Queda de cabelo
Perder entre 50 e 100 cabelos por dia é normal: o cabelo renova-se sem parar. O problema começa quando a densidade diminui de forma visível, quando se passam…
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Medicamentos frequentemente prescritos para Queda de cabelo
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de tomar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 1 mgSubstância ativa: finasterideFabricante: Mabo Farma S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 2000 mgSubstância ativa: minoxidilFabricante: Laboratorios Galderma S.A.Não requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 50 mg/mlSubstância ativa: minoxidilFabricante: Mibe Pharma Espana S.L.Não requer receita médica
Perder entre 50 e 100 cabelos por dia é normal: o cabelo renova-se sem parar. O problema começa quando a densidade diminui de forma visível, quando se passam a ver zonas do couro cabeludo ou quando a queda dispara de um momento para o outro. A boa notícia é que a maioria das causas tem tratamento; a chave está em perceber de que tipo de queda se trata, porque os tratamentos não são intermutáveis.
Os tipos principais
Eflúvio telógeno
- queda difusa e abundante, sem zonas sem cabelo; os fios saem com raiz ao lavar ou ao pentear;
- começa 2 a 4 meses depois do acontecimento que a desencadeou: esse atraso é a pista decisiva para a identificar;
- causas: infeção com febre, cirurgia, parto, perda de peso brusca, dieta muito restritiva, stress intenso, falta de ferro, alteração da tiroide, medicamentos;
- é reversível: o cabelo recupera em 6 a 12 meses depois de corrigida a causa.
Alopecia androgenética
- é a causa mais frequente de perda de densidade em ambos os sexos;
- no homem: entradas e vértice;
- na mulher: alargamento do risco central com a linha frontal preservada;
- o fio vai ficando mais fino antes de deixar de crescer;
- é progressiva e exige tratamento continuado.
Alopecia areata
- placas arredondadas e bem delimitadas, com perda total de cabelo;
- tem origem autoimune;
- pode atingir também barba, sobrancelhas e pestanas;
- muitas vezes recupera sozinha, embora possa voltar.
Alopecias cicatriciais
- líquen plano pilar, lúpus, foliculite decalvante;
- há vermelhidão, descamação ou dor à volta dos folículos;
- o folículo é destruído e o cabelo não volta a nascer, e por isso a rapidez é crítica: cada semana de espera conta.
Outras
- alopecia de tração: por penteados esticados, extensões e tranças; recuo da linha frontal e das têmporas. Reversível no início, cicatricial se se mantiver durante anos;
- tricotilomania: arrancamento compulsivo, com fios partidos a alturas diferentes;
- tinha do couro cabeludo: sobretudo em crianças, com descamação e cabelos partidos.
Causas que convém excluir sempre
- falta de ferro e ferritina baixa, muito comum nas mulheres;
- alterações da tiroide;
- falta de vitamina D e de B12;
- síndrome do ovário poliquístico;
- doença celíaca;
- medicamentos: anticoagulantes, retinoides, lítio, betabloqueantes, quimioterapia, alguns antidepressivos;
- dietas muito pobres em proteína;
- parto e suspensão de contracetivos;
- menopausa.
Quando recorrer ao médico
- a queda dura mais de 3 meses;
- já se veem zonas do couro cabeludo;
- surgiram placas arredondadas sem cabelo;
- há vermelhidão, descamação, dor ou comichão no couro cabeludo: pode ser uma alopecia cicatricial e não convém esperar;
- a queda vem acompanhada de cansaço, aumento de peso, menstruações irregulares ou aumento de pelos na face;
- começou depois de iniciar um medicamento;
- trata-se de uma criança com zonas de cabelo partido e descamação;
- afeta o estado de ânimo: é motivo válido de consulta.
Como se estuda
O médico observa o couro cabeludo com dermatoscópio, avalia o padrão da queda e faz uma prova de tração suave. Análises habituais: hemograma, ferritina — e não apenas o ferro —, hormonas da tiroide, vitamina D, B12, zinco e, em mulheres com sinais hormonais, androgénios. Perante a suspeita de alopecia cicatricial faz-se biopsia.
É útil levar fotografias de há um ou dois anos: o padrão de mudança é o que mais orienta.
Tratamento
- corrigir a causa: repor o ferro, acertar a tiroide, rever a medicação; no eflúvio telógeno isto é todo o tratamento;
- minoxidil tópico na alopecia androgenética e minoxidil oral em dose baixa em casos selecionados;
- finasterida ou dutasterida no homem, e antiandrogénios na mulher quando indicados;
- corticoides tópicos ou infiltrados na alopecia areata;
- inibidores de JAK na alopecia areata extensa;
- tratamento anti-inflamatório intensivo nas alopecias cicatriciais, para travar a destruição dos folículos;
- antifúngicos orais na tinha do couro cabeludo;
- plasma rico em plaquetas e mesoterapia: como complemento, com evidência variável;
- transplante capilar quando o processo já estabilizou.
Qualquer tratamento do cabelo precisa de 4 a 6 meses até poder ser avaliado. Antes desse prazo não se pode dizer que não resulta.
O que se pode fazer
- alimentação com proteína, ferro e zinco suficientes;
- não fazer dietas muito restritivas;
- lavar o cabelo com a frequência necessária: lavar não provoca a queda;
- evitar penteados esticados, extensões e tranças apertadas;
- moderar o calor de secadores e placas;
- espaçar descolorações e alisamentos químicos;
- não tomar suplementos capilares às cegas: sem carência não acrescentam nada, e o excesso de zinco ou de selénio chega a agravar a queda;
- trabalhar o stress e dormir o suficiente.
Perguntas frequentes
Cai mais por se lavar? Não. Ao lavar apenas se recolhem os fios que já estavam soltos.
Quanto tempo demora a recuperar? O eflúvio telógeno, entre 6 e 12 meses. A alopecia androgenética não recupera sozinha: trava-se com tratamento.
Os champôs antiqueda servem? Cuidam do couro cabeludo, mas não tratam a causa.
Herda-se só por parte da mãe? Não: entram genes de ambos os progenitores.
Convém tomar biotina? Só havendo carência, o que é raro. Além disso altera algumas análises, incluindo as da tiroide.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias e o padrão da queda, distingue um eflúvio telógeno de uma alopecia androgenética e reconhece os sinais de alopecia cicatricial — onde o tempo é decisivo —, indica as análises certas, ferritina incluída, e propõe um tratamento com prazos realistas.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 9 de jul de 2026
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