Ir para o conteúdo principal
Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz desencadeada não por uma infeção, mas por uma substância que se respira: pólen, ácaro do pó doméstico, proteínas de animais, esporos de bolor. O sistema imunitário toma uma partícula inofensiva por uma ameaça e o nariz responde com inchaço, comichão e corrimento aquoso. Raramente a coisa fica pelo nariz: o mesmo mecanismo atinge os olhos e, em parte das pessoas, os brônquios. Não é contagiosa, mas estraga durante anos o sono e o rendimento e, nas crianças, os estudos.

Em que difere de uma constipação

  • A comichão. Fazem comichão o nariz, o céu da boca e os ouvidos, e os olhos ficam vermelhos e lacrimejam. Numa constipação isso quase não acontece.
  • A rapidez. A crise de espirros começa poucos minutos depois de entrar num quarto com pó ou de fazer carinhos a um gato. A constipação leva um dia a instalar-se.
  • A febre. A alergia não a dá. Se surgirem febre e dores no corpo, a causa é outra.
  • O corrimento. Transparente e líquido. Espesso e amarelo-esverdeado, com dor nas maçãs do rosto e na testa, aponta já para uma infeção.
  • A repetição. Os sintomas voltam todos os anos no mesmo mês ou todas as manhãs no quarto. É este ritmo que costuma denunciar a alergia.

A que reage o nariz

Alergénios sazonais. Pólen das árvores no fim do inverno e na primavera, das gramíneas no início do verão, das ervas espontâneas mais para o outono. Cada grupo tem o seu trecho de calendário e repete-se de ano para ano. O tempo seco e com vento agrava tudo, a chuva dá tréguas.

Alergénios de todo o ano. O ácaro do pó vive em colchões, almofadas, estofos e alcatifas, e a reação é mais forte logo ao acordar. Nos animais a culpa não é tanto do pelo como das proteínas da saliva e da caspa, que permanecem em casa durante meses depois de o animal já não estar lá. O bolor prefere casas de banho, caves e aparelhos de ar condicionado.

Alergénios profissionais. Farinha nos padeiros, pó de madeira nos carpinteiros, látex no pessoal de saúde: esta rinite acalma nas férias e volta ao primeiro turno.

O risco é maior se os pais ou os irmãos tiverem asma, eczema ou polinose. A atopia avança muitas vezes em cadeia: eczema na infância, depois rinite e, em alguns, asma mais tarde.

Porque não vale a pena aguentar durante anos

  • O nariz tapado estraga o sono: respira-se pela boca, ressona-se, acorda-se desfeito e durante o dia raciocina-se pior.
  • A drenagem dos seios perinasais fica alterada, daí as sinusites que se arrastam.
  • Nas crianças incha a trompa auditiva, acumula-se líquido no ouvido médio e a audição desce por um período, o que bate a fundo na linguagem e na escola.
  • Respirar sempre pela boca vai alterando a mordida e a forma do rosto da criança.
  • Havendo asma, uma rinite sem controlo agrava-a: as vias respiratórias superiores e inferiores reagem juntas.
  • A obstrução persistente embota o olfato e, com ele, o sabor da comida.

O que retirar do ambiente

  • Na época, feche as janelas nas horas de mais pólen, ao início da manhã e ao fim do dia, e areje depois da chuva.
  • Ao chegar da rua, lave o rosto, faça uma lavagem nasal e mude de roupa; lave a cabeça à noite, para não levar pólen para a cama.
  • Não estenda a roupa na rua enquanto florescer aquilo a que reage; óculos com hastes largas reduzem bastante o ardor nos olhos.
  • Contra os ácaros: capas de proteção no colchão e nas almofadas, roupa de cama lavada a 60 °C, menos tapetes e peluches no quarto, aspirador com filtro fino.
  • Não deixe os animais entrar no quarto nem subir para a cama e lave com frequência a cama deles.
  • Elimine humidade e condensação e verifique os filtros do ar condicionado: assim o bolor fica sem condições para crescer.

A lavagem com solução salina arrasta as partículas e facilita a respiração. Use saquetas prontas de farmácia ou água fervida e arrefecida, nunca água da torneira; lave e seque o dispositivo de cada vez.

Com que se trata

O tratamento é escolhido pelo médico, mas vale a pena compreender a lógica: explica porque um produto parece não funcionar e porque outro não se pode usar muito tempo.

Os corticosteroides em spray nasal são a base do tratamento quando os sintomas são marcados. Agem localmente, vão acumulando efeito durante vários dias e só o mostram por inteiro em duas ou três semanas, pelo que julgá-los ao segundo dia não faz sentido. Usam-se em ciclo e todos os dias, não em caso de necessidade. Aponte o bico para a parede externa do nariz e não para o septo.

Os anti-histamínicos em comprimidos tiram bem a comichão, os espirros e o corrimento, e menos a obstrução. Os medicamentos atuais deste grupo dão menos sonolência do que os antigos, mas nos primeiros dias é melhor não conduzir. Quando os olhos sofrem mais do que o nariz, juntam-se gotas oculares com a mesma ação.

Os descongestionantes em spray nasal desobstroem o nariz em minutos e por isso são muito tentadores. Podem usar-se alguns dias seguidos, não mais: a mucosa habitua-se e incha já sem alergia nenhuma, e depois é difícil deixá-los. Não servem para crianças pequenas.

A imunoterapia com alergénio não trabalha os sintomas, mas a própria reação: o alergénio é dado em doses pequenas debaixo da língua ou sob a pele, o ciclo dura vários anos e é conduzido por um imunoalergologista. Faz sentido quando o alergénio está bem identificado e os meios habituais não bastam.

A gravidez e o aleitamento mudam as opções: parte dos medicamentos não se usa nessa altura, e a escolha deve ser feita com o médico e não repetindo uma receita antiga.

Quando o nariz a pingar não é alergia

A rinite alérgica atinge sempre os dois lados e nunca traz sangue. Tudo o que sai desta regra merece pensamento à parte, mesmo que a alergia exista de facto.

  • Uma só narina tapada de forma persistente ou corrimento de um só lado. Nos adultos estão por trás pólipos, um septo desviado e, menos vezes, um tumor. Numa criança, o corrimento de um lado com mau odor significa quase sempre um corpo estranho.
  • Sangue no corrimento sem traumatismo, sobretudo se se repete junto com ouvido tapado, perda de audição ou um gânglio aumentado no pescoço.
  • Um líquido transparente que pinga de uma narina e aumenta ao inclinar-se para a frente, depois de uma pancada na cabeça ou de uma cirurgia ao nariz. Pode ser uma fuga de líquido cefalorraquidiano, e isso é urgente.
  • Crostas, hemorragias nasais repetidas e destruição de tecido do nariz junto com perda de peso, dores nas articulações e alterações nas análises de urina. É assim que às vezes começa uma vasculite sistémica.
  • O olfato desapareceu e não regressa, e o nariz está tapado sempre, faça o tempo que fizer: típico dos pólipos.
  • Pólipos, asma e uma crise de falta de ar depois de um analgésico do grupo dos anti-inflamatórios não esteroides: esta combinação significa que esses medicamentos lhe estão contraindicados, e isso deve ser dito de antemão a qualquer médico.

Chame uma ambulância (na Europa o 112) se surgirem falta de ar, chiadeira, inchaço dos lábios, da língua ou das pálpebras, ou uma erupção pelo corpo: são sinais de uma reação alérgica grave. Exige também avaliação imediata o inchaço em volta do olho com febre alta havendo corrimento nasal purulento.

Consulta em linha

Esta doença adapta-se bem à consulta à distância, porque aqui o relato conta mais do que o exame. No atendimento construirão o calendário das crises, delimitarão os alergénios prováveis, percorrerão o que já foi tomado e porque não resultou, e verão como usar o spray e quanto tempo esperar pelo efeito. O médico dirá se compensa recorrer a um imunoalergologista e, se no relato surgirem sintomas de um só lado ou sangue, encaminhará para um otorrinolaringologista presencialmente.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

Consulte um médico sobre Rinite alérgica

Consulte um médico sobre Rinite alérgica

Discuta os seus sintomas e obtenha orientação médica adequada à sua situação — tudo online.

Médicos online para Rinite alérgica

Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Rinite alérgica com um médico online.

Médico
5.0(1)

Tomasz Grzelewski

DermatologiaAlergologia21 anos de experiência

O Dr. Tomasz Grzelewski, PhD, é alergologista, pediatra, médico de clínica geral e especialista em medicina desportiva, com interesse clínico em dermatologia, endocrinologia, alergologia e saúde desportiva. Conta com mais de 20 anos de experiência clínica. Formou-se na Universidade Médica de Łódź, onde concluiu o doutoramento com distinção. A sua investigação foi distinguida pela Sociedade Polaca de Alergologia pelo contributo inovador na área. Ao longo da carreira, tem tratado uma grande variedade de doenças alérgicas e pediátricas, incluindo métodos modernos de dessensibilização.

Durante cinco anos, o Dr. Grzelewski liderou dois serviços de pediatria na Polónia, acompanhando casos clínicos complexos e equipas multidisciplinares. Trabalhou também em centros médicos no Reino Unido, adquirindo experiência tanto em cuidados de saúde primários como em contextos especializados. Com mais de uma década de experiência em telemedicina, presta consultas online reconhecidas pela clareza e qualidade das suas recomendações.

O Dr. Grzelewski está envolvido em programas clínicos dedicados a terapias antialérgicas avançadas. Como investigador principal, conduz estudos sobre dessensibilização sublingual e oral, contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos modernos baseados em evidência científica.

Completou ainda estudos em dermatologia no Cambridge Education Group (Royal College of Physicians of Ireland) e um curso de endocrinologia clínica na Harvard Medical School, o que amplia a sua capacidade de acompanhar problemas cutâneos alérgicos, dermatite atópica, urticária, sintomas endócrinos e reações imunológicas.

Os pacientes procuram frequentemente o Dr. Tomasz Grzelewski por questões como:

  • alergias sazonais e perenes
  • rinite alérgica e congestão nasal crónica
  • asma e dificuldades respiratórias
  • alergias alimentares e medicamentosas
  • dermatite atópica, urticária e reações cutâneas
  • infeções recorrentes em crianças
  • aconselhamento sobre atividade física e saúde desportiva
  • questões gerais da medicina familiar
O Dr. Tomasz Grzelewski é reconhecido pela comunicação clara, abordagem estruturada e capacidade de explicar opções terapêuticas de forma simples e acessível. A sua experiência multidisciplinar em alergologia, pediatria, dermatologia e endocrinologia permite-lhe oferecer cuidados seguros, atualizados e completos para pacientes de todas as idades.
Marcar consulta online
€106

Receba atualizações e ofertas exclusivas

Seja o primeiro a conhecer novos serviços, atualizações do marketplace e ofertas exclusivas para subscritores.