dos sessenta, e costuma acompanhar-se de estreitamento do canal vertebral.
A distinção não é académica: da causa dependem tanto a rapidez com que a curva progride como aquilo que vai ser proposto.
O que muda a urgência
A escoliose do adolescente não dói e avança devagar. Por isso deve alertar tudo o que não encaixe nesse quadro:
- dor nas costas que acorda a pessoa durante a noite ou que não cede com o repouso;
- fraqueza, formigueiro ou perda de sensibilidade nas pernas, alterações na forma de andar, dificuldade em urinar ou em evacuar;
- uma curva que progride depressa, com diferença visível ao fim de meses e não de anos;
- escoliose numa criança com menos de dez anos, e sobretudo num lactente;
- uma curva na região dorsal virada para a esquerda: na escoliose idiopática do adolescente vira quase sempre para a direita;
- escoliose acompanhada de articulações muito laxas, manchas na pele cor de café com leite, estatura muito alta com dedos compridos, ou uma covinha ou tufo de pelos por cima do cóccix.
Por trás destas combinações não está apenas «uma coluna torta». Procura-se uma cavidade ou um tumor da medula espinal, uma malformação vertebral escondida, uma doença hereditária do tecido conjuntivo, neurofibromatose. Tudo isto é raro, mas é precisamente o que decide o que se faz a seguir: por isso, nestes casos, estuda-se mais a fundo e faz-se em geral uma ressonância magnética, e não apenas uma radiografia.
Há ainda outro motivo para não esperar: uma escoliose grave num lactente ou numa criança pequena. Enquanto a caixa torácica cresce, uma curva acentuada pode retirar espaço aos pulmões, por isso estas crianças são seguidas mais de perto do que quaisquer outras.
O que acontece na consulta
O médico observa as costas em pé e inclinadas, compara a altura dos ombros e das omoplatas, mede o comprimento das pernas e avalia a força. Depois é necessária uma radiografia de toda a coluna feita em pé: é nela que se mede o ângulo da curva. Um desvio inferior a dez graus nem sequer se chama escoliose: é uma assimetria comum, que muita gente tem.
A segunda pergunta decide quase tudo: quanto crescimento falta. Enquanto a criança cresce, a curva pode aumentar; terminado o crescimento, as curvas pequenas e médias costumam manter-se iguais durante anos. A maturidade do esqueleto avalia-se na mesma imagem, pelos ossos da bacia ou da mão. É por isso que um adolescente com escoliose ligeira é normalmente apenas reavaliado de poucos em poucos meses, sem qualquer prescrição. Não é o médico «não fazer nada»: é uma decisão fundamentada, porque a maior parte das curvas ligeiras nunca chega ao tamanho que obriga a intervir.
O colete: o que se pode esperar dele
É aqui que quase sempre surge a desilusão, por isso convém dizê-lo com clareza: o colete não endireita a coluna. A sua função é travar a progressão da curva enquanto a criança cresce. Se ao fim de meses de uso o ângulo continuar igual, isso não é um fracasso: é exatamente o resultado para o qual o colete foi prescrito.
O que importa saber antes de começar:
- é feito à medida a partir de um molde e substituído à medida que a criança cresce;
- tem de ser usado durante a maior parte do dia e tira-se para o duche, a natação e os desportos de contacto; o resultado depende diretamente do número de horas de uso, e essa é a parte mais difícil de tudo;
- por baixo de roupa larga quase não se nota, mas continua a pesar ao adolescente, e isso deve ser falado em vez de minimizado;
- só funciona numa coluna que ainda cresce. Num adulto não reduz a curva: usa-se, quando muito, para apoiar as costas e aliviar a dor;
- às crianças muito pequenas coloca-se por vezes um gesso em vez do colete amovível, mudado de poucos em poucos meses.
Quando se fala de cirurgia
A cirurgia é para uma minoria. Fala-se dela se a curva continuar a aumentar apesar do colete, se no fim do crescimento o ângulo se mantiver grande e, nos adultos, perante dor persistente e compressão dos nervos.
A adolescentes e adultos propõe-se em geral uma artrodese vertebral: as vértebras são alinhadas e unidas entre si com parafusos e barras, esse troço da coluna deixa de se mover e funde-se num bloco único. Às crianças pequenas, com anos de crescimento pela frente, colocam-se sistemas de barras extensíveis, alongadas periodicamente; em alguns modelos isso faz-se com um íman a partir do exterior, sem novas incisões.
Como qualquer cirurgia de grande porte, tem riscos: hemorragia, infeção da ferida, deslocação do material ou falha da fusão e, raramente, lesão nervosa com adormecimento ou fraqueza nas pernas. A recuperação leva meses e o regresso ao desporto é gradual. A decisão quase nunca é urgente, portanto há sempre tempo para questionar o cirurgião e pedir uma segunda opinião.
Escoliose no adulto: fala-se quase sempre de dor
Nos adultos a escoliose é de dois tipos: a antiga, que vem da adolescência, e a degenerativa, nascida do desgaste da coluna. Em ambos os casos o tratamento visa a dor e o movimento, não os graus: endireitar uma curva estável só por endireitar não traz nada.
O que ajuda: mexer-se com regularidade, exercícios para os músculos das costas e do abdómen, manter o peso e alternar com bom senso esforço e descanso. Entre os analgésicos começa-se habitualmente pelo paracetamol; os anti-inflamatórios não esteroides usam-se em ciclos curtos e escolhem-se a pensar no estômago, nos rins e no coração, por isso é melhor combiná-los com o médico. Se a curva comprimir as raízes nervosas e a dor descer pela perna, podem ajudar as infiltrações de corticoide com anestésico local, mas o efeito dura semanas ou meses: servem para ganhar tempo, não para resolver.
Desporto, esforço e o que sente o adolescente
Não há razão para dispensar da educação física uma criança com escoliose: músculos fortes ajudam as costas, a inatividade não. Quase todos os desportos estão ao seu alcance, e as restrições definem-se caso a caso e por um motivo concreto, normalmente depois de uma operação. A natação faz bem às costas, mas por si só não corrige a curva, tal como os exercícios específicos: aliviam a dor e melhoram o bem-estar, mas influem pouco no ângulo. A terapia manual, a osteopatia e a massagem também não endireitam um desvio; por si não fazem mal, mas abandonar a vigilância a troco de um «programa de correção» faz.
E há um aspeto de que quase não se fala. Ao adolescente raramente pesa a dor: pesa a imagem que tem de si próprio, as costas assimétricas, o colete por baixo da roupa, as conversas sobre radiografias. Vale a pena falar disso de frente, sem insistir que «não se nota nada», e, se surgir tristeza persistente ou isolamento, pedir ajuda com a mesma naturalidade com que se pede uma radiografia.
Consulta em linha
Em linha resolve-se bem tudo o que não exige as mãos do médico nas costas. O médico da Oladoctor pode ajudar a perceber se aquilo que viu na prova da inclinação se parece com escoliose e se é preciso uma radiografia; explicar o que diz o relatório e o que significa o ângulo medido; indicar a que especialista recorrer e com que urgência; e rever o que fazer com a dor de costas do adulto e que analgésicos lhe convêm. Se pelo relato se perceber que é necessária uma observação presencial ou um exame de imagem, isso será dito de imediato e não ao fim de um longo interrogatório.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Escoliose (desvio lateral da coluna)
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