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Medicamentos habitualmente prescritos para Próstata aumentada
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Sildenafil TevaImagem ilustrativaForma farmacêutica: Comprimido revestido por película, 25 mg, 50 mg, 100 mgSubstância ativa: sildenafilFabricante: Teva B.V.Requer receita médica
Sildenafil ActavisImagem ilustrativaForma farmacêutica: Comprimido revestido por película, 25 mg, 50 mg, 100 mgSubstância ativa: sildenafilFabricante: Actavis Group PTC ehf.Requer receita médica
GranpidamImagem ilustrativaForma farmacêutica: Comprimido revestido por película, 20 mgSubstância ativa: sildenafilFabricante: Accord Healthcare S.L.U.Requer receita médica
A próstata cresce com a idade em quase todos os homens, e isso, por si só, não é doença. Passa a ser problema quando o tecido que cresceu comprime a uretra e urinar se torna trabalhoso: o jato perde força, é preciso esperar que comece e de noite há que levantar. Os médicos chamam-lhe hiperplasia benigna, e a palavra «benigna» é aqui a decisiva: esta situação nada tem a ver com o cancro da próstata nem aumenta o seu risco. Em contrapartida, é capaz de estragar o sono e muito mais durante anos e, de vez em quando, leva a que a bexiga deixe de esvaziar por completo.
Porque é que a próstata aumenta
A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, fica por baixo da bexiga e envolve o início da uretra. Produz a parte líquida do esperma, aquela em que os espermatozoides vivem e se deslocam; os espermatozoides propriamente ditos formam-se nos testículos e não na próstata.
Com os anos, sob o efeito das hormonas masculinas, a parte interior da glândula prolifera. Aperta a uretra por dentro e obriga o músculo da bexiga a trabalhar em esforço até que esse músculo acaba por perder força. Daqui sai uma conclusão que surpreende muita gente: o tamanho da próstata e a gravidade das queixas coincidem mal. Uma glândula pequena com nódulos mal colocados incomoda mais do que uma grande que cresce para fora.
O crescimento começa a partir dos quarenta anos, pelos setenta encontram-se alterações na maioria dos homens e a probabilidade é maior se aconteceu o mesmo ao pai e aos irmãos. Nem a alimentação, nem a abstinência sexual, nem a bicicleta, nem o frio aumentam a próstata.
Como se manifesta
As queixas dividem-se em dois grupos, e o tratamento depende de qual deles incomoda mais.
Dificuldade em esvaziar:
- é preciso esperar alguns segundos até a urina sair;
- o jato é fraco, interrompe-se e demora mais do que antigamente;
- no fim pinga, e a roupa interior fica molhada já depois de sair da casa de banho;
- fica a sensação de não ter esvaziado a bexiga por inteiro.
Irritação da bexiga:
- vontade frequente durante o dia;
- uma vontade difícil de suster;
- levantar-se de noite, por vezes a única coisa que incomoda.
Tudo evolui devagar e os homens adaptam-se aos sintomas durante anos sem os tomarem por doença. Vale a pena saber também o contrário: levantar-se de noite pode não vir da próstata, mas de uma insuficiência cardíaca, da diabetes, da apneia do sono ou simplesmente do hábito de beber muito ao serão. Não atribua tudo de antemão à glândula: o médico analisa todas as causas ao mesmo tempo.
Sinais que exigem ajuda urgente
Dirija-se ao hospital sem demora se:
- não consegue urinar de todo e a dor e a tensão na parte baixa da barriga vão aumentando: é a retenção aguda de urina, um quadro doloroso que obriga a esvaziar a bexiga com uma algália de imediato;
- surge sangue ou coágulos na urina, coisa que nunca se atribui à próstata aumentada sem investigação;
- sobe a febre com arrepios e aparecem ardor ao urinar e dor no períneo ou na região lombar, o retrato de uma infeção que se agrava depressa;
- deixou de urinar apesar de beber como sempre e surgiram náuseas, pernas inchadas ou confusão.
Merece nota à parte a versão que não dói. A bexiga pode passar anos sem esvaziar bem, distender-se e transbordar sem dor nenhuma; a urina escorre então continuamente, sobretudo de noite, enquanto os rins vão perdendo função em silêncio. Um pingar constante num homem com queixas urinárias antigas não é «bexiga fraca», mas motivo para investigar nos dias seguintes.
Não é cancro, mas há que falar do PSA
A hiperplasia benigna e o cancro da próstata são doenças diferentes. A primeira não se transforma no segundo nem o torna mais provável. O incómodo é que um cancro da próstata inicial dá exatamente as mesmas queixas ou nenhuma, pelo que um homem com estes sintomas é estudado de modo a distinguir um do outro.
O doseamento do PSA faz parte desse estudo, mas não é uma sentença nem um salvo-conduto. O valor sobe com a própria hiperplasia, com uma inflamação, com a bicicleta, com uma relação sexual recente e com uma algália, por isso a colheita não se faz num dia qualquer, mas segundo regras que o médico explicará. O passo seguinte decide-se em conjunto, pesando vantagens e desvantagens.
Um pormenor prático que se esquece a miúdo: os fármacos do grupo dos inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o PSA para cerca de metade. Se o médico não souber que os toma, um resultado «normal» pode ser falsamente tranquilizador. Refira sempre estes medicamentos quando fizer a análise.
Em que consistem os exames
A avaliação é simples e quase toda feita em ambulatório.
- Conversa e questionário. O médico pedirá que atribua uma pontuação a cada queixa, o que dá um ponto de partida com que depois se compara o resultado do tratamento.
- Diário miccional de três dias: quanto bebe, a que horas urina e que quantidade. Uma tabela simples que explica mais do que muitos exames, sobretudo quando o problema são as noites.
- Observação. Abdómen, órgãos genitais e toque retal: demora meio minuto, indica o tamanho e a consistência da glândula e não deve doer.
- Análises. Urina, para excluir infeção e sangue; creatinina, para verificar os rins; PSA quando indicado e depois de conversarem.
- Ecografia dos rins e da bexiga com medição do resíduo logo a seguir a urinar.
- Urofluxometria: urina-se para um aparelho que desenha a curva da velocidade do jato. Se for preciso, junta-se uma observação do interior da bexiga com uma câmara.
O médico vai ainda rever todos os medicamentos que toma. Pioram a micção os antialérgicos e os remédios para a constipação com efeito vasoconstritor, alguns fármacos para os espasmos e para as perturbações do humor, os diuréticos e os analgésicos opioides. Às vezes basta trocar um deles.
O que pode mudar por si próprio
Com queixas ligeiras é precisamente por aqui que se começa, e não raras vezes chega.
- Reduzir o café, o chá forte, as bebidas com gás e sobretudo o álcool: produzem mais urina e irritam a bexiga.
- Beber o grosso dos líquidos na primeira metade do dia e limitá-los três ou quatro horas antes de deitar. Não corte a quantidade total: a urina concentrada irrita ainda mais a bexiga e facilita as infeções.
- Aprender a micção dupla: ao terminar, espere meio minuto e tente de novo, porque costuma sair um resíduo apreciável.
- Não fazer força nem ter pressa: urinar descontraído resulta melhor do que empurrar.
- Cuidar do trânsito intestinal, porque um intestino cheio faz pressão sobre a bexiga.
- Perder peso e mexer-se mais, o que influencia bastante os sintomas.
- Passar pela casa de banho antes de uma viagem longa ou de uma reunião.
Os suplementos de plantas para a próstata vendem-se por toda a parte, mas não têm provas convincentes de eficácia e podem interagir com os medicamentos prescritos. Antes de gastar dinheiro com eles, fale deles ao médico.
Medicamentos e cirurgia
O tratamento escolhe-se conforme o que atrapalha, com que intensidade e o que os exames mostraram.
- Os bloqueadores alfa relaxam a musculatura lisa do colo da bexiga e atuam ao fim de poucos dias. Podem provocar tonturas ao levantar e um orgasmo «seco», com o esperma a passar para a bexiga. Não é perigoso e é reversível, mas convém saber disso antes. Avise sem falta o oftalmologista de que toma um destes fármacos se vai ser operado às cataratas: alteram o comportamento da íris durante a cirurgia e o cirurgião tem de estar preparado, mesmo que os tenha deixado há muito.
- Os inibidores da 5-alfa-redutase reduzem a própria glândula, mas agem devagar e o efeito avalia-se ao fim de cerca de meio ano. Prescrevem-se quando a próstata é mesmo grande e baixam o risco de retenção e de cirurgia. Os efeitos indesejáveis dizem respeito à esfera sexual e vale a pena perguntar por eles à parte.
- Os medicamentos dirigidos à bexiga juntam-se quando o que domina são as vontades frequentes e incontroláveis. Havendo um resíduo grande, usam-se com prudência e sob vigilância.
- A cirurgia é precisa se os medicamentos não resultaram, se os sintomas são graves ou se já houve retenção, cálculos, hemorragias, infeções repetidas ou sofrimento dos rins. A operação clássica retira parte do tecido através da uretra, sem cortes exteriores; existem ainda técnicas mais suaves com laser, vapor ou um implante, cada uma com os seus limites. Coloque ao cirurgião a pergunta prática principal: o que acontecerá à ejaculação. O orgasmo «seco» depois da operação mais comum é mais a regra do que a exceção, ao passo que a ereção habitualmente não sofre.
Às vezes o correto é não prescrever nada e vigiar: se as queixas são ligeiras e não impedem de viver, o médico proporá uma consulta de controlo uma vez por ano. É uma estratégia a sério, não uma recusa de ajuda.
Consulta em linha
Muitos homens adiam anos a conversa sobre a urina por acanhamento, e aqui a consulta à distância dá jeito: perguntar a partir de casa é mais fácil. O médico percorre consigo a pontuação do questionário e o diário, explica que análises são precisas, se o PSA faz sentido no seu caso e como se preparar, e ajuda a rever os medicamentos que já toma. Em linha é cómodo falar da tolerância aos fármacos, dos efeitos indesejáveis que custa mencionar e de como abordar com o urologista a questão da cirurgia. Os sinais urgentes da lista anterior não se avaliam à distância: a impossibilidade de urinar, o sangue na urina ou a febre com arrepios exigem observação presencial no próprio dia.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Próstata aumentada
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