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Medicamentos frequentemente prescritos para Diminuição do desejo sexual
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de tomar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 250 mgSubstância ativa: testosteroneFabricante: Desma Laboratorio Farmaceutico S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: GEL, 23 mg/gSubstância ativa: testosteroneFabricante: The Simple Pharma Company LimitedRequer receita médicaForma farmacêutica: ADESIVO TRANSDÉRMICO, 1,17 mg de hemihidrato de estradiolSubstância ativa: estradiolFabricante: Bexal Farmaceutica S.A.Requer receita médica
Diminuição do desejo sexual
O desejo sexual muda ao longo da vida e não existe um número "normal" que sirva de medida. Passa a ser motivo de consulta quando a descida incomoda a própria pessoa ou pesa na relação. Raramente há uma causa única: costumam somar-se fatores físicos, hormonais, farmacológicos e relacionais, e é por isso que a abordagem que resulta é a que olha para todos ao mesmo tempo.
Causas físicas e hormonais
- testosterona baixa no homem: acompanha-se de cansaço, perda de massa muscular e dificuldades de ereção;
- menopausa e perimenopausa: a queda dos estrogénios provoca secura vaginal e desconforto, e a dor reduz o desejo por uma via muito direta;
- parto e amamentação;
- alterações da tiroide;
- prolactina elevada;
- diabetes e doença cardiovascular;
- anemia e falta de ferro;
- dor crónica e endometriose;
- apneia do sono e privação crónica de sono;
- obesidade e sedentarismo;
- cirurgia ou tratamento oncológico.
Medicamentos e substâncias
É uma das causas mais frequentes e uma das que menos se perguntam.
- antidepressivos, sobretudo os inibidores da recaptação da serotonina;
- antipsicóticos;
- contracetivos hormonais, em algumas mulheres;
- anti-hipertensores, em especial betabloqueantes e diuréticos;
- finasterida;
- antiandrogénios e terapias hormonais oncológicas;
- opioides;
- álcool em quantidade e canábis;
- esteroides anabolizantes, que travam a produção própria de testosterona.
Causas psicológicas e da relação
- depressão: a perda de desejo faz parte do quadro;
- ansiedade e pressão no trabalho;
- exaustão e o peso de cuidar de alguém;
- conflitos no casal, ressentimentos acumulados, falta de conversa;
- rotina e ausência de tempo a dois;
- medo de falhar depois de um episódio de disfunção;
- experiências traumáticas anteriores;
- desconforto com a imagem corporal;
- diferença de desejo entre os dois membros do casal, que muitas vezes é o verdadeiro problema, e não o nível absoluto de desejo de qualquer deles.
Quando recorrer ao médico
- a descida dura meses e preocupa;
- surgiu de forma brusca;
- junta-se cansaço, aumento de peso ou intolerância ao frio;
- existem dificuldades de ereção ou em atingir o orgasmo;
- as relações sexuais doem;
- aparece corrimento pelo mamilo ou as menstruações tornam-se irregulares;
- começou depois de iniciar um medicamento: não se suspende por iniciativa própria, fala-se com o médico;
- há humor em baixo, perda de interesse geral ou alterações do sono;
- a situação está a afetar a relação;
- toma ou tomou esteroides anabolizantes.
Como se investiga
A conversa é a parte principal: desde quando acontece, se é em todas as situações ou só em algumas, se há desejo a solo, como andam o sono, o humor e a relação. Um dado que orienta muito: se o desejo se mantém noutros contextos, a causa costuma ser relacional ou psicológica, e não hormonal.
Análises conforme o caso: testosterona total e livre de manhã, LH, FSH, prolactina, estradiol, hormonas da tiroide, hemograma, ferritina, glicose, perfil lipídico e vitamina D. E uma revisão completa de toda a medicação, item por item.
Tratamento
- ajustar ou trocar o medicamento responsável: com frequência é isso, e só isso, que resolve o problema;
- tratar a depressão e a ansiedade, escolhendo fármacos com menor impacto sexual;
- terapia hormonal de substituição na menopausa e estrogénios locais para a secura vaginal, que muitas vezes mudam por completo a experiência;
- testosterona em homens com défice confirmado e, em mulheres selecionadas, sob indicação especializada;
- tratar a doença de base: tiroide, prolactina, diabetes, anemia, apneia do sono;
- lubrificantes e hidratantes vaginais;
- terapia sexual e de casal: é o que dá melhores resultados quando a componente relacional pesa;
- tratar a dor se as relações sexuais doem: sem isso nenhum outro tratamento vai resultar.
O que se pode fazer por si próprio
- dormir 7 a 9 horas: o sono influencia diretamente as hormonas e o desejo;
- atividade física regular;
- reduzir o álcool e deixar de fumar;
- reservar tempo a dois, sem pressas e sem ecrãs;
- falar do assunto com o parceiro sem transformar a conversa numa acusação: aqui a maioria dos conflitos nasce do silêncio;
- retirar a pressão do resultado e recuperar o contacto físico sem a exigência de chegar a algum lado;
- aliviar a carga e a tensão onde for possível;
- rever a relação com a própria imagem corporal.
Perguntas frequentes
Quanto desejo é normal? Não existe um número. O que conta é se está a ser um problema para a pessoa.
É da idade? Com a idade o desejo tende a descer devagar. Uma queda brusca não se explica pela idade e merece ser estudada.
Os antidepressivos baixam sempre o desejo? Não todos, e existem alternativas e ajustes possíveis. Nunca se devem suspender por iniciativa própria.
A testosterona é a solução? Só se houver um défice real, confirmado em análises. Tomá-la sem défice não aumenta o desejo e trava a produção própria.
E se o casal tiver desejos diferentes? É muito comum e não significa que alguém esteja "mal". Trabalha-se melhor a dois do que isoladamente.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico separa as causas físicas das relacionais, revê a fundo a medicação, indica que análises hormonais fazem sentido e em que momento as fazer, avalia o humor e o sono e orienta sobre quando vale a pena acrescentar terapia sexual ou de casal.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 6 de jul de 2026
Médicos online para Diminuição do desejo sexual
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