Sudação excessiva (hiper-hidrose)
Transpirar é a maneira normal de o corpo se arrefecer. Fala-se de hiper-hidrose quando o suor aparece numa quantidade de que o organismo não precisa: a roupa…
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Medicamentos habitualmente prescritos para Sudação excessiva (hiper-hidrose)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 100 unidadesSubstância ativa: botulinum toxinFabricante: Merz Pharmaceuticals GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 50 mg/g (5% p/p)Substância ativa: minoxidilFabricante: Jntl Consumer Health (Spain) S.L.Não requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 5%Substância ativa: minoxidilFabricante: Laboratorios Galderma S.A.Não requer receita médica
Transpirar é a maneira normal de o corpo se arrefecer. Fala-se de hiper-hidrose quando o suor aparece numa quantidade de que o organismo não precisa: a roupa fica encharcada dentro de uma sala fresca, as mãos pingam, é preciso trocar de calçado a meio do dia. É um problema comum, não perigoso para a saúde, mas que complica a sério o trabalho e a vida social. E, acima de tudo, tem tratamento: não há razão para aceitá-lo como inevitável.
Duas situações diferentes
A distinção é decisiva, porque é dela que depende toda a abordagem.
Hiper-hidrose primária. É uma característica do próprio funcionamento das glândulas sudoríparas. Costuma começar na adolescência, atinge zonas bem definidas — palmas das mãos, plantas dos pés, axilas, rosto —, em geral de forma simétrica, é frequente haver familiares com o mesmo padrão e quase sempre desaparece durante o sono.
Hiper-hidrose secundária. É consequência de outra doença ou de um medicamento. Deve suspeitar-se dela se a sudação surgiu de repente já em idade adulta, se atinge o corpo todo, se incomoda de noite ou se vem acompanhada de outros sintomas. Entre as causas contam-se o hipertiroidismo, a diabetes e os episódios de açúcar baixo, a menopausa, as infeções, a obesidade, as perturbações de ansiedade e também fármacos: alguns antidepressivos, tratamentos hormonais, analgésicos e antipiréticos.
Quando recorrer ao médico
- a sudação impede de trabalhar, de escrever, de segurar objetos ou de conviver;
- os antitranspirantes de venda livre já não bastam;
- a situação dura há mais de seis meses;
- apareceu de repente ou agravou-se de forma nítida;
- transpira-se durante a noite;
- junta-se perda de peso, febre, palpitações, tremor ou fraqueza;
- começou depois de se iniciar um medicamento novo.
A sudação noturna e a que atinge o corpo inteiro estudam-se em separado: apontam mais para outra doença do que para uma hiper-hidrose primária.
O que se pode fazer
- aplicar o antitranspirante com sais de alumínio sobre a pele seca à noite, e não pela manhã: de noite os canais estão menos ativos e o produto resulta melhor;
- roupa de algodão, linho ou lã em vez de tecidos sintéticos; as cores escuras e os padrões disfarçam mais;
- meias que afastem a humidade, trocadas ao longo do dia, calçado de pele e alternar os pares;
- protetores axilares para a roupa;
- pós para os pés;
- limitar os desencadeantes: comida picante, álcool, cafeína, tabaco;
- perder peso, se houver excesso.
Tratamentos disponíveis
Quando as medidas de base não chegam, existe uma escada de opções, e raramente se chega ao topo.
- Antitranspirantes de prescrição, com maior concentração de substância ativa.
- Iontoforese. As mãos ou os pés ficam em tabuleiros com uma corrente elétrica suave, em sessões repetidas. Resulta bem nas palmas e nas plantas, e o tratamento pode continuar em casa com um aparelho próprio.
- Injeções de toxina botulínica. Bloqueiam o sinal que chega às glândulas sudoríparas na zona tratada. O efeito dura, em média, entre 4 e 9 meses e usa-se sobretudo nas axilas.
- Comprimidos que reduzem a sudação em todo o corpo. Dão efeitos secundários como boca seca, pelo que é o médico que os ajusta.
- Destruição das glândulas sudoríparas com micro-ondas ou laser na zona axilar.
- Cirurgia: secção do nervo simpático. É o último recurso — eficaz nas palmas, mas em alguns doentes provoca sudação compensatória noutras zonas, e isso é irreversível.
Na hiper-hidrose secundária trata-se a doença de fundo, e a sudação vai-se com ela.
O que acontece na consulta
O médico pergunta quando é que tudo começou, que zonas atinge, se acontece de noite e que medicação se toma. É habitual pedir análises: hormonas da tiroide, glicemia, hemograma e, se houver motivo, outros exames, para separar a hiper-hidrose primária da secundária.
Perguntas frequentes
Tem que ver com a higiene? Não. A hiper-hidrose depende da regulação nervosa das glândulas sudoríparas.
Faz mal travar a sudação? Tratar zonas concretas não impede o corpo de se arrefecer: existem cerca de quatro milhões de glândulas sudoríparas espalhadas pelo organismo.
Passa com o tempo? Em algumas pessoas a intensidade diminui ao longo dos anos, mas o habitual é manter-se enquanto não for tratada.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico determina se a hiper-hidrose é primária ou secundária, verifica a relação com a medicação que se toma, pede as análises necessárias e define o tratamento, desde a forma correta de aplicar o antitranspirante até ao encaminhamento para iontoforese ou para injeções.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 29 de jul de 2026
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