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Medicamentos habitualmente prescritos para Glicose alta no sangue (hiperglicemia)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 1000 mgSubstância ativa: metforminFabricante: Biofarm Sp. Z O.O.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 850 mgSubstância ativa: metforminFabricante: Uxa Farma S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 100 U/mlSubstância ativa: insulin aspartFabricante: Novo Nordisk A/SRequer receita médica
A hiperglicemia é um valor de glicose no sangue acima do normal. Tanto pode ser um achado isolado numas análises como um problema persistente em quem já tem diabetes. Nos dois casos merece atenção: a curto prazo um açúcar muito elevado pode terminar numa urgência e, a longo prazo, vai danificando vasos, nervos, rins e olhos sem dar qualquer sinal.
O que se considera alto
- glicose em jejum: normal abaixo de 100 mg/dl; entre 100 e 125 mg/dl, pré-diabetes; 126 mg/dl ou mais em duas determinações, diabetes;
- duas horas depois de comer: normal abaixo de 140 mg/dl;
- hemoglobina glicada (HbA1c): normal abaixo de 5,7 %; entre 5,7 e 6,4 %, pré-diabetes; 6,5 % ou mais, diabetes;
- um valor solto num medidor portátil não chega para diagnosticar seja o que for: é precisa uma análise de laboratório.
Sintomas
Com subidas moderadas costuma não haver nenhum, e é aí que está o problema. Quando aparecem, o açúcar já vai bastante alto.
- sede intensa e boca seca;
- urinar muito, também durante a noite;
- cansaço e falta de forças;
- visão desfocada;
- fome constante;
- perda de peso sem a procurar;
- feridas que cicatrizam mal;
- infeções repetidas da pele, das gengivas ou candidíase genital;
- comichão na pele;
- formigueiro nos pés.
Quando é preciso socorro urgente
- náuseas e vómitos com dor abdominal;
- respiração profunda e rápida;
- hálito com cheiro a fruta ou a acetona;
- sonolência intensa, confusão, dificuldade em acordar;
- glicose acima de 300 mg/dl com mal-estar geral;
- cetonas positivas no sangue ou na urina;
- desidratação marcada numa pessoa idosa com açúcar muito alto.
Estes sinais apontam para uma cetoacidose diabética ou para um estado hiperosmolar, duas urgências a sério que se tratam no hospital.
Porque sobe a glicose
Em quem tem diabetes
- falhar uma toma do medicamento ou da insulina;
- uma refeição com mais hidratos do que o previsto;
- uma infeção, mesmo uma simples constipação: a febre faz subir o açúcar de forma notória;
- stress físico ou emocional, cirurgia, traumatismo;
- corticoides, mesmo quando infiltrados numa articulação;
- insulina mal conservada ou fora de prazo, ou rotação insuficiente dos locais de injeção;
- menos atividade física do que o habitual;
- a própria evolução da doença, que às vezes obriga a ajustar o tratamento.
Em quem não tem diagnóstico de diabetes
- diabetes ou pré-diabetes ainda por diagnosticar;
- corticoides e alguns antipsicóticos e diuréticos;
- doença aguda grave ou infeção;
- pancreatite ou outra doença do pâncreas;
- síndrome de Cushing, acromegalia, hipertiroidismo;
- gravidez: diabetes gestacional.
O que fazer quando a glicose está alta
- beber água: a desidratação concentra o açúcar e piora tudo;
- confirmar se ficou por tomar alguma dose da medicação;
- medir as cetonas na diabetes tipo 1 sempre que a glicose passe de 250 mg/dl;
- mexer-se um pouco, exceto se houver cetonas: com cetonas positivas o exercício agrava o quadro;
- não saltar refeições nem tentar compensar com jejuns prolongados;
- não ajustar a dose de insulina por iniciativa própria sem um esquema combinado com o médico;
- em fase de doença, medir o açúcar com mais frequência: durante uma infeção pode ser precisa mais medicação, e não menos;
- apontar os valores com a hora, o que se comeu e o que se fez: é isso que permite perceber o padrão.
O que fazer a médio prazo
- reduzir bebidas açucaradas, sumos e farinhas refinadas;
- repartir os hidratos ao longo do dia e acompanhá-los de proteína, gordura e fibra;
- 150 minutos semanais de atividade física mais duas sessões de força: o músculo é o maior consumidor de glicose;
- perder entre 5 e 10 % do peso em caso de excesso;
- dormir 7 a 9 horas: dormir mal faz subir o açúcar;
- deixar de fumar e moderar o álcool;
- rever com o médico os fármacos que elevam a glicose;
- controlar a HbA1c cada 3 a 6 meses.
Quando recorrer ao médico
- apareceu glicose alta numas análises, mesmo sem se notar nada;
- os valores mantêm-se altos apesar do tratamento;
- surgiram os sintomas descritos acima;
- há uma infeção e o açúcar descontrolou-se;
- foram prescritos corticoides a quem tem diabetes ou pré-diabetes;
- na gravidez, com glicose alta detetada;
- alternam episódios de açúcar muito alto e muito baixo.
Perguntas frequentes
Um valor alto quer dizer que tenho diabetes? Não necessariamente. Pode dever-se a uma infeção, ao stress ou a um medicamento. A análise tem de ser repetida.
Consigo baixá-la só com a alimentação? Na pré-diabetes e nas fases iniciais da diabetes tipo 2, muitas vezes sim. Noutros casos é precisa medicação.
A fruta faz subir o açúcar? A fruta inteira, de forma moderada. Os sumos, muito e depressa.
Porque sobe de manhã se não comi nada? Pelo ritmo hormonal natural do amanhecer. É comum e resolve-se ajustando o tratamento, não saltando o jantar.
O stress faz subir a glicose? Sim, de forma direta, através do cortisol e da adrenalina.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico interpreta os valores e a HbA1c, distingue uma subida pontual de uma diabetes, revê os medicamentos que possam estar a elevar a glicose, explica o que fazer durante uma infeção e organiza o plano de controlo.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 2 de jul de 2026
Médicos online para Glicose alta no sangue (hiperglicemia)
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