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Medicamentos habitualmente prescritos para Tímpano perfurado
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 1000 mg/200 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Fresenius Kabi España, S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, Amoxicilina/Ácido Clavulânico 875-125 mg/sachê monodoseSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Laboratorios Cinfa S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 500 mg/125 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Almus Farmaceutica S.A.U.Requer receita médica
O tímpano é uma membrana com um décimo de milímetro de espessura, esticada no fundo do canal auditivo. Separa o ouvido externo do médio e transmite o som aos ossículos. Pode rasgar-se por causa do pus acumulado numa otite, de uma pancada no ouvido, de uma variação de pressão ou de uma cotonete. Na maioria das vezes o furo fecha sozinho em mês e meio a dois meses e a audição regressa. Em seguida: como distinguir a perfuração de outras causas de dor de ouvido, com que se confirma, o que se pode e não se pode fazer nestas semanas e em que casos não se deve esperar pela cicatrização.
Porque rasga o tímpano
- Otite média. A causa mais frequente. Atrás do tímpano acumula-se pus, a pressão sobe, a dor torna-se insuportável — e de repente alivia de vez enquanto começa a escorrer líquido pelo ouvido. Muita gente lê isso como cura; na verdade o tímpano rebentou.
- Cotonetes e outros objetos. A história clássica: estava a limpar o ouvido e alguém lhe deu um encontrão. Entram aqui também os ganchos de cabelo, os fósforos e os palitos.
- Uma pancada no ouvido. Uma bofetada, uma bola, uma queda de chapa na água: o ar do canal comprime-se num instante e empurra a membrana.
- Variação de pressão. A descida do avião com o nariz entupido, o mergulho com garrafa, uma descida rápida na montanha. Com constipação a trompa de Eustáquio não trabalha, a pressão não se iguala e o tímpano não aguenta.
- Uma explosão ou um ruído muito forte por perto. A onda de choque rasga a membrana e pode lesar ao mesmo tempo o ouvido interno.
- Traumatismo craniano com fratura do osso temporal, e também queimadura por faísca de soldadura ou escória quente.
Como se manifesta
Os sintomas começam quase sempre de repente e quase sempre atingem um só ouvido.
- Dor aguda que um instante depois cede, se a rutura ocorreu no auge de uma otite.
- Corrimento pelo ouvido: transparente, com sangue ou purulento.
- Perda de audição, em geral moderada: os sons chegam como através de uma almofada e a própria voz ressoa dentro da cabeça.
- Zumbido, apito ou ruído no ouvido.
- Sensação de ouvido tapado e estalidos ao engolir.
- Tonturas, na maior parte das vezes de curta duração.
- Febre, se a causa foi uma otite.
Acontece também o contrário: um furo pequeno num ouvido seco não dá qualquer sinal e é descoberto por acaso numa observação com o otorrinolaringologista.
Com o que se confunde
A dor de ouvido, os ruídos e a perda de audição surgem em muitas outras situações, e cada uma trata-se de forma diferente.
- Otite externa: inflamação da pele do canal. O ouvido dói ao puxar o lóbulo e ao carregar no trago, o que na otite média habitualmente não acontece.
- Otite média sem rutura: a mesma dor e a mesma febre, mas sem corrimento e com o tímpano íntegro.
- Rolhão de cera: ouvido a tapar-se aos poucos e audição abafada, sem dor e sem corrimento.
- Mau funcionamento da trompa de Eustáquio depois de uma constipação: ouvido tapado, estalidos e sensação de água lá dentro durante semanas.
- Surdez súbita neurossensorial: a audição desaparece em poucas horas e o ouvido não dói. É uma urgência: quanto mais cedo começar o tratamento, maior a hipótese de recuperar, e conta-se por dias.
- Colesteatoma: crescimento de pele para dentro do ouvido médio. Corrimento prolongado e mal cheiroso e audição que vai caindo devagar.
- Dor referida: de um dente, das amígdalas ou da articulação da mandíbula. O ouvido, nesses casos, apresenta-se completamente saudável.
Nada disto se esclarece pelo que se ouve ou se apalpa: é preciso olhar para dentro do ouvido.
Como se deteta
- Otoscopia: o essencial e, em regra, a única coisa necessária. O médico vê o furo, o seu tamanho e a sua localização, e ao mesmo tempo percebe se há inflamação e se está a crescer pele para dentro. Nenhuma análise ao sangue e nenhuma radiografia mostram uma perfuração.
- Audiometria: medição da audição por frequências. Mostra quanto desceu e de que tipo é a perda, se do aparelho de transmissão, se do próprio ouvido interno. A segunda é bem mais séria.
- Timpanometria: avalia a mobilidade da membrana; com um furo a curva fica plana e o volume medido do ouvido resulta muito acima do normal.
- TC dos ossos temporais: não para toda a gente, mas depois de traumatismo craniano, com tonturas persistentes, com suspeita de colesteatoma ou antes de uma cirurgia.
- Exame cultural do exsudado: se o corrimento não passa e os antibióticos não resultam.
Quando é preciso ajuda urgente
A perfuração em si não é uma urgência, mas a par dela podem surgir sinais que não admitem espera. Chame uma ambulância — em Espanha, Itália, Portugal, Polónia e Ucrânia o número único é o 112 — se, depois de um traumatismo ou no decurso de uma otite, aparecerem:
- tonturas intensas com vómitos que impedem de ficar de pé;
- face descaída, olho que não fecha, canto da boca que não mexe do lado do ouvido afetado;
- dor de cabeça forte com febre alta, rigidez da nuca, incómodo com a luz, confusão ou convulsões;
- líquido claro e aquoso a escorrer do ouvido depois de uma pancada na cabeça;
- audição perdida de repente e quase por completo;
- vermelhidão e inchaço atrás da orelha, com a orelha empurrada para a frente.
No próprio dia, mas sem ambulância, convém ser observado se a rutura ocorreu após traumatismo ou mergulho, se o corrimento é abundante e purulento, se há febre alta e se a perfuração é numa criança.
Como cicatriza e em que ajuda o médico
Na maioria dos casos o furo fecha sozinho em seis a oito semanas e a audição volta ao que era. Uma perfuração seca e sem complicações não precisa de tratamento propriamente dito: precisa que não a incomodem.
O médico pode prescrever:
- Antibióticos por via oral, se a perfuração ocorreu no decurso de uma otite purulenta ou se o corrimento não para.
- Gotas para os ouvidos, mas apenas as autorizadas com o tímpano roto. É importante: pelo furo as gotas chegam ao ouvido médio, e parte das gotas de uso corrente, sobretudo as que levam antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos, podem lesar o ouvido interno quando lá chegam. Por isso não se deita nada no ouvido por iniciativa própria nem com uma receita antiga.
- Analgésicos. Habitualmente paracetamol. O ibuprofeno e os outros anti-inflamatórios também servem, mas não se tomam em caso de úlcera do estômago, doença renal grave ou gravidez, e com medicamentos que tornam o sangue mais fluido devem ser combinados com o médico. A crianças e adolescentes não se dá aspirina.
- Cirurgia, se ao fim de três meses o furo continuar aberto. Os defeitos pequenos fecham-se por vezes com um penso na própria consulta; nos grandes faz-se uma miringoplastia, reconstruindo a membrana com tecido do próprio doente. A audição melhora com ela.
O que fazer e o que evitar nestas semanas
- Mantenha o ouvido seco. No duche, tape o canal com uma bola de algodão untada em vaselina ou com um tampão de silicone. Ouvido molhado é caminho direto para a supuração.
- Não nade e muito menos mergulhe. A natação fica adiada até o médico autorizar, e o mergulho com garrafa até à cicatrização completa: debaixo de água, a variação de pressão através de um furo no tímpano pode acabar numa vertigem grave em profundidade.
- Não meta nada no ouvido. Nem cotonetes, nem mechas de algodão, nem gotas sem indicação. Lavar o ouvido também não se faz.
- Assoe-se com suavidade, uma narina de cada vez e sem forçar: uma expiração forte empurra ar e muco pela trompa de Eustáquio diretamente para o ouvido que está a cicatrizar.
- Pode voar. O próprio furo iguala a pressão, por isso um voo com perfuração costuma tolerar-se melhor do que com o ouvido tapado. Depois de uma cirurgia ao tímpano, pelo contrário, não se voa enquanto o cirurgião não der autorização.
- Proteja-se do ruído. Numa obra, numa carreira de tiro ou num concerto, use proteção auricular.
- Se ao fim de algumas semanas não houver melhoria ou o corrimento voltar, não espere pelos dois meses: seja observado mais cedo.
Se o furo não fecha
Uma pequena parte das perfurações fica aberta para sempre, e isso já não é um pormenor. Um furo permanente significa que o ouvido médio comunica de forma contínua com o exterior, e as consequências são estas:
- Otite média crónica supurada: o ouvido corre durante meses e agrava com cada constipação e cada entrada de água.
- Perda de audição permanente. Quanto maior o furo e mais perto dos ossículos, mais se nota.
- Colesteatoma. A pele do canal cresce pela borda do furo para dentro e prolifera ali, destruindo osso. É a consequência mais perigosa: pode chegar ao ouvido interno, ao nervo facial e às meninges. Levantam a suspeita um corrimento prolongado de cheiro pútrido e uma audição que continua a descer; um ouvido assim mostra-se ao otorrinolaringologista, não se trata com gotas durante anos.
Tudo isto tem tratamento, e tanto mais simples quanto mais cedo começar. Por isso um ouvido que corre há mais de duas ou três semanas é motivo para observação, e não para paciência.
Consulta em linha
Olhar para dentro de um ouvido através de um ecrã não é possível, nem confirmar à distância uma perfuração: para isso é preciso um otoscópio. Em contrapartida, muito do que rodeia o problema resolve-se muito bem a partir de casa. O médico ajuda a perceber com que urgência é preciso ser observado e se os sintomas se parecem com algo mais perigoso do que um tímpano roto; analisa consigo o audiograma; diz que gotas não podem ser usadas com o tímpano furado e por que substituir as receitadas antes; orienta sobre como aliviar a dor se houver problemas de estômago ou de rins; explica quando se pode voltar à piscina, ao ginásio e ao avião e se já vale a pena falar de cirurgia. Um motivo à parte: um ouvido que corre há semanas e as gotas «do costume» com que está a ser tratado sem que ninguém o tenha observado.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Tímpano perfurado
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