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Medicamentos habitualmente prescritos para Uso indevido de esteroides anabolizantes
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 5 mgSubstância ativa: diazepamFabricante: Laboratorios Normon S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 175 mcg levotiroxina sódicaSubstância ativa: levothyroxine sodiumFabricante: Merck S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 75 mcgSubstância ativa: levothyroxine sodiumRequer receita médica
Os esteroides anabolizantes são parentes sintéticos da testosterona. Na medicina têm um campo de uso estreito; fora dela tomam-se para ganhar massa muscular e rendimento desportivo, em doses que nenhum médico receitaria. São justamente as doses que criam o problema: o corpo reorganiza-se também onde ninguém lho pediu, e parte dessas mudanças já não se desfaz. O dano não chega logo, mas ao fim de meses e anos, quando o resultado ao espelho já foi conseguido e parar custa.
O que não são
Confundem-se sem parar com os corticoides: as pomadas para a pele, o inalador da asma, os comprimidos de uma crise autoimune. São substâncias diferentes, com efeitos diferentes, e nada têm a ver com ganhar músculo; a palavra «esteroides» só é comum por causa do esqueleto químico.
Os anabolizantes têm indicações legítimas: falta real de testosterona própria no homem, atraso do desenvolvimento pubertário, algumas formas de anemia e de perda grave de peso. Aí trata-se de repor um nível normal. As regras de venda mudam de país para país, mas quase em todo o lado são medicamentos sujeitos a receita; no desporto estão proibidos e entram no controlo antidopagem habitual.
Porque é que se começa
O motivo evidente é ganhar músculo mais depressa e perder gordura pelo caminho. Os esteroides fazem isso mesmo, pelo que discutir a sua eficácia não leva a lado nenhum: o que se discute é o preço.
O segundo motivo diz-se em voz alta muito menos vezes. Há quem chegue aos esteroides não pelo desporto, mas por uma rejeição profunda do próprio corpo: a pessoa acha-se pouco volumosa, observa-se demoradamente, evita balneários e praias, treina por cima das lesões. Isto está mais perto de uma perturbação da forma como se percebe o próprio aspeto do que de um gosto pelo desporto, e com medicamentos não se resolve: por muita massa que se acrescente, a sensação de não chegar volta. O que resulta aí é a ajuda de um psicoterapeuta.
E mais uma coisa, sem rodeios: a ideia de que um ciclo de esteroides deixa alguém «são e em forma» é falsa. O resultado visível e o estado das artérias, do fígado e do sistema hormonal separam-se exatamente nessa direção.
Ciclos, combinações e pirâmides
Quem os usa costuma conhecer os riscos e monta esquemas que supostamente protegem deles: períodos alternados com pausas, vários produtos ao mesmo tempo, dose a subir até um máximo e a descer da mesma maneira. Muitas vezes juntam-se substâncias «de cobertura», contra o crescimento da glândula mamária ou para reacender as hormonas próprias no fim.
Não há provas de que algum destes esquemas reduza o dano. Sabe-se antes outra coisa: quanto maior a dose total e mais longo o historial, mais pesadas são as consequências, e juntar produtos multiplica a carga em vez de a dividir. Acrescente-se a qualidade do que se compra: o que se vende fora da farmácia muitas vezes não corresponde ao rótulo nem na composição, nem na dose, nem na pureza.
O que muda no corpo
O organismo recebe a hormona de fora e desliga a produção própria. Daí, no homem, testículos que encolhem, queda do número de espermatozoides e infertilidade; parte da testosterona converte-se em hormonas femininas, pelo que a glândula mamária cresce. Junte-se acne grave nas costas e nos ombros, queda de cabelo de padrão masculino, aumento da próstata com pior forma de urinar. A fertilidade costuma regressar meses depois de se parar, mas não em toda a gente.
Na mulher muda o que muda no sentido masculino: pelos na cara e no corpo, voz mais grave, aumento do clitóris, redução do peito, ciclo irregular ou ausente, cabelo mais ralo. A voz grave e o aumento do clitóris ficam muitas vezes para sempre, mesmo anos depois da última toma.
Nos adolescentes há um perigo à parte. Os esteroides aceleram o encerramento das cartilagens de crescimento e, se o ciclo cai numa idade em que o crescimento não terminou, a altura final acaba abaixo da que estava prevista. Isso é irreversível.
A parte perigosa: coração, sangue, fígado
É aqui, e não nas mudanças do aspeto, que estão os casos que acabam mal.
- Coração. A parede do ventrículo esquerdo espessa e o coração relaxa e enche-se pior. Surgem a miocardiopatia e as perturbações do ritmo. Em pessoas jovens e de aparência saudável que usavam esteroides estão descritas mortes súbitas por arritmia.
- Artérias. O colesterol «bom» cai a pique, o «mau» sobe, a tensão arterial aumenta. A aterosclerose chega décadas antes do tempo e com ela os enfartes e os acidentes vasculares cerebrais numa idade em que ninguém os espera.
- Sangue. Fica mais espesso por excesso de glóbulos vermelhos e cresce o risco de trombos: nas pernas, nos pulmões, no cérebro.
- Fígado. Sofre sobretudo com as formas em comprimido: icterícia com comichão, subida das enzimas e, raramente, cavidades cheias de sangue no tecido do fígado e tumores benignos. A rutura de uma dessas cavidades provoca uma hemorragia interna e ameaça a vida de forma direta.
- Rins. Anos de doses altas podem deixar uma lesão irreversível do aparelho que filtra.
- Tendões. O músculo ganha força mais depressa do que o tendão consegue reforçar-se, e daí as ruturas num treino comum.
Humor, sono e pensamento
Em doses altas muda o feitio: irritabilidade e explosões de raiva por motivos pequenos, sensação de invulnerabilidade, comportamentos de risco, oscilações do humor, desconfiança. Raramente chega-se ao delírio e às alucinações, e isso exige ajuda urgente. O sono torna-se curto e partido, o que agrava tudo o resto.
As injeções e o que vem com elas
A maior parte destes produtos injeta-se no músculo, e com isso surgem riscos que não dependem da substância: abcessos e nódulos no local da picada, lesão de um nervo e, quando se partilha agulha ou seringa, hepatite B, hepatite C e VIH. Estas infeções passam com uma quantidade mínima de sangue, por isso «peguei na agulha de um conhecido uma vez» é um risco inteiro, não um pormenor.
Dependência, paragem e como sair
A dependência dos anabolizantes existe e comporta-se como as outras: desejo intenso, necessidade de doses maiores para o mesmo efeito, consumo apesar do dano evidente, mal-estar pesado quando se interrompe.
Depois de uma paragem brusca, as hormonas próprias não se ligam logo: às vezes demoram meses. Nesse período aparecem abatimento e apatia, ansiedade, insónia, falta de apetite, menos desejo sexual, cansaço forte, dores de cabeça, dores musculares e articulares e uma perda rápida da massa ganha. O abatimento é o item mais perigoso desta lista: pode ser profundo e levar a ideias de suicídio.
Por isso é melhor não parar sozinho. O médico de família consegue avaliar o que já mudou — coração, lípidos, fígado, hormonas, análises de sangue — e acompanhar a recuperação em vez de a supor. A ajuda organiza-se como nas outras dependências: rever a situação, traçar um plano de paragem, trabalhar aquilo que puxa de volta e acompanhar os primeiros meses. E vale a pena consultar mesmo quando ainda não se pensa em parar.
Quando pedir ajuda de imediato
- dor ou aperto no peito, falta de ar súbita, desmaio, batimento rápido e irregular;
- fraqueza num braço ou numa perna, boca ao lado, fala confusa;
- dor e inchaço de uma só perna, falta de ar repentina com dor ao inspirar;
- dor forte por baixo das costelas direitas ou no abdómen, pele e olhos amarelos, urina escura;
- pensamentos de fazer mal a si próprio.
Consulta em linha
Na consulta em linha pode falar-se de esteroides sem rodeios: o médico precisa de factos, não de uma confissão. Percorre o que toma e há quanto tempo, avalia que exames são precisos primeiro, explica como é uma paragem segura e indica a que profissional recorrer presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Uso indevido de esteroides anabolizantes
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