Molusco contagioso
O molusco contagioso é uma infeção vírica da pele que dá origem a pequenas elevações brilhantes com uma covinha ao centro.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Molusco contagioso
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: CREME, 50 mg/gSubstância ativa: imiquimodFabricante: Viatris Healthcare LimitedRequer receita médicaForma farmacêutica: CREME, 50 mg/gSubstância ativa: imiquimodFabricante: Industrial Farmaceutica Cantabria S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: CREME, 5 %Substância ativa: imiquimodFabricante: Mibe Pharma Espana S.L.Requer receita médica
O molusco contagioso é uma infeção vírica da pele que dá origem a pequenas elevações brilhantes com uma covinha ao centro. É muito comum nas crianças, não é perigoso e desaparece sozinho, ainda que demore meses ou mesmo um par de anos. É essa lentidão que costuma esgotar a paciência das famílias, e por isso vale a pena perceber desde o início o que se pode fazer e o que não compensa.
Que aspeto tem
- pápulas em meia esfera, de 2 a 5 mm, brilhantes, cor de pérola ou da cor da pele;
- covinha central característica: é o pormenor que permite reconhecê-las;
- de uma única lesão a algumas dezenas, muitas vezes em grupos;
- não doem; por vezes fazem alguma comichão;
- localização nas crianças: tronco, axilas, face interna dos braços, região atrás dos joelhos, rosto;
- nos adultos surgem com frequência nos genitais, nas virilhas e no baixo abdómen, porque a transmissão é sexual;
- alinham-se em fila nos sítios onde a criança se coçou;
- por vezes forma-se um eczema à volta das lesões;
- antes de desaparecerem costumam inflamar e ficar vermelhas, o que é sinal de que o corpo as está a eliminar, e não de infeção.
Como se transmite
- contacto direto de pele com pele;
- toalhas, esponjas, roupa e brinquedos partilhados;
- piscinas e banhos partilhados, sobretudo através das toalhas e dos colchões;
- autoinoculação: ao coçar-se, a criança espalha o vírus em si própria. É a via mais frequente de aparecimento de lesões novas;
- por via sexual nos adultos;
- o período de incubação vai de 2 semanas a 6 meses;
- há transmissão enquanto existirem lesões visíveis.
Quando recorrer ao médico
- para confirmar o diagnóstico, em caso de dúvida;
- as lesões estão nas pálpebras ou muito perto do olho;
- são numerosas e alastram depressa;
- estão vermelhas, quentes, com pus: infeção bacteriana associada;
- surgiram nos genitais de um adulto: convém ponderar o rastreio de outras infeções sexualmente transmissíveis;
- surgiram nos genitais de uma criança sem lesões noutras zonas: merece avaliação;
- a criança tem dermatite atópica: as lesões alastram mais e a abordagem muda;
- existe imunidade reduzida: nesse caso as lesões são mais numerosas, maiores e mais persistentes;
- não desaparecem ao fim de dois anos.
Tratamento
A primeira opção honesta é não tratar. As lesões desaparecem por si sem deixar marca, e muitos tratamentos deixam cicatriz ou manchas onde o próprio corpo não teria deixado nada. Numa criança com poucas lesões, esperar costuma ser a melhor decisão.
Pondera-se tratar quando as lesões são muitas, estão em zonas visíveis ou incómodas, atingem os genitais de um adulto, ou quando pesam do ponto de vista psicológico.
- curetagem: raspagem das lesões com anestésico tópico aplicado antes; é rápida e eficaz;
- crioterapia com azoto líquido;
- hidróxido de potássio em solução, aplicável em casa seguindo instruções rigorosas;
- cantaridina, aplicada em consultório;
- imiquimod: a eficácia real no molusco é limitada, apesar de o uso estar difundido;
- tretinoína tópica em alguns casos;
- antibiótico apenas quando há sobreinfeção bacteriana;
- tratamento do eczema em redor, que reduz o coçar e, com ele, a propagação.
O que se pode fazer em casa
- evitar que a criança se coce: unhas curtas e comichão tratada;
- cobrir as lesões com roupa ou um penso sempre que houver contacto próximo;
- toalha própria e nada de partilhar esponjas ou roupa;
- duche em vez de banho de imersão partilhado entre irmãos;
- não barbear nem depilar sobre a zona afetada: é a forma mais rápida de as multiplicar;
- hidratar a pele, sobretudo havendo dermatite atópica;
- não espremer as lesões: espalha-se o vírus e pode ficar cicatriz.
Escola, piscina e vida normal
A criança pode ir à escola e à creche com normalidade: não é preciso isolá-la. Também pode ir à piscina, cobrindo as lesões com um penso impermeável sempre que possível e usando toalha própria. Restringir durante meses a vida social de uma criança por causa de um quadro benigno faz mais estragos do que o próprio molusco.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura? Em média entre 6 e 18 meses, por vezes até 2 anos. Cada lesão isolada dura cerca de 2 meses.
Deixa cicatriz? Deixadas a evoluir, não. Os tratamentos agressivos e o coçar, esses sim, podem deixar.
Pode aparecer outra vez? Pode, embora a imunidade que fica torne isso menos provável.
Porque ficaram vermelhas de repente? Costuma ser o sinal de que o sistema imunitário as está a eliminar e de que estão prestes a desaparecer.
Num adulto com lesões genitais trata-se de uma IST? Sim, nesse contexto a transmissão é sexual, e convém ponderar o rastreio de outras infeções.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico confirma o diagnóstico pelas fotografias, ajuda a decidir se no caso concreto compensa tratar ou esperar, explica como travar a propagação, reconhece uma sobreinfeção e orienta quanto a escola, piscina e vida quotidiana.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 4 de jul de 2026
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