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Medicamentos habitualmente prescritos para Incontinência fecal
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 1 mgSubstância ativa: loperamideFabricante: Laboratorios Salvat S.A.Não requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 2 mgSubstância ativa: loperamideFabricante: Laboratorios Salvat S.A.Não requer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA, 2 mgSubstância ativa: loperamideFabricante: Apotheke Laboratorios S.L.Não requer receita médica
A incontinência fecal é a perda do controlo sobre a evacuação: o conteúdo do intestino sai antes de haver tempo para chegar à casa de banho, ou escapa sem que a pessoa dê por isso. Não é uma doença em si, mas o sinal de que algo falhou nos músculos, nos nervos ou na consistência das fezes. O tema causa embaraço e por isso procura-se ajuda tarde, muitas vezes anos depois dos primeiros episódios. No entanto, à maioria bastam medidas simples: rever a alimentação, tratar o que se esconde por trás do sintoma e treinar a musculatura. Poucos chegam a precisar de cirurgia.
Como se manifesta
Sob o mesmo nome escondem-se situações diferentes, e o tratamento de cada uma também é diferente. Ao médico interessa perceber qual é a sua.
- Há vontade, mas não há tempo. A sensação chega de repente e sobram segundos para chegar à casa de banho. Por trás está normalmente a fraqueza do anel muscular externo, aquele que se controla de forma voluntária, ou fezes demasiado líquidas.
- Perdas sem qualquer aviso. A pessoa não sente nada e ainda assim aparecem marcas na roupa interior. Acontece quando está fraco o esfíncter interno, que trabalha sem a nossa participação, e quando o reto perdeu sensibilidade.
- Sujidade depois de evacuar. O intestino não se esvazia por completo e o resto sai mais tarde. Acompanha muitas vezes as hemorroidas e o prolapso do reto.
- Incontinência de gases. Costuma ser o primeiro sinal de todos e é também o que menos vezes se considera motivo de consulta.
O que está por trás
A causa quase nunca é uma só: o habitual é somarem-se duas ou três circunstâncias que, isoladas, teriam passado despercebidas.
- fezes líquidas de qualquer origem — uma infeção, a síndrome do intestino irritável, a intolerância à lactose, o efeito secundário de um medicamento;
- lesão dos músculos do ânus: partos difíceis com laceração ou fórceps, cirurgia de hemorroidas, de fístula ou de fissura;
- enfraquecimento do pavimento pélvico com a idade, mais notório nas mulheres depois da menopausa;
- doenças dos nervos — diabetes de longa duração, esclerose múltipla, sequelas de um acidente vascular cerebral, traumatismos e cirurgias da coluna;
- um reto que perdeu elasticidade, depois de radioterapia à bacia ou por colite ulcerosa e doença de Crohn;
- situações em que a pessoa deixa de reconhecer a vontade, como a demência ou um acidente vascular grave;
- prolapso do reto e hemorroidas volumosas que impedem o anel muscular de fechar bem.
Porque a causa é muitas vezes a obstipação
É o mal-entendido menos evidente de todos, sobretudo nas pessoas idosas e nas crianças. As fezes duras ficam retidas no reto e mantêm-no permanentemente distendido. Os músculos deixam de segurar e o conteúdo líquido contorna essa rolha por cima e escapa. De fora parece diarreia, quando na verdade é obstipação.
É aqui que começa o erro: a pessoa toma um adstringente, a rolha endurece ainda mais e as perdas aumentam. O círculo só se quebra no sentido inverso, amolecendo e retirando o que ficou acumulado e estabelecendo depois um esvaziamento regular. Por isso perdas deste tipo não se devem tratar por conta própria: primeiro é preciso saber se o reto está vazio ou não.
Nas crianças o quadro é parecido. A criança aguenta porque uma vez doeu, as fezes endurecem e à volta escapam as líquidas; os pais veem a roupa suja e atribuem-no a preguiça ou a birra. Ralhar, nesta situação, não serve de nada e faz mal.
Quando não se pode esperar
Ligue para o número de emergência se o controlo do intestino se perdeu de forma súbita e ao mesmo tempo surgiram adormecimento do períneo e da face interna das coxas, fraqueza nas pernas, dificuldade em urinar ou dor lombar intensa. É assim que se manifesta a compressão das raízes nervosas na base da coluna. As horas contam: uma operação no primeiro dia costuma preservar a função, adiada já não.
Marque consulta nos dias seguintes, sem esperar que «passe sozinho», se surgirem:
- sangue nas fezes ou fezes negras e pegajosas;
- perda de peso que não procurou;
- uma alteração do trânsito intestinal que não regressa ao normal há mais de três semanas;
- dor abdominal com febre;
- vontade urgente que o acorda durante a noite.
Os médicos falam disto todos os dias e o seu caso não os vai surpreender.
Como se investiga
Começa tudo por uma conversa: quando surgiu, com que frequência, se há aviso prévio, como são as fezes, o que come e que medicamentos toma, se houve partos ou cirurgias. Ajuda muito um diário de uma ou duas semanas, porque mostra ligações que a memória não reconstrói. Seguem-se a observação da região anal e o toque retal: o médico avalia a força de encerramento dos músculos e verifica se há fezes retidas. É um exame breve e em regra indolor.
O resto só se for preciso precisar. A ecografia por via anal mostra as roturas do anel muscular, a manometria mede pressões e sensibilidade, e a colonoscopia indica-se quando há sinais de alarme. As análises ao sangue verificam a glicemia, as hormonas da tiroide e a inflamação.
O que ajuda mesmo
O primeiro passo é corrigir a causa: regularizar as dejeções no intestino irritável, apagar um surto de colite, rever a medicação. Reveja também o seu armário de medicamentos, porque o magnésio, a metformina, alguns antibióticos e os fármacos para emagrecer amolecem as fezes, e por vezes basta falar com o médico sobre uma troca.
A alimentação revê-se um alimento de cada vez, caso contrário não se percebe o que resultou. A fibra solúvel — psílio, flocos de aveia, a polpa da maçã — retém água e dá forma às fezes. O farelo grosso, pelo contrário, por vezes aumenta a urgência. Os incómodos mais frequentes são a cafeína, o álcool, a comida picante e gordurosa e os adoçantes terminados em «-ol» dos produtos sem açúcar.
Os exercícios do pavimento pélvico resultam, mas só com técnica correta e persistência: em regra são precisos meses. O especialista pode acrescentar biofeedback, um sensor que mostra que músculos está realmente a contrair, e a aprendizagem avança muito mais depressa.
Entre os medicamentos usam-se os que abrandam a passagem do conteúdo pelo intestino quando as fezes são líquidas e, ao contrário, os amolecedores e osmóticos quando a causa afinal era a retenção. A dose é ajustada pelo médico, porque ambos os grupos passam com facilidade ao extremo oposto. A rotina também ajuda: tentar esvaziar o intestino todos os dias à mesma hora, de preferência meia hora depois do pequeno-almoço.
Se isso não chegar, existem a irrigação do reto com água segundo um horário e os tampões que fecham o ânus. Na incontinência persistente ponderam-se procedimentos: reparar o anel muscular roto, estimular os nervos da bacia com um pequeno dispositivo colocado sob a pele e, nos casos graves, construir um estoma. O cirurgião expõe em separado os benefícios e os riscos de cada opção.
Como organizar o dia a dia
A pele à volta do ânus estraga-se depressa e cicatriza devagar. Lave com água morna sem sabão, seque com pequenos toques em vez de esfregar e use um creme barreira, que evita que a pele fique macerada. Os toalhetes com álcool e perfume é melhor arrumá-los.
- leve consigo roupa interior de reserva, um pano húmido e um saco: devolve a liberdade de sair;
- escolha roupa fácil de tirar, sem cintos nem fechos complicados;
- ao chegar a um sítio novo, repare logo onde fica a casa de banho;
- não beba menos na esperança de que aconteça menos: a desidratação endurece as fezes e leva à obstipação, e com ela às perdas;
- deixe de fumar, porque a nicotina acelera a passagem do conteúdo pelo intestino.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico pergunta como são os episódios, analisa o diário de alimentação e de dejeções, avalia se há sinais que exijam observação presencial ou cuidados urgentes, ajuda a ajustar a alimentação e a rotina de esvaziamento, revê os medicamentos que toma e explica que exames vale a pena fazer e a que especialista recorrer.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Incontinência fecal
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