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Medicamentos habitualmente prescritos para Estreptococo do grupo B
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 1000 mgSubstância ativa: amoxicillinFabricante: Laboratorios Normon S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 1000 mgSubstância ativa: amoxicillinFabricante: Laboratorio Reig Jofre, S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 500 mgSubstância ativa: amoxicillinFabricante: Almus Farmaceutica S.A.U.Requer receita médica
O estreptococo do grupo B é uma bactéria comum que vive no intestino e nas vias genitais de cerca de uma em cada cinco mulheres adultas sem lhes causar dano nenhum. Ser portadora não é uma doença, nada diz sobre higiene e não é algo que se transmita nas relações sexuais. Todo o seu peso se concentra em poucas horas, as do parto: é então que a bactéria pode chegar ao bebé, justamente quando o sistema imunitário dele ainda não sabe defender-se. Adoece uma minoria dos recém-nascidos, mas adoece de forma grave e muito rápida, e quase tudo o que protege decide-se antes. Por isso o texto que se segue fala menos de uma doença do que da preparação do parto e das primeiras semanas em casa.
Ser portadora não é ter uma infeção
A bactéria chama-se Streptococcus agalactiae. Faz parte dos habitantes normais do intestino, de onde passa com facilidade para a vagina, e conforme as contagens encontra-se em dez a trinta mulheres em cada cem. Não provoca corrimento, nem comichão, nem cheiro: a única maneira de saber que está presente é uma análise.
Há um traço que pesa mais do que os outros: a colonização vai e vem sozinha, de modo que uma zaragatoa não descreve uma pessoa, mas um momento concreto. Daí decorrem duas consequências práticas. A primeira: um resultado positivo obtido no início da gravidez pode já não significar nada no dia do parto, e um negativo feito demasiado cedo não protege de coisa alguma. A segunda: tomar antibióticos por antecipação, em ciclo durante a gravidez, não serve, porque a bactéria regressa ao fim de algumas semanas e o que fica é apenas mais um ciclo a cargo do intestino da mãe. O que funciona é o antibiótico administrado durante o próprio trabalho de parto.
Caso à parte é o achado de estreptococo do grupo B na urina de uma grávida. Aí já não se fala de colonização, mas de uma infeção urinária: trata-se como se trata habitualmente uma infeção destas e, além disso, a mulher passa a integrar aquelas a quem o antibiótico no parto tem de ser dado obrigatoriamente, seja o que for que as zaragatoas seguintes mostrem.
Como se descobre que a bactéria está presente
A análise é simples: colhe-se uma zaragatoa da vagina e do reto — dos dois locais, porque de outro modo metade das portadoras escapa — e semeia-se num meio de cultura. Faz-se nas últimas semanas da gravidez, perto da data prevista, para que o resultado esteja recente. Algumas maternidades dispõem ainda de um teste rápido que pode correr durante o trabalho de parto e responde numa hora.
A quem essa colheita é proposta, porém, depende do país. As abordagens são duas e ambas são tidas por aceitáveis: nuns sítios a análise oferece-se a todas as grávidas, noutros apenas às que têm fatores de risco, e a decisão sobre a proteção no parto toma-se a partir desses fatores. Nenhuma delas é a única correta, pelo que na consulta vale a pena perguntar sem rodeios à parteira ou ao médico de família como se procede onde a gravidez está a ser seguida e o que será considerado motivo para administrar o antibiótico.
Circunstâncias que por si só aumentam o risco:
- o trabalho de parto começou antes do termo;
- as águas romperam muito antes do nascimento, sobretudo se passaram mais de dezoito horas;
- a mulher tem febre durante o trabalho de parto;
- nesta gravidez foi isolado estreptococo do grupo B na urina;
- um filho anterior teve uma infeção causada por esta bactéria.
O antibiótico no parto e o peso do tempo
A proteção tem um aspeto inteiramente banal: coloca-se um acesso venoso e administra-se um antibiótico do grupo das penicilinas ou, havendo alergia, um fármaco de outra família escolhido pelo médico. A ideia é que, no momento do nascimento, o medicamento já tenha chegado ao sangue do bebé. É por isso que aqui conta o tempo: quanto mais cedo se começa a partir do início do trabalho de parto, melhor, e em regra procura-se ter pelo menos algumas horas antes do nascimento.
Daqui decorre a única coisa que depende mesmo da mulher: avisar a maternidade logo que comecem as contrações ou rompam as águas, e referir o estreptococo à entrada, sem esperar pela pergunta. Ficar em casa «até as contrações ficarem regulares», sabendo-se portadora, não é boa ideia: é precisamente nessa espera que se perde a margem.
Algumas dúvidas repetem-se sempre. Numa cesariana programada, com o trabalho de parto não iniciado e as membranas íntegras, o antibiótico por causa do estreptococo não é preciso. A amamentação não fica de forma alguma comprometida, e ser portadora não é razão para separar a mãe do bebé. E a colonização por si só não impõe onde nem como parir: a única coisa que muda é que será colocado um acesso venoso.
Sinais de infeção no recém-nascido
Na maioria dos casos a infeção surge nas primeiras vinte e quatro horas de vida e, com menos frequência, ao longo da primeira semana. Existe ainda uma forma tardia, que aparece entre a semana e os três meses, observa-se também em filhos de mães não portadoras e apresenta-se mais vezes como meningite. Por isso os sinais interessam também depois da alta.
O bebé tem de ser visto por um médico de imediato se surgir sequer uma destas coisas:
- prostração, sonolência invulgar, dificuldade em acordá-lo ou uma reação diferente da habitual;
- gemido a cada respiração, tiragem por baixo das costelas, respiração demasiado rápida ou demasiado lenta, pausas;
- temperatura acima ou abaixo do normal — num lactente a temperatura baixa preocupa tanto como a febre;
- pele pálida, acinzentada, marmoreada ou azulada;
- recusa da mama ou do biberão, vómitos repetidos;
- batimento cardíaco demasiado rápido ou demasiado lento;
- choro agudo e contínuo, irritabilidade que não acalma;
- fontanela tensa ou saliente, cabeça deitada para trás, convulsões, abalos;
- manchas na pele que não empalidecem ao pressionar com um copo transparente.
É uma situação que se mede em horas, por isso chame uma ambulância — o número europeu único é o 112 — ou leve o bebé às urgências, mas sem conduzir: que conduza outra pessoa. Diga logo que na gravidez foi encontrado estreptococo do grupo B, porque disso depende a escolha do tratamento. No hospital far-se-ão análises ao sangue, se necessário uma punção lombar, e os antibióticos por via endovenosa começam sem esperar pelo resultado da cultura.
O que acontece depois
A maioria das crianças tratadas a tempo recupera por completo e cresce como qualquer outra. As formas graves — infeção do sangue, pneumonia e meningite — são perigosas justamente porque se desenrolam em horas e não em dias; depois de uma meningite uma parte das crianças fica com sequelas, sobretudo perda de audição e, com menos frequência, atraso do desenvolvimento, convulsões ou problemas de visão. Por isso, depois de uma meningite, a audição é sempre avaliada e a criança fica em vigilância durante algum tempo. A infeção também pode terminar com a morte do bebé, e é mais honesto dizê-lo com clareza: é por isso que à volta de uma bactéria no fundo comum se ergueu tanta precaução.
Os números, ainda assim, devem ser lidos por inteiro. Sem antibiótico no parto, adoecem cerca de um ou dois bebés em cada cem nascidos de uma portadora; com ele, o risco da forma precoce cai várias vezes. Ou seja, mesmo sem prevenção alguma a grande maioria das crianças fica bem — e a prevenção torna essa probabilidade muito pequena. Ainda não existe uma vacina contra o estreptococo do grupo B para grávidas; está em ensaio, e quando chegar é provável que todo este esquema mude.
Quem mais corre risco com esta bactéria
Do estreptococo do grupo B costuma falar-se apenas a propósito do parto, mas ele causa infeções também em adultos, sobretudo em pessoas idosas e naquelas cujas defesas estão enfraquecidas: diabetes, em especial com lesões nos pés, doenças oncológicas, quimioterapia recente, cirrose, terapêuticas prolongadas que travam a imunidade. Manifesta-se de várias formas: infeção da pele e dos tecidos moles, infeção urinária, inflamação de uma articulação ou de um osso e, menos vezes, infeção do sangue. Devem alertar uma mancha vermelha e dolorosa que alastra depressa, sobretudo na perna de uma pessoa com diabetes, uma úlcera que não fecha com inchaço em redor, e qualquer uma destas coisas acompanhada de arrepios e febre alta. Numa pessoa idosa a infeção grave tem muitas vezes um aspeto atípico: sem febre alta, mas com confusão, fraqueza e uma perda súbita de apetite.
Consulta em linha
À distância resolvem-se bem precisamente as perguntas que costumam ficar sem resposta entre consultas. O médico explica o que significa o resultado da zaragatoa ou da urocultura, se convém pedir a análise quando não foi proposta e como está organizada a proteção no parto no sítio onde a gravidez é seguida; ajuda também a preparar uma nota curta para a maternidade, para que no momento certo não seja preciso lembrar nada. Depois da alta é cómodo esclarecer o que se está a ver no bebé: a sonolência normal de um recém-nascido ou aquela que obriga a sair de casa já. Uma exceção: os sinais de infeção enumerados acima não se avaliam por vídeo — com esses chama-se de imediato uma ambulância.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
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