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Aneurisma da aorta abdominal

A aorta é o maior vaso do corpo: sai do coração, desce pelo tórax até ao abdómen e a partir daí distribui o sangue por todos os órgãos.

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Médico
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Daniel Cuenca Leal

Cirurgia geralMedicina geralCirurgia colorretal4 anos de experiência

O Dr. Daniel Cuenca Leal é médico especialista em cirurgia geral, licenciado em Medicina pela Universidade de Valência. A sua atividade clínica centra-se na cirurgia geral e nas doenças digestivas. Tem também um interesse especial em ajudar pessoas que enfrentam problemas de saúde inesperados durante uma viagem.

O Dr. Cuenca Leal adquiriu experiência internacional durante estágios clínicos em Estrasburgo, França, e Stolzalpe, Áustria. Fala inglês e francês e compreende como pode ser difícil lidar com um problema de saúde num lugar desconhecido. Procura que cada consulta seja clara e prática: começa por conhecer os sintomas e as circunstâncias do paciente e, depois, explica os possíveis passos seguintes.

Além da sua formação em cirurgia, tem experiência em cuidados a feridas e na recuperação após procedimentos. Interessa-se também por problemas de saúde comuns durante as viagens, incluindo sintomas digestivos como a diarreia do viajante. Quando é necessário um exame físico, o tratamento presencial de uma ferida ou outro procedimento, pode ajudar o paciente a compreender por que razão esses cuidados são necessários.

A sua abordagem combina uma avaliação cuidadosa com uma comunicação clara. Quer se trate de uma questão de saúde digestiva, da recuperação após uma cirurgia ou de um problema que surgiu durante uma viagem, o Dr. Cuenca Leal ajuda o paciente a compreender a sua situação e a tomar decisões informadas sobre os seus cuidados de saúde.

Os pacientes podem consultar o Dr. Cuenca Leal através da Oladoctor para questões de saúde adequadas a uma consulta médica online.

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Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

A aorta é o maior vaso do corpo: sai do coração, desce pelo tórax até ao abdómen e a partir daí distribui o sangue por todos os órgãos. Quando um troço da sua parede na porção abdominal perde resistência, vai dilatando pouco a pouco até formar um saco. É isto o aneurisma da aorta abdominal. Enquanto se mantém pequeno, a pessoa leva uma vida normal e não suspeita de nada. O perigo está noutro ponto: essa parede dilatada pode um dia não aguentar a tensão.

O que acontece à parede do vaso

Em condições normais, a aorta abdominal de um adulto tem cerca de dois centímetros de diâmetro. Fala-se de aneurisma quando chega aos três centímetros ou mais. A causa não é o vaso "entupir", mas a destruição das fibras de elastina e de colagénio que mantêm a parede tensa. A parede fica mais fina e mais cedível, e daí em diante manda a física: quanto mais largo é o tubo, com mais força a tensão o empurra de dentro para fora. Por isso um aneurisma grande cresce mais depressa do que um pequeno, e não ao contrário. Em média ganha dois milímetros por ano, e é precisamente essa lentidão que engana: entre o momento em que o aneurisma se forma e aquele em que se torna perigoso passam muitas vezes mais de dez anos.

Os sinais que ainda assim se notam

Na maioria das pessoas o aneurisma não dá absolutamente nada. Aparece por acaso, numa ecografia abdominal pedida por outro motivo ou numa tomografia.

Quando a dilatação se torna importante, podem surgir:

  • uma dor surda e profunda no abdómen, na região lombar ou no flanco, que não depende das refeições nem alivia com a mudança de posição;
  • uma sensação de batimento ou de pulsação na barriga, sobretudo deitado de costas;
  • sensação de estar cheio com muito pouca comida, se o aneurisma comprimir o estômago.

Nenhum destes sinais prova a existência de um aneurisma: uma hérnia discal, cálculos renais ou uma doença intestinal dão o mesmo. Mas uma dor abdominal ou lombar que dura semanas ou que volta insistentemente justifica uma ida ao médico de família e uma ecografia.

A rutura: quando o tempo se conta em minutos

Na rutura de um aneurisma o sangue passa em poucos minutos da circulação para a cavidade abdominal. Mais de metade das pessoas não chega viva ao hospital. Aqui não há nada a suavizar: há que ligar de imediato para o número de emergência, sem esperar para ver se passa.

Chame uma ambulância se a pessoa apresentar:

  • dor súbita e intensa no abdómen, nas costas ou no flanco, impossível de suportar;
  • essa dor acompanhada de suores frios, fraqueza ou tonturas;
  • pele pálida, acinzentada ou terrosa; na pele escura nota-se melhor nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e nos lábios;
  • pulso rápido e fraco, confusão, perda de consciência;
  • respiração irregular ou parada.

Com menos frequência a rutura não vai para fora, mas para um órgão vizinho. Quando abre para o duodeno provoca vómitos com sangue ou fezes negras; quando abre para a veia cava inferior, falta de ar súbita e inchaço das pernas que avança depressa. As duas situações são igualmente mortais.

Quem corre mais risco e o que se esquece com frequência

O habitual é o aneurisma formar-se ao fim de anos de agressão à parede do vaso. A probabilidade é maior se a pessoa:

  • for homem com mais de 65 anos: nos homens o aneurisma surge várias vezes mais;
  • fumar ou tiver fumado, o fator mais forte de todos aqueles sobre os quais é possível agir;
  • viver com tensão arterial alta;
  • tiver aterosclerose, doença coronária ou artérias das pernas comprometidas;
  • tiver doença pulmonar obstrutiva crónica;
  • tiver um irmão, uma irmã ou um progenitor com aneurisma da aorta: nesse caso o risco sobe de forma clara, seja qual for a idade.

Há ainda causas raras que vale a pena conhecer, porque mudam toda a estratégia. As doenças hereditárias do tecido conjuntivo — síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos vascular, síndrome de Loeys-Dietz — provocam aneurismas aos trinta ou quarenta anos e obrigam a vigilância desde novo. O aneurisma infetado forma-se quando bactérias do sangue se instalam na parede do vaso: cresce em semanas e não em anos, acompanha-se de febre e de marcadores de inflamação elevados e trata-se com urgência. No mesmo grupo entram as inflamações das grandes artérias, como a arterite de Takayasu e a arterite de células gigantes. Se o aneurisma aparecer numa pessoa jovem ou se tiver aumentado de repente, estas hipóteses são investigadas à parte.

Como se encontra e se mede

O exame principal é a ecografia abdominal: indolor, cerca de quinze minutos, sem radiação e com uma medida fiável do diâmetro. O resultado costuma ser dado no fim da consulta.

Por tamanho, os aneurismas dividem-se em três grupos, e do grupo depende tudo o resto:

  • pequeno: de 3 a 4,4 cm;
  • médio: de 4,5 a 5,4 cm;
  • grande: 5,5 cm ou mais.

O pequeno é revisto em regra uma vez por ano, o médio de três em três a seis em seis meses. Faltar a essas consultas é arriscado: o sentido da vigilância é justamente apanhar o momento em que o crescimento acelera. Antes de uma operação acrescenta-se uma tomografia computorizada com contraste, que mostra a forma do aneurisma e o estado das artérias vizinhas.

Em vários países é proposta aos homens uma única ecografia da aorta aos 65 anos. Onde não exista um programa de rastreio destes, é sensato pedir o exame por iniciativa própria, sobretudo com história de tabagismo ou casos na família.

Vigiar ou operar

Um aneurisma pequeno não se opera: o risco da própria intervenção é maior do que o da rutura. Vigia-se e, em paralelo, cuidam-se os vasos no seu conjunto. Costumam prescrever-se fármacos para baixar a tensão e estatinas, não por travarem o crescimento do aneurisma (as provas nesse sentido são escassas), mas porque quem tem um aneurisma tem quase sempre outros problemas vasculares, e são esses que mais vezes encurtam a vida.

A intervenção é discutida quando o diâmetro chega a 5,5 cm, quando o aneurisma ganha mais de um centímetro num ano ou quando começa a doer. Às mulheres é muitas vezes proposta mais cedo, por volta dos 5 cm: com o mesmo diâmetro, os seus aneurismas rompem-se mais.

Há duas técnicas. Na cirurgia aberta o troço danificado é substituído por uma prótese sintética: é uma operação de grande porte, com recuperação longa, mas o resultado dura décadas. Na via endovascular uma endoprótese é conduzida pelas artérias da virilha e aberta dentro do aneurisma; tolera-se melhor, mas exige controlos por imagem para toda a vida, porque a prótese pode deslocar-se ou começar a ter fugas. A escolha depende da anatomia dos vasos, da idade e das outras doenças, e é sempre falada com o cirurgião vascular.

O que depende de si

A única medida com efeito comprovado sobre a velocidade de crescimento é deixar de fumar por completo. Nos fumadores o aneurisma cresce mais depressa e rompe-se mais vezes, e a diferença nota-se logo nos primeiros anos depois de parar. O resto trabalha sobre os vasos em geral: tensão estável, menos sal e menos carne processada, perder peso quando há excesso, moderação com o álcool.

Com um aneurisma pode e deve manter-se atividade física: caminhar, nadar e andar de bicicleta é seguro e faz bem. As limitações dizem em regra respeito apenas a esforços de força máximos com a respiração suspensa, e devem ser falados à parte com o médico.

Consulta em linha: com que dúvidas recorrer

O médico da Oladoctor pode rever por videochamada o relatório da ecografia ou da tomografia, explicar o que significa aquele valor concreto de diâmetro e indicar quando marcar o controlo seguinte. A consulta faz sentido se o aneurisma foi encontrado por acaso e não é claro o que fazer a seguir; se houve um aneurisma da aorta na família e quer perceber se deve ser avaliado; se lhe foi proposta uma operação e quer rever com calma os riscos de cada técnica.

O formato em linha não serve para uma situação aguda. Perante uma dor abdominal ou lombar súbita e intensa, uma perda de consciência ou uma palidez brusca, não perca tempo a escrever: ligue para o número de emergência.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

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O Dr. Daniel Cuenca Leal é médico especialista em cirurgia geral, licenciado em Medicina pela Universidade de Valência. A sua atividade clínica centra-se na cirurgia geral e nas doenças digestivas. Tem também um interesse especial em ajudar pessoas que enfrentam problemas de saúde inesperados durante uma viagem.

O Dr. Cuenca Leal adquiriu experiência internacional durante estágios clínicos em Estrasburgo, França, e Stolzalpe, Áustria. Fala inglês e francês e compreende como pode ser difícil lidar com um problema de saúde num lugar desconhecido. Procura que cada consulta seja clara e prática: começa por conhecer os sintomas e as circunstâncias do paciente e, depois, explica os possíveis passos seguintes.

Além da sua formação em cirurgia, tem experiência em cuidados a feridas e na recuperação após procedimentos. Interessa-se também por problemas de saúde comuns durante as viagens, incluindo sintomas digestivos como a diarreia do viajante. Quando é necessário um exame físico, o tratamento presencial de uma ferida ou outro procedimento, pode ajudar o paciente a compreender por que razão esses cuidados são necessários.

A sua abordagem combina uma avaliação cuidadosa com uma comunicação clara. Quer se trate de uma questão de saúde digestiva, da recuperação após uma cirurgia ou de um problema que surgiu durante uma viagem, o Dr. Cuenca Leal ajuda o paciente a compreender a sua situação e a tomar decisões informadas sobre os seus cuidados de saúde.

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