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Medicamentos habitualmente prescritos para Ginecomastia
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: ADESIVO TRANSDÉRMICO, 1,5 mgSubstância ativa: estradiolFabricante: Merus Labs Luxco Ii S.À.R.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: SUPOSITÓRIO VAGINAL/CÁPSULA/COMPRIMIDO VAGINAL, 10 MICROGRAMASSubstância ativa: estradiolFabricante: Gedeon Richter Plc.Requer receita médica
A ginecomastia é o aumento do tecido glandular da mama no homem. Não é o mesmo que a acumulação de gordura por excesso de peso, embora de fora se pareçam: a diferença sente-se à palpação e muda por completo a abordagem. Na maior parte dos casos é benigna e reversível, mas merece ser estudada, porque por vezes traduz um problema hormonal, o efeito de um medicamento ou, raramente, algo mais sério.
Como se manifesta
- um disco de tecido firme e móvel logo por baixo do mamilo, que se palpa como uma placa ou um botão;
- pode ser de um lado só ou dos dois, e é muitas vezes assimétrica;
- dor ou sensibilidade ao toque, sobretudo quando o crescimento é recente;
- o mamilo fica mais sensível ou incomoda com o roçar da roupa;
- na pseudoginecomastia há apenas gordura mole, sem aquele disco central firme.
Quando é fisiológica
Há três momentos da vida em que aparece sem significar doença:
- recém-nascidos: por ação das hormonas da mãe; desaparece em semanas;
- puberdade: atinge mais de metade dos adolescentes, surge por volta dos 12 aos 14 anos e resolve-se sozinha em 1 a 2 anos na maioria dos casos;
- idade avançada: pela descida da testosterona e pelo aumento relativo dos estrogénios.
Causas que convém despistar
- medicamentos: é a causa evitável mais frequente. Espironolactona, alguns anti-hipertensores, omeprazol e semelhantes, antidepressivos, antipsicóticos, finasterida, antiandrogénios, alguns antirretrovirais e antifúngicos;
- esteroides anabolizantes e testosterona: o organismo converte o excesso em estrogénios. É uma causa muito comum em quem frequenta ginásios e quase nunca é declarada na consulta;
- álcool, canábis, opioides;
- doença hepática crónica;
- insuficiência renal;
- hipertiroidismo;
- hipogonadismo: testosterona baixa, seja qual for a origem;
- síndrome de Klinefelter;
- tumores: do testículo, da suprarrenal ou produtores de hCG; são pouco frequentes, mas são a razão pela qual o testículo é sempre examinado;
- obesidade, que aumenta a conversão de androgénios em estrogénios;
- perda de peso acentuada depois de um período de desnutrição.
Quando recorrer ao médico
- o aumento surgiu depressa ou dói;
- é apenas de um lado e o nódulo é duro, irregular, está fixo ou não se situa por baixo do mamilo;
- há corrimento pelo mamilo, sobretudo se tiver sangue;
- a pele do mamilo está retraída, ulcerada ou com aspeto de casca de laranja;
- palpam-se gânglios na axila;
- notaram-se alterações no tamanho ou na consistência de um testículo;
- há diminuição do desejo sexual, dificuldades de ereção ou perda de pelos do corpo;
- começou depois de iniciar um medicamento;
- toma ou tomou anabolizantes;
- num adolescente, persiste há mais de dois anos ou o aumento é muito marcado;
- afeta psicologicamente: é um motivo de consulta perfeitamente válido.
Os sinais do segundo ao quinto ponto obrigam a excluir um cancro da mama masculino. É pouco frequente, mas existe, e é diagnosticado tarde precisamente porque ninguém pensa nele.
Como se estuda
O médico palpa a mama para separar tecido glandular de gordura, examina os testículos, avalia o fígado e os sinais de défice de testosterona e revê a fundo toda a medicação e os suplementos, perguntando de forma explícita por anabolizantes.
Análises habituais: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hormonas da tiroide, função hepática e renal, e ainda hCG e alfafetoproteína quando se suspeita de um tumor. Imagem: ecografia mamária e mamografia se o quadro for atípico, e ecografia testicular sempre que se justifique.
Tratamento
- vigilância: em adolescentes e em casos recentes sem causa preocupante; muitos resolvem-se sozinhos;
- retirar ou substituir o medicamento responsável, sempre com o médico;
- suspender anabolizantes e álcool;
- tratar a causa: tiroide, fígado, hipogonadismo;
- perda de peso na pseudoginecomastia, onde é o que realmente resulta;
- tamoxifeno: útil nas fases iniciais e dolorosas, nos primeiros meses;
- cirurgia: é a solução definitiva quando o tecido já tem mais de um ano e se tornou fibroso, porque nessa altura os fármacos não revertem nada.
O tempo conta muito: nos primeiros 6 a 12 meses o tecido ainda responde ao tratamento médico; depois é substituído por tecido fibroso e só a cirurgia o resolve.
Perguntas frequentes
Desaparece com exercícios de peito no ginásio? Não. O treino reduz a gordura, não o tecido glandular.
Será cancro? Quase nunca. Mas um nódulo duro, de um lado só e fora da zona do mamilo tem mesmo de ser estudado.
Num adolescente resolve-se sozinha? Na maioria dos casos, ao fim de um ou dois anos.
Afeta a fertilidade? A ginecomastia em si não, mas algumas das suas causas — testosterona baixa, anabolizantes, Klinefelter — afetam.
Valem alguma coisa os suplementos "antiestrogénios" vendidos nos ginásios? Não, e alguns agravam o problema. A causa costuma estar precisamente naquilo que se anda a tomar.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico ajuda a distinguir a ginecomastia verdadeira da simples acumulação de gordura, revê a fundo a medicação e os suplementos, indica que análises e que ecografias faltam, reconhece os sinais que obrigam a excluir um tumor e explica em que prazo o tratamento médico ainda tem sentido e a partir de quando só a cirurgia resolve.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 9 de ago de 2026
Médicos online para Ginecomastia
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