Rinite alérgica
A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz desencadeada não por uma infeção, mas por uma substância que se respira: pólen, ácaro do pó doméstico…
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Medicamentos habitualmente prescritos para Rinite alérgica
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: PRODUTO PARA USO NASAL, 50 microgramas/ativaçãoSubstância ativa: mometasoneFabricante: Laboratorios Alter S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 1 mg cetirizina cloridrato/mlSubstância ativa: cetirizineFabricante: Retrain, S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 10 mgSubstância ativa: loratadineFabricante: Aristo Pharma Iberia S.L.Requer receita médica
A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz desencadeada não por uma infeção, mas por uma substância que se respira: pólen, ácaro do pó doméstico, proteínas de animais, esporos de bolor. O sistema imunitário toma uma partícula inofensiva por uma ameaça e o nariz responde com inchaço, comichão e corrimento aquoso. Raramente a coisa fica pelo nariz: o mesmo mecanismo atinge os olhos e, em parte das pessoas, os brônquios. Não é contagiosa, mas estraga durante anos o sono e o rendimento e, nas crianças, os estudos.
Em que difere de uma constipação
- A comichão. Fazem comichão o nariz, o céu da boca e os ouvidos, e os olhos ficam vermelhos e lacrimejam. Numa constipação isso quase não acontece.
- A rapidez. A crise de espirros começa poucos minutos depois de entrar num quarto com pó ou de fazer carinhos a um gato. A constipação leva um dia a instalar-se.
- A febre. A alergia não a dá. Se surgirem febre e dores no corpo, a causa é outra.
- O corrimento. Transparente e líquido. Espesso e amarelo-esverdeado, com dor nas maçãs do rosto e na testa, aponta já para uma infeção.
- A repetição. Os sintomas voltam todos os anos no mesmo mês ou todas as manhãs no quarto. É este ritmo que costuma denunciar a alergia.
A que reage o nariz
Alergénios sazonais. Pólen das árvores no fim do inverno e na primavera, das gramíneas no início do verão, das ervas espontâneas mais para o outono. Cada grupo tem o seu trecho de calendário e repete-se de ano para ano. O tempo seco e com vento agrava tudo, a chuva dá tréguas.
Alergénios de todo o ano. O ácaro do pó vive em colchões, almofadas, estofos e alcatifas, e a reação é mais forte logo ao acordar. Nos animais a culpa não é tanto do pelo como das proteínas da saliva e da caspa, que permanecem em casa durante meses depois de o animal já não estar lá. O bolor prefere casas de banho, caves e aparelhos de ar condicionado.
Alergénios profissionais. Farinha nos padeiros, pó de madeira nos carpinteiros, látex no pessoal de saúde: esta rinite acalma nas férias e volta ao primeiro turno.
O risco é maior se os pais ou os irmãos tiverem asma, eczema ou polinose. A atopia avança muitas vezes em cadeia: eczema na infância, depois rinite e, em alguns, asma mais tarde.
Porque não vale a pena aguentar durante anos
- O nariz tapado estraga o sono: respira-se pela boca, ressona-se, acorda-se desfeito e durante o dia raciocina-se pior.
- A drenagem dos seios perinasais fica alterada, daí as sinusites que se arrastam.
- Nas crianças incha a trompa auditiva, acumula-se líquido no ouvido médio e a audição desce por um período, o que bate a fundo na linguagem e na escola.
- Respirar sempre pela boca vai alterando a mordida e a forma do rosto da criança.
- Havendo asma, uma rinite sem controlo agrava-a: as vias respiratórias superiores e inferiores reagem juntas.
- A obstrução persistente embota o olfato e, com ele, o sabor da comida.
O que retirar do ambiente
- Na época, feche as janelas nas horas de mais pólen, ao início da manhã e ao fim do dia, e areje depois da chuva.
- Ao chegar da rua, lave o rosto, faça uma lavagem nasal e mude de roupa; lave a cabeça à noite, para não levar pólen para a cama.
- Não estenda a roupa na rua enquanto florescer aquilo a que reage; óculos com hastes largas reduzem bastante o ardor nos olhos.
- Contra os ácaros: capas de proteção no colchão e nas almofadas, roupa de cama lavada a 60 °C, menos tapetes e peluches no quarto, aspirador com filtro fino.
- Não deixe os animais entrar no quarto nem subir para a cama e lave com frequência a cama deles.
- Elimine humidade e condensação e verifique os filtros do ar condicionado: assim o bolor fica sem condições para crescer.
A lavagem com solução salina arrasta as partículas e facilita a respiração. Use saquetas prontas de farmácia ou água fervida e arrefecida, nunca água da torneira; lave e seque o dispositivo de cada vez.
Com que se trata
O tratamento é escolhido pelo médico, mas vale a pena compreender a lógica: explica porque um produto parece não funcionar e porque outro não se pode usar muito tempo.
Os corticosteroides em spray nasal são a base do tratamento quando os sintomas são marcados. Agem localmente, vão acumulando efeito durante vários dias e só o mostram por inteiro em duas ou três semanas, pelo que julgá-los ao segundo dia não faz sentido. Usam-se em ciclo e todos os dias, não em caso de necessidade. Aponte o bico para a parede externa do nariz e não para o septo.
Os anti-histamínicos em comprimidos tiram bem a comichão, os espirros e o corrimento, e menos a obstrução. Os medicamentos atuais deste grupo dão menos sonolência do que os antigos, mas nos primeiros dias é melhor não conduzir. Quando os olhos sofrem mais do que o nariz, juntam-se gotas oculares com a mesma ação.
Os descongestionantes em spray nasal desobstroem o nariz em minutos e por isso são muito tentadores. Podem usar-se alguns dias seguidos, não mais: a mucosa habitua-se e incha já sem alergia nenhuma, e depois é difícil deixá-los. Não servem para crianças pequenas.
A imunoterapia com alergénio não trabalha os sintomas, mas a própria reação: o alergénio é dado em doses pequenas debaixo da língua ou sob a pele, o ciclo dura vários anos e é conduzido por um imunoalergologista. Faz sentido quando o alergénio está bem identificado e os meios habituais não bastam.
A gravidez e o aleitamento mudam as opções: parte dos medicamentos não se usa nessa altura, e a escolha deve ser feita com o médico e não repetindo uma receita antiga.
Quando o nariz a pingar não é alergia
A rinite alérgica atinge sempre os dois lados e nunca traz sangue. Tudo o que sai desta regra merece pensamento à parte, mesmo que a alergia exista de facto.
- Uma só narina tapada de forma persistente ou corrimento de um só lado. Nos adultos estão por trás pólipos, um septo desviado e, menos vezes, um tumor. Numa criança, o corrimento de um lado com mau odor significa quase sempre um corpo estranho.
- Sangue no corrimento sem traumatismo, sobretudo se se repete junto com ouvido tapado, perda de audição ou um gânglio aumentado no pescoço.
- Um líquido transparente que pinga de uma narina e aumenta ao inclinar-se para a frente, depois de uma pancada na cabeça ou de uma cirurgia ao nariz. Pode ser uma fuga de líquido cefalorraquidiano, e isso é urgente.
- Crostas, hemorragias nasais repetidas e destruição de tecido do nariz junto com perda de peso, dores nas articulações e alterações nas análises de urina. É assim que às vezes começa uma vasculite sistémica.
- O olfato desapareceu e não regressa, e o nariz está tapado sempre, faça o tempo que fizer: típico dos pólipos.
- Pólipos, asma e uma crise de falta de ar depois de um analgésico do grupo dos anti-inflamatórios não esteroides: esta combinação significa que esses medicamentos lhe estão contraindicados, e isso deve ser dito de antemão a qualquer médico.
Chame uma ambulância (na Europa o 112) se surgirem falta de ar, chiadeira, inchaço dos lábios, da língua ou das pálpebras, ou uma erupção pelo corpo: são sinais de uma reação alérgica grave. Exige também avaliação imediata o inchaço em volta do olho com febre alta havendo corrimento nasal purulento.
Consulta em linha
Esta doença adapta-se bem à consulta à distância, porque aqui o relato conta mais do que o exame. No atendimento construirão o calendário das crises, delimitarão os alergénios prováveis, percorrerão o que já foi tomado e porque não resultou, e verão como usar o spray e quanto tempo esperar pelo efeito. O médico dirá se compensa recorrer a um imunoalergologista e, se no relato surgirem sintomas de um só lado ou sangue, encaminhará para um otorrinolaringologista presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Rinite alérgica
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