Lipoma
O lipoma é um tumor benigno formado por tecido gordo que cresce por baixo da pele. É um dos tumores dos tecidos moles mais frequentes e também um dos mais…
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O lipoma é um tumor benigno formado por tecido gordo que cresce por baixo da pele. É um dos tumores dos tecidos moles mais frequentes e também um dos mais inofensivos: não se transforma em cancro, não invade os tecidos vizinhos e, em muitos casos, não exige qualquer tratamento. Dito isto, qualquer nódulo novo sob a pele deve ser visto por um médico: ao toque, o lipoma parece-se com várias outras coisas, e sem observação não se distinguem.
Como reconhecê-lo
- mole ou pastoso ao toque, com uma ligeira elasticidade quando se pressiona;
- móvel: desloca-se sob a pele ao ser empurrado com o dedo;
- habitualmente indolor;
- de crescimento lento, ao longo de anos, com um tamanho que vai do de uma ervilha a vários centímetros;
- a pele por cima mantém-se normal: sem vermelhidão, sem descamação e sem calor;
- pode surgir em qualquer parte do corpo, mais vezes no pescoço, nos ombros, nas costas, no abdómen, nos braços e nas coxas.
Não é raro ter vários lipomas e, por vezes, trata-se de um traço familiar.
Quando recorrer ao médico
- apareceu um nódulo novo sob a pele, mesmo que não incomode;
- o nódulo é duro, não se desloca ou está aderente aos tecidos em redor;
- cresce depressa ou ultrapassa os 5 cm;
- tornou-se doloroso ou quente, ou a pele por cima ficou vermelha;
- atrapalha: comprime um nervo, roça na roupa, limita o movimento;
- está na cara, na mão ou noutra zona visível.
Os sinais de alarme decisivos são a dureza, a falta de mobilidade e o crescimento rápido. São precisamente estes que separam uma lesão que precisa de estudo de um lipoma tranquilo.
Como se faz o diagnóstico
Quase sempre basta a observação: a consistência mole e a mobilidade características reconhecem-se à palpação. Em caso de dúvida, perante tamanhos grandes ou localização profunda, pede-se uma ecografia dos tecidos moles e, com menos frequência, uma ressonância magnética. Se o quadro for atípico, a lesão é removida e enviada para exame histológico, que determina com segurança a sua natureza.
É preciso removê-lo?
Se o lipoma não cresce, não dói e não incomoda, basta vigiá-lo: não precisa de tratamento. A remoção põe-se em cima da mesa quando aumenta de tamanho, causa desconforto, comprime um nervo, tem peso estético ou quando restam dúvidas sobre o diagnóstico.
A intervenção é simples: sob anestesia local, o médico faz uma pequena incisão e retira o lipoma juntamente com a sua cápsula, o que reduz a probabilidade de voltar a surgir no mesmo sítio. Demora entre 20 e 40 minutos, os pontos saem ao fim de uma a duas semanas e fica uma cicatriz pequena. Nos lipomas grandes e profundos a cirurgia é mais complexa e planeia-se à parte.
O que um lipoma não é
Por vezes confunde-se com um quisto sebáceo, que apresenta um pequeno orifício na pele e tende a inflamar. Podem também parecer-se um gânglio linfático aumentado, uma hérnia, um fibroma e, em casos raros, um tumor maligno dos tecidos moles: o lipossarcoma. Este distingue-se pela dureza, pelo crescimento rápido e pela localização profunda. É pouco frequente, mas é justamente para o excluir que vale a pena mostrar qualquer nódulo novo.
Perguntas frequentes
Pode tornar-se cancro? Não, o lipoma não se transforma. O lipossarcoma é um tumor próprio, não um lipoma degenerado.
Pode retirar-se sem cirurgia? Cremes, compressas e fisioterapia não atuam sobre um lipoma. O único método fiável é a remoção.
Volta a aparecer? No local de um lipoma retirado por completo, raramente. Mas quem tem tendência pode desenvolver outros noutras zonas.
Porque aparecem? A causa exata não é conhecida. Contam a predisposição hereditária e, provavelmente, traumatismos anteriores daquela zona.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico analisa a descrição e as fotografias do nódulo, avalia se existem sinais que obriguem a estudá-lo melhor, explica se é necessária uma ecografia e indica se faz sentido pensar na remoção. A palpação e a cirurgia são feitas presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 3 de ago de 2026
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