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Impingimento do ombro (conflito subacromial)

É a causa mais frequente de dor no ombro no adulto. O braço parece funcionar, mas levantá-lo acima de certa altura dói, levá-lo às costas dói, e à noite, se…

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Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

É a causa mais frequente de dor no ombro no adulto. O braço parece funcionar, mas levantá-lo acima de certa altura dói, levá-lo às costas dói, e à noite, se a pessoa se deitar sobre esse lado, a dor acorda-a. Há uma coisa que convém perceber logo de início: o ombro trata-se com movimento, não com repouso, e a melhoria chega em semanas, não em dias. A maioria desiste na segunda semana, convencida de que não resulta — e é precisamente por isso que depois arrasta o problema meio ano.

Como reconhecer esta dor

O impingimento do ombro tem um padrão de queixas bastante reconhecível:

  • dor na parte média da subida. Começa a levantar o braço para o lado: os primeiros graus são tranquilos, depois surge um troço doloroso e, se conseguir levantá-lo até ao fim, lá em cima alivia outra vez. Esse «arco doloroso» é o sinal mais característico;
  • dor ao levar o braço às costas — apertar o soutien, tirar a carteira do bolso de trás, enfiar a manga do casaco;
  • dor a trabalhar acima da cabeça — pendurar cortinados, tirar um frasco da prateleira de cima, pintar o teto;
  • dor pela face externa do braço, por vezes a descer até meio do antebraço, mas sem chegar à mão;
  • pior à noite, sobretudo deitado sobre esse ombro; muita gente vai pela primeira vez ao médico justamente por ter deixado de dormir;
  • o braço parece fraco, mas essa fraqueza vem da dor: se não doesse, a força lá estaria.

Em repouso, com o braço ao longo do corpo, em regra não dói. O ombro move-se, além disso, em todas as direções — apenas alguns movimentos são desagradáveis. Pode começar de repente, depois de um dia de trabalho com os braços no ar, ou aos poucos, sem motivo nenhum.

O que se passa dentro do ombro

A articulação do ombro é sustentada menos pelos ligamentos do que pelos músculos. Quatro deles, a coifa dos rotadores, envolvem a cabeça do úmero e os seus tendões passam por baixo de uma saliência óssea da omoplata, o acrómio. Entre o tendão e o osso há uma bolsa de deslizamento. O espaço ali é estreito e, ao levantar o braço, tudo isso tem de deslizar sem obstáculos.

Quando o tendão está irritado e espessado e a bolsa inflamada, o deslizamento altera-se — daí a dor num setor concreto do movimento. Costuma haver várias causas ao mesmo tempo: trabalho prolongado com os braços erguidos, um aumento brusco de carga depois de uma paragem, alterações do tendão próprias da idade, fraqueza dos músculos que estabilizam a omoplata, uma postura curvada à secretária. Nalgumas pessoas pesa também o feitio do acrómio.

O nome ficou por razões históricas e engana um pouco: durante muito tempo acreditou-se que o osso literalmente gastava o tendão. Hoje percebe-se que o problema está mais vezes num tendão sobrecarregado que tolera mal o esforço do que num atrito mecânico. Para o doente isto não é um pormenor: da ideia antiga decorria «tirar o atrito», ou seja poupar o braço ou operar, e da nova decorre habituar o tendão à carga, de forma gradual.

Porque o tratamento são exercícios e não o braço ao peito

Um ombro que não se mexe não sara: perde mobilidade. A suspensão do braço, o repouso completo e o «poupá-lo um mês» pioram o impingimento: os músculos enfraquecem, a articulação enrijece e à dor inicial junta-se uma rigidez muito mais difícil de tratar.

O tratamento que resulta é aborrecido e exige paciência. São exercícios escolhidos pelo médico ou pelo fisioterapeuta: primeiro para recuperar o movimento livre e para os músculos que estabilizam a omoplata, depois carga progressiva da coifa dos rotadores contra resistência, aumentando devagar o peso e o número de repetições. Fazem-se quase todos os dias, em casa, em dez ou quinze minutos.

Três coisas convém saber de antemão, senão a pessoa desiste:

  • As primeiras melhorias surgem ao fim de algumas semanas, e um resultado nítido leva em regra de seis a doze semanas. Por vezes mais. É o prazo normal de um tendão, não um sinal de que o tratamento não funciona.
  • Uma dor moderada durante os exercícios é aceitável. O critério é simples: uma dor suportável que acalma pouco depois da sessão e não deixa o ombro pior na manhã seguinte não faz mal. Uma dor aguda que dura horas significa que a carga foi excessiva.
  • O progresso não é linear. Um dia mau não apaga duas boas semanas; o que importa é o que muda de mês para mês.

São os exercícios que dão o resultado duradouro. Tudo o resto — analgesia, infiltrações — apenas cria a oportunidade de os fazer, mas por si só não arranja o ombro.

O que pode fazer sozinho

  • Mude a carga, não a elimine. Retire por uns tempos o que claramente provoca dor: longos períodos com os braços no ar, nadar crol, o serviço no ténis, o press acima da cabeça. Tudo o que não doer muito, continue a fazer.
  • Analgesia. O paracetamol ou um anti-inflamatório em ciclo curto ajudam a dormir e a conseguir treinar. Havendo problemas de estômago ou de rins, doenças do coração ou medicamentos que tornam o sangue mais fluido, os anti-inflamatórios escolhem-se apenas com o médico; as formas em gel toleram-se melhor.
  • Frio ou calor, conforme o que aliviar. O frio costuma ajudar depois do esforço, o calor na rigidez da manhã. Quinze a vinte minutos, sempre com um pano de permeio.
  • À noite, deite-se sobre o lado são ou de costas, com uma almofada debaixo do braço dorido para que o ombro não fique pendurado para trás. A muita gente isto devolve o sono logo nas primeiras noites.
  • Arrume o posto de trabalho: cotovelos apoiados, ecrã ao nível dos olhos, nunca o telemóvel entalado no ombro. Uma hora curvado desfaz facilmente quinze minutos de exercícios.
  • Não dê safanões nem tente «desbloquear» o ombro à custa de dor forte. O exercício é carga doseada, não uma prova de resistência.

Infiltrações e cirurgia: como é na verdade

Sobre as infiltrações de corticoide é preciso falar com franqueza, porque delas se espera mais do que dão. A injeção no espaço subacromial tira mesmo a dor, e muitas vezes depressa. Mas o efeito é temporário: dura algumas semanas, raramente mais, e depois a dor volta se entretanto nada mudou na musculatura. O sentido da infiltração é quebrar o círculo «dói, não mexo, enfraquece, dói mais» e tornar possível fazer os exercícios.

Daí duas regras. A primeira: a infiltração não substitui os exercícios, abre-lhes uma janela, e há que começar enquanto o efeito dura. A segunda: não convém repetir estas injeções com frequência. O corticoide colocado muitas vezes na mesma zona enfraquece o tendão, e se depois da primeira ou da segunda não houver resultado, insistir não faz sentido: o que se impõe é rever o diagnóstico, não somar picadas.

A operação para alargar o espaço debaixo do acrómio já se fez muito. Hoje olha-se para ela com mais reservas: nos estudos, em pessoas com um impingimento comum, não mostrou vantagem sobre um programa de exercícios bem conduzido. Discute-se quando vários meses de tratamento a sério, e não formal, não deram nada, ou quando os exames encontram outra causa — por exemplo uma rotura importante da coifa ou depósitos de cálcio no tendão.

Quando não é impingimento

Há vários quadros parecidos, e distingui-los importa porque o que há a fazer é diferente.

Rotura da coifa dos rotadores. Se depois de uma queda, de um safanão ou da tentativa de segurar um peso o braço deixou de subir de todo — não «dói levantar», mas não sobe, embora outra pessoa o consiga levantar —, trata-se de uma rotura do tendão e não de impingimento. O mesmo se a força do braço caiu de repente e não volta. Aqui é preciso observação nos dias seguintes e, com toda a probabilidade, um exame de imagem: nalgumas roturas em pessoas ativas, decidir cedo sobre a cirurgia muda o resultado.

Capsulite adesiva, o «ombro congelado». Distingue-se por o ombro perder mobilidade em todas as direções, e não apenas quando é a pessoa a mexer: o médico que mobiliza o braço relaxado também esbarra num travão rígido. Sofre sobretudo a rotação para fora — custa pentear-se, é impossível rodar o antebraço afastando-o do corpo. No impingimento os movimentos passivos são livres. O ombro congelado é mais frequente na diabetes e nas doenças da tiroide, evolui por fases e trata-se de outra maneira.

Outras causas. A dor no ombro pode vir do pescoço: nesse caso costuma descer pelo braço para além do cotovelo, acompanha-se de formigueiro ou adormecimento e muda com a posição da cabeça. Uma dor súbita e muito intensa sem traumatismo, com o braço praticamente inutilizado, é típica dos depósitos de cálcio no tendão. Nas pessoas mais velhas, a dor e a rigidez podem vir da artrose da articulação.

Sinais que exigem ajuda urgente

Não adie a ida ao médico se:

  • depois de uma queda ou de uma pancada o ombro estiver deformado e com o contorno alterado, o braço não se mover, ou a mão estiver dormente e fria: é uma fratura ou uma luxação e tem de ser vista de imediato;
  • a articulação estiver quente, inchada e vermelha, houver febre e arrepios e qualquer movimento provocar dor aguda: é assim que se apresenta uma infeção da articulação, que exige hospital no próprio dia;
  • a dor no ombro surgir juntamente com falta de ar, aperto ou peso no peito, suores frios, náuseas, ou irradiar para o maxilar ou para o braço esquerdo: pode ser o coração e não o ombro. Chame uma ambulância (112, número europeu único de emergência) e não espere que passe;
  • a dor no ombro vier acompanhada de tosse com sangue, perda de peso, queda da pálpebra ou fraqueza da mão do mesmo lado;
  • tiver aparecido na zona do ombro um caroço que cresce, ou a dor não deixar dormir e piorar semana após semana apesar do tratamento.

À parte: a dor no ombro direito e no cimo das costas que vem por crises depois de refeições gordurosas, junto com dor debaixo das costelas direitas, é mais vezes da vesícula do que da articulação.

Consulta em linha

O ombro é um tema em que conversar rende muito. Na consulta em linha o médico apura que movimentos doem exatamente, como começou tudo e o que foi mudando com o tempo, e só com isso separa o impingimento do ombro congelado, de uma rotura da coifa e de uma dor vinda do pescoço. Pode ainda conduzi-lo por algumas provas simples diante da câmara: levantar o braço para o lado, levá-lo às costas, rodar o antebraço para fora.

Prepare-se assim: repare antes em que movimento e em que momento aparece a dor, se dorme sobre esse ombro, se houve uma queda ou um esforço fora do habitual nos dias anteriores e há quanto tempo isto dura. Diga em que trabalha e que desporto pratica, que outras doenças tem — sobretudo diabetes e tiroide — e que medicamentos toma.

No fim o médico explica o que esperar e em que prazos, entrega um programa de exercícios e prescreve a analgesia e, não menos importante, marca uma conversa de seguimento para que não desista a meio. Se o quadro apontar para uma rotura, para um ombro congelado ou para o pescoço, será encaminhado para observação presencial e exames. Perante os sinais do ponto anterior a consulta em linha não serve: é preciso atendimento presencial, e com urgência.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

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Médicos online para Impingimento do ombro (conflito subacromial)

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Andrei Popov

Medicina geralMedicina da dor7 anos de experiência

O Dr. Andrei Popov é médico de medicina geral e familiar, com formação especializada em dor crónica. Realiza consultas por videochamada para pacientes adultos em Espanha e noutros países europeus.

O Dr. Popov compreende que procurar ajuda para questões relacionadas com o peso ou para uma dor que persiste há meses pode ser difícil. Muitos pacientes chegam à consulta depois de terem experimentado diferentes soluções sem sentirem que foram realmente ouvidos. Durante a consulta, o médico proporciona um ambiente acolhedor e sem julgamentos, onde é possível analisar detalhadamente o historial clínico, esclarecer dúvidas e decidir em conjunto os próximos passos.

Controlo do peso e saúde metabólica

O Dr. Andrei Popov pode ajudar na avaliação do excesso de peso, obesidade e problemas relacionados, como hipertensão, diabetes ou alterações metabólicas. Durante a consulta, serão analisados o historial clínico, os resultados das análises, a medicação atual e os tratamentos anteriores.

Se o paciente pretender conhecer as opções de tratamento farmacológico ou já tiver iniciado um tratamento, o Dr. Popov poderá avaliar o caso, analisar a resposta e a tolerância ao tratamento e explicar de forma clara os seus benefícios, riscos e possíveis alternativas.

Nem todas as pessoas necessitam do mesmo tratamento. A consulta não garante a emissão de uma receita: proporciona uma avaliação médica honesta e um plano adaptado à situação individual do paciente.

Dor e medicina geral

Também é possível consultar o Dr. Popov sobre:

  • Dor crónica, enxaquecas, nevralgias e fibromialgia.

  • Dor nas costas, cervical, lombar ou articular.

  • Hipertensão, diabetes e acompanhamento de doenças crónicas.

  • Análise de resultados de exames, relatórios médicos e tratamentos.

  • Medicina preventiva e segunda opinião médica.

Como funciona a consulta

A videoconsulta tem uma duração de até 30 minutos. O Dr. Popov ouvirá atentamente o paciente, analisará as informações fornecidas e explicará os próximos passos de forma clara e compreensível.

Se forem necessários exames adicionais, atendimento médico presencial ou assistência médica urgente, o médico informará o paciente de forma direta.

O objetivo do Dr. Popov é que o paciente se sinta ouvido e, no final da consulta, compreenda o que está a acontecer e quais os próximos passos que pode seguir.

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Maria Martelli

AnestesiologiaMedicina da dor12 anos de experiência

A Dra. Maria Martelli é médica anestesiologista e especialista em medicina da dor. Realiza consultas online para adultos, oferecendo apoio médico em dor aguda, dor crónica e síndromes dolorosos complexos, bem como em contextos de cuidados paliativos e controlo sintomático.

Concluiu o curso de Medicina na Universidade Médica da Silésia, em Katowice, e realizou a especialização em Anestesiologia e Cuidados Intensivos, tendo trabalhado em paralelo em hospício domiciliário e institucional. Desde 2021 é médica especialista. Atualmente exerce atividade numa unidade de anestesiologia e cuidados intensivos e dedica-se ativamente ao tratamento da dor.

Motivos frequentes de consulta:

  • Dor crónica de origem musculoesquelética, neuropática ou mista.
  • Dor aguda que requer avaliação médica e ajuste terapêutico.
  • Dor pós-operatória e apoio durante a recuperação.
  • Dor associada a doenças oncológicas.
  • Cuidados paliativos e melhoria da qualidade de vida.
  • Revisão e optimização da terapêutica analgésica.
  • Segunda opinião em quadros de dor complexa ou de difícil controlo.
A Dra. Martelli trabalha segundo os princípios da medicina baseada na evidência, com uma abordagem clara e estruturada: análise detalhada dos sintomas, tratamentos prévios, comorbilidades e objectivos do paciente. As consultas são orientadas para um controlo seguro da dor, redução do sofrimento e melhoria da funcionalidade no dia a dia.
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Novo médico

Pedro Soares Lopes

Medicina familiar3 anos de experiência

O Dr. Pedro Soares Lopes é médico e tem quatro anos de experiência, sobretudo em serviços de urgência e emergência. Trabalhou nos HUC, na ULSRA, no Hospital da Luz de Aveiro e na ARS Açores, onde avaliou uma grande variedade de situações médicas e cirúrgicas, desde casos simples a situações complexas que exigem uma avaliação cuidadosa.

A experiência em serviços de urgência permitiu-lhe acompanhar pacientes de diferentes idades, incluindo grávidas. Este percurso clínico abrangente ajuda-o a avaliar sintomas, a identificar quando poderá ser necessária uma investigação adicional e a explicar os passos seguintes.

O Dr. Soares Lopes tem também experiência em consultas ao domicílio e em consultas de medicina do viajante. Sabe que os problemas de saúde podem surgir quando uma pessoa está longe do seu médico habitual ou não sabe a que serviço recorrer. Além disso, trabalhou cerca de um ano na área da saúde ocupacional nos Países Baixos, o que acrescentou uma perspetiva internacional à sua prática clínica.

Numa consulta online, o Dr. Soares Lopes procura dar orientações claras e práticas, tendo em conta os sintomas e as circunstâncias de cada paciente. Se uma situação exigir um exame físico, uma avaliação urgente ou tratamento presencial, pode explicar porquê e orientar o paciente sobre onde procurar cuidados.

Os pacientes podem consultar o Dr. Soares Lopes através da Oladoctor para questões de saúde adequadas a uma consulta médica online.

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