Dor no cotovelo e no braço
O cotovelo é uma articulação ingrata. É pequena, trabalha o dia inteiro e quase nunca descansa, e ainda por cima é atravessada por três nervos e nela se…
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Medicamentos frequentemente prescritos para Dor no cotovelo e no braço
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de tomar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorios Combix S.L.U.Não requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 2%Substância ativa: ibuprofenFabricante: Industria Quimica Y Farmaceutica Vir S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: CURATIVO, 140 mgSubstância ativa: diclofenacFabricante: Fidia Farmaceutici S.P.A.Não requer receita médica
O cotovelo é uma articulação ingrata. É pequena, trabalha o dia inteiro e quase nunca descansa, e ainda por cima é atravessada por três nervos e nela se fixam os tendões de todos os músculos do antebraço. Por isso a dor desta zona costuma ser mecânica: alguma coisa foi sobrecarregada, alguma coisa roçou, alguma coisa levou uma pancada. Mas o braço tem uma particularidade que o joelho não tem: sabe doer por motivos que nada têm a ver com o braço. A mesma faixa de antebraço é capaz de doer por causa do pescoço, por causa do ombro e — com menos frequência, mas justamente por isso de forma mais perigosa — por causa do coração. É por aqui que esta página começa; ao cotovelo propriamente dito volta-se a seguir.
Quando a dor no braço não é do braço
Um enfarte nem sempre se parece com alguém a agarrar o peito. Com bastante frequência sente-se como peso, moinha, aperto ou ardor no braço esquerdo, a descer do ombro, por vezes até ao cotovelo, por vezes até aos dedos. A dor é surda e difusa, custa a apontar com um dedo, e não muda com a posição do braço nem com o facto de o mexer ou não. É essa a diferença decisiva em relação a um cotovelo doente: o cotovelo dói ao movimento, o coração dói por si.
Chame uma ambulância — o 112 é o número único de emergência na Europa — se a dor ou o peso no braço:
- surgiram de repente e duram mais do que alguns minutos, sobretudo em repouso;
- vêm acompanhados de pressão, aperto ou ardor atrás do esterno;
- irradiam para o maxilar, para o pescoço, para as costas entre as omoplatas ou para os dois braços ao mesmo tempo;
- vêm com falta de ar, suor frio, náuseas, fraqueza súbita ou uma sensação de angústia;
- aparecem com o esforço — a subir escadas, a andar depressa — e passam em repouso: é assim que se manifesta a angina de peito, e também isso exige atenção urgente.
Duas advertências merecem linha própria. A primeira: nas pessoas idosas, nas pessoas com diabetes e nas mulheres, o enfarte decorre mais vezes sem dor forte no peito, restando apenas o braço, a falta de ar, a fraqueza e a tontura. A segunda: não se ponha ao volante para chegar mais depressa. Espere pela equipa em repouso, meio sentado. Se alguém ao seu lado perder a consciência e não respirar normalmente, inicie as compressões torácicas.
Dor por fora do cotovelo e dor por dentro
É o par de causas mais frequente, e distinguem-se por uma prova simples: pelo lado que dói.
Cotovelo de tenista: dói a saliência óssea do lado externo do cotovelo e a dor desce pelo antebraço. Piora quando estende o punho ou aperta com a mão: rodar uma chave, torcer um pano, levantar uma chávena, dar um aperto de mão. Esticar o braço por completo torna-se difícil e desagradável. O ténis em geral nada tem a ver com isto: quem adoece são pintores, cozinheiros, mecânicos, cabeleireiros, qualquer pessoa que passe o dia com um rato ou uma chave de fendas.
Cotovelo de golfista: a mesma história do lado interno do cotovelo. Dói quando o punho flete: apertar um parafuso, carregar um saco, fazer flexões, atirar uma bola.
Nos dois casos quem sofre não é a articulação, mas o ponto onde o tendão se fixa ao osso: está sobrecarregado e repara-se mal, porque ali a irrigação é escassa. Daqui saem duas consequências práticas. A recuperação é lenta e conta-se em meses e não em dias, e isso não quer dizer que o tratamento tenha falhado. E o remédio principal não é um comprimido, mas alterar a carga que provoca a dor; os exercícios ajudam mesmo neste tipo de problema, mas devem ser escolhidos para o seu braço por um médico ou um fisioterapeuta e não por uma página de um site.
Um caroço na ponta do cotovelo
Se mesmo na ponta do cotovelo inchou uma bolsa mole do tamanho de uma cereja ou de uma ameixa, trata-se quase de certeza de bursite do olecrânio: inflamou-se a bolsa que amortece o atrito da pele contra o osso. Pode atingir um tamanho surpreendente sem quase doer, e o braço continua a dobrar e a esticar normalmente. Os culpados habituais são apoiar-se muito tempo nos cotovelos, uma pancada e, por vezes, a gota ou a artrite reumatoide.
Há um perigo, e convém conhecê-lo. As bactérias entram por uma escoriação e o quadro muda: a pele sobre o caroço fica vermelha e quente, aparece dor a sério, sobe a febre e a vermelhidão sobe pelo braço. Uma bursite infetada precisa de médico no próprio dia e não de vigilância.
À parte fica a artrite séptica, isto é, pus dentro da própria articulação. Aqui o cotovelo incha por inteiro, qualquer movimento provoca dor aguda, a pessoa tem arrepios e a febre é alta. É uma urgência que se mede em horas: sem tratamento rápido a articulação destrói-se.
Dormência e fraqueza na mão
Quando à dor se junta a dormência a conversa passa a ser sobre nervos, e os dedos que adormecem dizem qual é o nervo.
- O dedo mindinho e metade do anelar, com uma faixa ao longo do bordo interno do antebraço: é o nervo cubital no seu canal do lado interno do cotovelo, o mesmo sítio onde dá o choque o chamado osso do riso. Um pormenor revelador é que piora quando o cotovelo fica muito tempo dobrado: na cama, ao volante, com o telemóvel encostado à orelha. O caso avançado vê-se na mão: o músculo entre o polegar e o indicador afunda-se, os dedos afastam-se mal, os objetos pequenos escorregam.
- O polegar, o indicador, o médio e metade do anelar, sobretudo à noite, com vontade de sacudir a mão até acalmar: é a síndrome do túnel cárpico, um problema do punho e não do cotovelo, ainda que a moinha suba muitas vezes pelo antebraço.
O essencial aqui é não deixar arrastar. Enquanto só a sensibilidade está afetada, os nervos recuperam bem. Uma fraqueza persistente e a perda de músculo na mão significam que o nervo já está lesado, e a partir desse momento o tempo joga contra: essas alterações nem sempre revertem, e raramente revertem por completo.
Quando a culpa é do pescoço ou do ombro
A dor referida passa facilmente despercebida, porque dói onde não há nada partido.
O pescoço. Uma raiz nervosa comprimida na coluna cervical dá uma dor que percorre uma faixa e não uma mancha: do pescoço para a omoplata e o ombro e daí pelo braço abaixo até dedos bem determinados. É uma dor fulgurante, muitas vezes ardente, que piora ao rodar ou inclinar a cabeça, ao tossir e ao espirrar, e que por vezes alivia se pousar a mão em cima da cabeça. Costuma vir com dormência e com fraqueza de um movimento concreto: custa levantar o braço, por exemplo, ou estender o punho. O cotovelo, entretanto, está são ao toque.
O ombro. Os problemas da coifa dos rotadores e o ombro congelado não ficam no ombro: a dor desce pela face externa do braço até cerca de meio e aí para. Suspeite do ombro se doer levantar o braço de lado, dormir sobre esse lado, alcançar uma prateleira alta ou levar a mão às costas, enquanto carregar no cotovelo não produz nada.
Verifica-se num minuto: se apertar o cotovelo e mexê-lo não doerem, mas mexer o pescoço ou o ombro doer, não é no cotovelo que há que procurar.
Depois de uma lesão
As contusões e as entorses resolvem-se sozinhas. Os sinais de que há algo mais são bastante evidentes, mas a esperança tapa-os muitas vezes:
- o braço não funciona depois da queda: não se consegue dobrar, esticar nem rodar o antebraço com a palma para cima e para baixo;
- o cotovelo parece torto, com osso saliente onde não devia;
- o inchaço apareceu nos primeiros minutos e não no dia seguinte;
- a dor é violenta e nem sequer deixa amparar o braço;
- a mão adormece, fica pálida ou fria, e o pulso sente-se no punho pior do que do outro lado.
O último ponto é urgente: aponta para compressão de vasos ou de um nervo e exige ambulância. As crianças merecem menção à parte: uma criança que caiu sobre o braço esticado e depois não o usa, mantendo-o encostado ao corpo, deve ser observada no próprio dia, mesmo que por fora tudo pareça calmo.
O que é sensato fazer sozinho
Enquanto a causa não estiver esclarecida, a ajuda que pode dar a si próprio resume-se a poucas coisas, todas inofensivas.
- Retire o movimento que reproduz a dor. Esse movimento em concreto e não o braço inteiro: o repouso absoluto costuma prejudicar a dor de origem tendinosa.
- Frio depois de uma lesão recente e nos primeiros dias de um agravamento, sempre através de um pano e nunca sobre a pele nua. O calor sabe melhor à dor antiga com rigidez. Regra universal não há: oriente-se pelo que realmente alivia.
- Para a dor, paracetamol ou um anti-inflamatório não esteroide, incluindo em gel sobre a zona dorida. Combine a escolha e a dose com o médico ou o farmacêutico, sobretudo se tiver problemas de estômago ou de rins ou tomar alguma coisa de forma contínua.
- Eleve o braço se estiver inchado.
- Olhe para o posto de trabalho e para os hábitos: altura da mesa, apoio para o antebraço, espessura do cabo de uma ferramenta, dormir com os braços dobrados debaixo do queixo, segurar o telemóvel com a orelha. Pormenores destes resolvem mais do que parece.
O que não convém fazer: massajar a zona dorida através de uma dor forte, tentar «passar» a andar uma lesão recente, ou continuar a carregar o braço aguentando a dor com analgésicos; é assim que uma lesão ligeira do tendão se torna arrastada.
Quando ir ao médico
No próprio dia perante uma bursite infetada ou suspeita de infeção articular, perante uma lesão com deformidade ou um braço que não funciona, perante dormência com fraqueza crescente e perante qualquer suspeita cardíaca. De forma programada se a dor durar mais de duas ou três semanas, se acordar de noite, se o braço perder força, se a articulação voltar a inchar sem motivo, ou se a dor vier com febre, perda de peso e dores noutras articulações: esta última combinação parece-se menos com uma sobrecarga e mais com uma doença geral.
Na consulta o médico examina não só o cotovelo mas também o pescoço, o ombro e a mão, e verifica a força e a sensibilidade; a radiografia e a ecografia pedem-se quando estão indicadas e não a toda a gente. Há outro proveito em ser observado: muitas dores deste tipo não se tratam com comprimidos, mas percorrendo o seu dia para ver onde o braço é sobrecarregado e como mudar isso.
Consulta em linha
Boa parte do trabalho com a dor no braço consiste em perguntar: onde dói exatamente, com que movimento, o que fez na véspera, para onde irradia, se alguma coisa adormece e que dedos em concreto. Tudo isto se apura muito bem à distância, e o médico ajuda a separar o cotovelo do pescoço, do ombro e do punho, mostra que movimentos verificar sozinho, explica o que significa o seu quadro, indica a que especialista recorrer e o que faz sentido fazer primeiro — uma radiografia, uma ecografia ou nada —, percorre as cargas no trabalho e em casa e ajuda a ler os relatórios que já tem.
Os limites do formato têm de ser ditos com franqueza: através de um ecrã ninguém palpa uma articulação, verifica a força contra resistência ou diagnostica um traumatismo. E o mais importante: perante a suspeita de enfarte, perante um braço que não funciona depois de uma queda e perante uma mão que arrefece e adormece é precisa uma ambulância e não uma troca de mensagens.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Dor no cotovelo e no braço
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