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Medicamentos habitualmente prescritos para Hipoparatiroidismo
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 2 mcg/mlSubstância ativa: alfacalcidolFabricante: Cheplapharm Arzneimittel GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL EM GOTAS, 2 mcgSubstância ativa: alfacalcidolFabricante: Cheplapharm Arzneimittel GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO MASTIGÁVEL, 500 mgSubstância ativa: calcium carbonateFabricante: Cheplapharm Arzneimittel GmbhNão requer receita médica
No hipoparatiroidismo as glândulas paratiroides produzem paratormona a menos. Sem essa hormona o cálcio no sangue desce e o fósforo sobe, e o efeito sente-se nos nervos e nos músculos: adormecimento, formigueiro, cãibras. A origem mais comum é bem concreta — as glândulas foram lesadas ou retiradas numa cirurgia ao pescoço. É uma situação que se controla bem, desde que o tratamento seja contínuo e as análises regulares.
Sintomas
Todos nascem do cálcio baixo e da excitabilidade aumentada dos nervos e dos músculos.
- formigueiro e adormecimento em volta da boca e nas pontas dos dedos das mãos e dos pés — costuma ser o primeiro aviso;
- cãibras e espasmos musculares, sobretudo nas mãos e nos pés, com os dedos a fecharem-se numa posição típica;
- espasmos dolorosos na face;
- fraqueza muscular e cansaço;
- ansiedade, irritabilidade, ânimo em baixo, dificuldade de concentração;
- pele seca, unhas quebradiças, cabelo frágil e queda de cabelo;
- nos quadros graves: espasmo da laringe com dificuldade em respirar, convulsões, alterações do ritmo cardíaco;
- ao longo dos anos: cataratas, calcificações no tecido cerebral, problemas dentários;
- nas crianças: defeitos dos dentes e atraso do crescimento.
Quando recorrer ao médico
- apareceu formigueiro em volta da boca e nos dedos, acompanhado de cãibras;
- houve cirurgia à tiroide ou ao pescoço e surgem estas queixas — é a situação mais frequente e deve ser comunicada de imediato;
- uma análise mostrou cálcio baixo;
- repetem-se episódios em que as mãos e os pés ficam contraídos.
Situação urgente: dificuldade em respirar ou aperto na garganta, convulsão, confusão marcada ou palpitações irregulares. Nesses casos é preciso socorro imediato: o cálcio administra-se por via intravenosa.
Causas
- cirurgia ao pescoço — remoção da tiroide, cirurgia oncológica; as glândulas podem ser retiradas ou ficar lesadas. É a causa mais comum;
- ataque autoimune às próprias glândulas;
- formas congénitas e hereditárias, entre elas a síndrome de DiGeorge;
- falta de magnésio — sem magnésio a paratormona não funciona; é uma causa importante e reversível;
- radioterapia na região do pescoço;
- depósito de ferro ou de cobre no tecido das glândulas em certas doenças;
- pseudo-hipoparatiroidismo — a hormona é produzida, mas os tecidos não respondem a ela.
Como se investiga
Pedem-se análises de cálcio, total e iónico, paratormona, fósforo, magnésio, vitamina D, creatinina e cálcio na urina. Cálcio baixo com paratormona baixa — ou "normal" quando devia estar alta — fecha o diagnóstico. O magnésio olha-se sempre: se estiver em falta, corrige-se primeiro, porque de outro modo o cálcio dado como tratamento não faz efeito.
Conforme o caso, junta-se eletrocardiograma, avaliação oftalmológica para excluir cataratas e, quando se justifica, TC do crânio e estudo genético.
Tratamento
A meta é manter o cálcio na zona baixa do normal: o bastante para não haver sintomas, sem sobrecarregar o rim.
- suplementos de cálcio com regularidade, divididos em várias tomas ao longo do dia;
- vitamina D na forma ativa — alfacalcidol ou calcitriol; a vitamina D comum resulta pior aqui, porque a sua transformação depende da paratormona;
- magnésio quando há carência;
- menos fósforo na alimentação se o fósforo no sangue estiver alto;
- diuréticos tiazídicos em parte dos casos, para travar a perda de cálcio pela urina;
- substituição com paratormona nas formas graves e difíceis de equilibrar;
- cálcio intravenoso na crise aguda, apenas em meio hospitalar.
Depois de uma cirurgia ao pescoço o hipoparatiroidismo é muitas vezes passageiro: as glândulas recuperam ao longo de semanas ou meses e o tratamento acaba por ser retirado.
O que importa no seguimento
- análises periódicas — cálcio, fósforo, magnésio, creatinina e cálcio na urina — mesmo em fases de bem-estar;
- tomar a medicação todos os dias à mesma hora e não falhar doses: os sintomas regressam depressa;
- não mexer na dose por iniciativa própria: cálcio em excesso também prejudica e favorece as pedras nos rins;
- andar com a informação do diagnóstico e do esquema em curso;
- avisar do diagnóstico qualquer médico, incluindo o dentista;
- beber água em quantidade suficiente;
- falar com o médico sobre os medicamentos que reduzem a acidez do estômago: podem interferir na absorção do cálcio e do magnésio;
- consulta de oftalmologia uma vez por ano.
Perguntas frequentes
É para toda a vida? Depois de cirurgia costuma ser passageiro. Nas formas autoimunes e congénitas acompanha a pessoa sempre, mas controla-se bem.
Basta tomar cálcio? Não. Sem vitamina D ativa o cálcio absorve-se mal.
A alimentação chega para compensar? Conta, e conta bastante, mas não substitui os medicamentos.
Porque é o magnésio tão importante? Sem ele a paratormona não atua e o cálcio não sobe, seja qual for a dose tomada.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico revê as queixas e as análises, verifica o magnésio — uma causa frequente e fácil de corrigir —, explica a diferença entre a vitamina D comum e a ativa, ajuda a montar o calendário de controlos e a reconhecer os sinais que obrigam a procurar socorro sem esperar.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 3 de jul de 2026
Médicos online para Hipoparatiroidismo
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