Nesta página
Medicamentos habitualmente prescritos para Menopausa
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: CÁPSULA, 30 mgSubstância ativa: duloxetineFabricante: Almus Farmaceutica S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA, 30 mgSubstância ativa: duloxetineFabricante: Laboratorios Francisco Durban S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA, 30 mgSubstância ativa: duloxetineFabricante: Neuraxpharm Spain S.L.Requer receita médica
A menopausa costuma descrever-se como um instante, mas vive-se como uma estação: vários anos em que o ciclo perde ordem e o corpo muda muito antes da última menstruação. A maior parte das dificuldades cai justamente nesses anos, e quase tudo se consegue gerir: uma parte com hormonas, outra com sono, exercício e conversa, e outra deixa de assustar assim que se percebe de onde vem.
O que está a acontecer
A reserva de folículos dos ovários gasta-se ao longo de toda a vida e, por volta dos cinquenta, quase nada resta. Os ovários respondem cada vez pior aos sinais da hipófise e a produção de estrogénio não desce de forma suave, mas aos saltos. Daí a característica destes anos: o estado geral muda de um dia para o outro.
A perimenopausa é o tempo em que já há sintomas mas as menstruações ainda vêm, embora sem horário. Pode durar vários anos. Chama-se menopausa à última menstruação, e reconhece-se retrospetivamente, quando passaram doze meses sem hemorragia. Na maioria das mulheres isso acontece entre os 45 e os 55 anos.
A menopausa também pode ser provocada: depois de removidos os ovários chega de imediato e tolera-se pior, porque as hormonas desaparecem num dia e não ao longo de anos. A quimioterapia e a radioterapia da bacia têm o mesmo efeito. Retirar apenas o útero, deixando os ovários, não provoca menopausa: as menstruações cessam, mas as hormonas continuam a ser produzidas.
Enquanto as menstruações não cessarem de vez a gravidez é possível, e nesta idade o ciclo engana. A contraceção mantém-se mais um ano após a última menstruação se esta surgiu depois dos cinquenta, e dois anos se surgiu antes. Os contracetivos combinados costumam ser trocados por outro método a partir dos cinquenta.
Como se faz sentir
O primeiro a mudar costuma ser o ritmo: os intervalos encurtam ou alongam-se e as perdas tornam-se ora escassas ora abundantes.
- afrontamentos, uma onda súbita de calor na cara, no pescoço e no peito, por vezes com palpitações e suor, de segundos a alguns minutos;
- suores noturnos e sono partido, e a seguir cansaço e irritabilidade durante o dia;
- ansiedade, humor em baixo, oscilações bruscas, sensação de névoa mental e distração;
- dores nas articulações e nos músculos, dores de cabeça mais fortes do que as habituais;
- secura e comichão vaginal, dor nas relações, urgência urinária e infeções urinárias de repetição;
- pele seca, cabelo mais fino, menos desejo sexual e mudança na distribuição do peso.
O conjunto é diferente em cada mulher: há quem não note nada além do fim das menstruações e quem conte vinte afrontamentos por dia. Os afrontamentos e os suores duram em média alguns anos e vão-se apagando sozinhos. Já a secura e o desconforto vaginal não se resolvem por si e sem tratamento agravam-se com o tempo: é o único grupo de sintomas que não vale a pena esperar que passe.
O que não deve ser atribuído à menopausa
Algumas coisas nesta idade parecem menopausa sem o serem, e aqui enganar-se sai caro.
Hemorragia depois de um ano sem menstruações. Qualquer uma, mesmo que única, mesmo que apenas uma mancha. Até prova em contrário obriga a excluir um cancro do corpo do útero, doença que em fase inicial se trata bem e em fase avançada mal. Há que marcar consulta para os dias seguintes, sem adiar: faz-se ecografia com medição da espessura do endométrio e, se necessário, biópsia.
Menstruações que cessam antes dos quarenta anos. É insuficiência ovárica precoce e atinge cerca de uma mulher em cada cem. Confirma-se sempre com análises, porque perder cedo o estrogénio não significa só afrontamentos, mas também perda acelerada de osso e doença cardiovascular mais precoce. A estas mulheres a terapêutica hormonal não se propõe como conforto, mas como reposição do que falta, pelo menos até à idade média da menopausa.
Convém consultar depressa também perante hemorragias abundantes com coágulos, perdas de sangue após as relações, hemorragias entre ciclos, ou se durante a terapêutica hormonal a hemorragia reaparecer ou não parar. À parte e com urgência: dor e inchaço súbitos numa perna, falta de ar brusca ou dor no peito enquanto se toma estrogénio, porque é assim que uma trombose se anuncia; nesse caso chama-se uma ambulância pelo número europeu único 112.
Como se confirma
Depois dos quarenta e cinco anos, com um quadro típico, não é preciso qualquer exame: o diagnóstico assenta na idade, no ciclo alterado e nas queixas. Nestes anos as hormonas oscilam de tal modo que um valor isolado quase nada significa e só pode confundir.
O doseamento da hormona folículo-estimulante faz sentido se as menstruações cessaram antes dos quarenta e cinco, e é obrigatório se cessaram antes dos quarenta; nesse caso repete-se ao fim de algumas semanas. A contraceção hormonal distorce o quadro: com os preparados combinados essa análise não tem valor e a questão resolve-se de outro modo.
Outras situações podem parecer menopausa, por isso, num quadro atípico, verificam-se a tiroide, a hemoglobina e a glicemia, e exclui-se gravidez se ainda for possível. A ansiedade e a depressão dão a mesma insónia e a mesma dispersão e precisam de tratamento próprio.
Já agora avalia-se o que é melhor conhecer com antecedência: tensão arterial, perfil lipídico, peso e, havendo fatores de risco, densidade óssea. Depois da menopausa aumenta o risco de fraturas e de eventos cardiovasculares.
O que ajuda sem receita
As medidas simples não substituem os medicamentos, mas a uma parte das mulheres não é preciso mais nada.
- roupa em camadas, quarto fresco, água fria e um leque à mão quando chega o afrontamento;
- descobrir os desencadeantes próprios, em geral álcool, café, comida picante, bebidas quentes e ambientes abafados;
- atividade física regular: caminhar, correr ou dançar pelo osso, mais trabalho de força pelo músculo, que melhora também o sono e o humor;
- uma hora fixa para deitar, sem ecrãs nem álcool antes;
- cálcio suficiente na alimentação e vitamina D, sobretudo onde há pouco sol;
- deixar de fumar, porque o tabaco antecipa a menopausa e agrava os afrontamentos;
- hidratantes vaginais em esquema regular e lubrificante nas relações; com preservativo, apenas produtos de base aquosa.
A terapia cognitivo-comportamental tem eficácia demonstrada nos afrontamentos, na insónia e na ansiedade: não elimina a onda de calor, mas reduz muito o quanto ela atrapalha a vida. Os remédios de origem vegetal rendem pouco: o trevo-vermelho não tem dados convincentes e da cimicífuga estão descritos casos raros de lesão do fígado. As chamadas hormonas bioidênticas preparadas por encomenda em farmácia não são de todo recomendadas, porque ninguém controla a sua composição nem as suas doses.
Terapêutica hormonal
É o recurso mais eficaz contra afrontamentos e suores, que costumam ceder em poucas semanas. Melhoram a par o sono, o humor e as dores articulares, e o osso fica protegido da rarefação.
A base é o estrogénio em adesivo, gel, spray ou comprimidos. Se o útero estiver conservado junta-se sempre um progestativo, caso contrário o revestimento do útero cresce demais. O progestativo dá-se em comprimidos, num adesivo combinado ou através de um sistema intrauterino, que resolve ao mesmo tempo a contraceção.
A via importa: o estrogénio pela pele quase não mexe com a coagulação, ao passo que os comprimidos elevam um pouco esse risco. Por isso, com enxaqueca, excesso de peso, tensão alta ou trombose na família, escolhem-se em regra as formas cutâneas.
Os riscos são pequenos, mas existem. A terapêutica combinada tomada durante muito tempo aumenta ligeiramente a probabilidade de cancro da mama, o excesso cresce com os anos de uso e desaparece após a suspensão. Começar nos primeiros anos após a menopausa tolera-se melhor do que começar uma década depois. Não se prescreve depois de um cancro da mama, perante hemorragia uterina sem explicação enquanto a causa não for esclarecida, durante uma trombose ativa e com doença grave do fígado.
A primeira reavaliação é em geral aos três meses e depois uma vez por ano: se a dose resulta, se há hemorragias ou efeitos indesejáveis, tensão e peso. Não existe um prazo máximo rígido de utilização. E vale a pena lembrar que a terapêutica hormonal não é um contracetivo.
Se as hormonas não servem
Não são adequadas a todas, e algumas mulheres simplesmente não as querem. Também nesse caso há alternativas.
O estrogénio vaginal, em óvulos, creme ou anel, está à parte: atua onde é aplicado, quase não passa para o sangue e por isso é permitido em muitas mais situações do que a terapêutica geral. Elimina a secura e a dor nas relações, ajuda na urgência urinária e reduz as infeções urinárias de repetição. Pode usar-se durante anos, mas ao suspender os sintomas regressam.
Contra os afrontamentos servem alguns antidepressivos, um antiepilético do grupo dos gabapentinoides e a antiga clonidina; em vários países surgiram medicamentos não hormonais que atuam de forma dirigida sobre o centro da termorregulação. A escolha cabe ao médico, porque a tolerância e as interações com outros fármacos variam de pessoa para pessoa.
Se o desejo sexual continuar baixo e não recuperar com estrogénio, um especialista pode acrescentar testosterona em dose pequena. Na maioria dos países o seu uso em mulheres fica fora das indicações aprovadas, pelo que é prescrita por um médico familiarizado com esta prática; entre os efeitos indesejáveis, os mais frequentes são o acne e o crescimento de pelos.
Consulta em linha
O formato assenta bem a este tema: o que é preciso falar é o sono, o humor, a intimidade e as hemorragias, e quase nunca há algo para observar. Para a consulta convém preparar o calendário das últimas menstruações de pelo menos meio ano, a lista de todos os medicamentos e do contracetivo em uso, valores recentes de tensão arterial e a noção clara do que mais incomoda, porque é disso que depende a escolha do tratamento.
À distância avalia-se se o quadro corresponde a uma perimenopausa ou se é preciso procurar outra causa, se vale a pena fazer análises, pesam-se os benefícios e os riscos da terapêutica hormonal na sua situação, distingue-se uma reação normal a uma dose nova de um motivo para a mudar e afinam-se as medidas sem medicamentos. Os limites são claros: observação, ecografia e biópsia não se fazem através de um ecrã, e qualquer hemorragia depois de um ano sem menstruações não é assunto de conversa, mas de consulta presencial nos dias seguintes.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Menopausa
Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Menopausa com um médico online.














