Granuloma anular
O granuloma anular é uma alteração inflamatória da pele que desenha anéis de pequenas elevações firmes, sem descamação e sem comichão.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Granuloma anular
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: POMADA, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Korhispana S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: CREME, 0,1%Substância ativa: mometasoneFabricante: Laboratorio Reig Jofre, S.A.Requer receita médica
O granuloma anular é uma alteração inflamatória da pele que desenha anéis de pequenas elevações firmes, sem descamação e sem comichão. Não é uma infeção, não é um fungo e não passa de pessoa a pessoa. Na maioria das vezes desaparece por si, ainda que demore meses ou anos. O verdadeiro problema é outro: confunde-se constantemente com uma tinha e acaba tratado com antifúngicos durante meses, sem qualquer efeito.
Como se apresenta
- pequenas pápulas firmes, da cor da pele, rosadas ou arroxeadas;
- dispõem-se em anel, com o centro mais deprimido e de cor normal;
- o anel cresce devagar para fora, entre 1 e 5 cm;
- a superfície é lisa, sem escamas: é esta a diferença decisiva em relação à tinha;
- não dói nem faz comichão, ou faz muito pouca;
- localização típica: dorso das mãos e dos pés, dedos, punhos, tornozelos, cotovelos;
- pode surgir uma lesão isolada ou várias;
- é mais frequente em crianças e em mulheres jovens.
Formas
- localizada: a mais comum, um ou poucos anéis nas mãos ou nos pés; resolve-se sozinha em meses ou em poucos anos;
- generalizada: muitas lesões espalhadas pelo tronco e pelos membros, mais frequente em adultos; dura mais tempo e, nesta forma, convém mesmo despistar diabetes e alterações dos lípidos;
- subcutânea: nódulos profundos e indolores, sobretudo em crianças, nas pernas e no couro cabeludo; por vezes são tomados por quistos;
- perfurante: pápulas pequenas com um tampão central;
- em placas: zonas amplas e ligeiramente deprimidas, muitas vezes nas pernas.
Causas
Não são conhecidas com exatidão. Trata-se de uma reação inflamatória de tipo imunitário à volta do colagénio. Foram descritos como fatores possíveis:
- traumatismos ligeiros, picadas e atrito;
- infeções víricas anteriores;
- diabetes, sobretudo nas formas generalizadas;
- alterações da função da tiroide;
- alterações dos lípidos;
- alguns medicamentos;
- exposição solar, nas formas que surgem em zonas descobertas;
- de forma excecional, e apenas em formas atípicas de início brusco no adulto, processos linfoproliferativos.
Granuloma anular ou tinha
Merece um ponto só para si, porque é o engano mais habitual:
- granuloma anular: bordo feito de pápulas firmes, superfície lisa, sem escamas, sem comichão, sem qualquer resposta aos antifúngicos;
- tinha: bordo com descamação evidente e por vezes vesículas, faz comichão, alastra mais depressa, melhora com antifúngicos e a raspagem revela fungos.
Na dúvida, uma raspagem da pele resolve a questão em minutos e poupa meses de tratamento inútil.
Quando recorrer ao médico
- surgiram lesões em anel e não se percebe o que são;
- estão há meses sem mudar ou continuam a alastrar;
- há muitas lesões espalhadas pelo corpo;
- apareceram de forma brusca num adulto;
- há comichão intensa, descamação ou dor: provavelmente é outra coisa;
- acompanham-se de sede intensa, vontade de urinar muitas vezes ou perda de peso;
- incomodam do ponto de vista estético;
- já foram usados antifúngicos sem resultado nenhum.
Como se diagnostica
Em regra pela observação: o aspeto é reconhecível. Faz-se uma raspagem para excluir fungos e, se a dúvida persistir, uma biopsia cutânea, que é conclusiva. Nas formas generalizadas pedem-se análises: glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico e função da tiroide.
Tratamento
Convém dizê-lo com clareza: na forma localizada, não tratar é uma opção perfeitamente razoável, porque a lesão desaparece sozinha e não deixa cicatriz. O tratamento entra em cena quando as lesões incomodam esteticamente ou são extensas.
- corticosteroides tópicos potentes, por vezes em penso oclusivo;
- infiltração de corticosteroide no bordo da lesão;
- inibidores da calcineurina tópicos;
- crioterapia em lesões isoladas;
- fototerapia nas formas generalizadas;
- fármacos sistémicos — hidroxicloroquina, dapsona, isotretinoína, metotrexato — nos casos extensos e resistentes;
- controlo da diabetes, quando existe;
- proteção solar nas formas de distribuição fotoexposta.
Curiosamente, a própria biopsia pode fazer desaparecer a lesão: o traumatismo do procedimento resolve por vezes o anel.
Perguntas frequentes
Passa de pessoa a pessoa? Não, de todo.
Quanto tempo dura? Metade dos casos localizados resolve-se em dois anos. A forma generalizada arrasta-se mais.
Deixa cicatriz? Não. Pode ficar uma mancha, que vai clareando com o tempo.
Quer dizer que tenho diabetes? Na forma localizada, quase nunca. Na generalizada vale a pena confirmar.
Pode voltar? Sim, até no mesmo sítio, e também pode voltar a resolver-se sozinho.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias, ajuda a separar o granuloma anular de uma tinha — o que poupa meses de antifúngicos inúteis —, indica se faz falta biopsia ou análises e explica em que situações compensa tratar e em quais basta esperar.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 5 de jul de 2026
Médicos online para Granuloma anular
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