Aterosclerose
A aterosclerose é uma alteração lenta da parede das artérias, no interior das quais crescem placas duras feitas de colesterol, células do sistema imunitário e…
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Medicamentos habitualmente prescritos para Aterosclerose
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 30 mgSubstância ativa: atorvastatinFabricante: Teva Pharma S.L.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 100 mg/comprimidoSubstância ativa: acetylsalicylic acidFabricante: Towa Pharmaceutical S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 10 mgSubstância ativa: atorvastatinFabricante: Towa Pharmaceutical S.A.Requer receita médica
A aterosclerose é uma alteração lenta da parede das artérias, no interior das quais crescem placas duras feitas de colesterol, células do sistema imunitário e tecido conjuntivo. O lume estreita-se, chega menos sangue ao órgão e a própria placa pode romper-se e cortar o fluxo por completo. O processo começa muito antes das primeiras queixas, por vezes ainda na juventude, e avança em silêncio durante anos. A velocidade a que avança, porém, depende sobretudo daquilo que a pessoa faz todos os dias.
O que acontece dentro da parede da artéria
Tudo começa com uma lesão do revestimento interno do vaso. Gastam-no a tensão alta, o fumo do tabaco, o açúcar elevado no sangue e a inflamação crónica. Na zona lesada penetram partículas de colesterol de baixa densidade, à volta delas juntam-se as células imunitárias e assim nasce a placa: primeiro mole, com um núcleo de gordura, mais tarde dura, com cálcio.
A partir daí há dois desfechos possíveis. A placa cresce devagar e estreita o lume pouco a pouco: então falta oxigénio ao órgão durante o esforço e a pessoa sente-o como dor ou falta de ar que passa com o repouso. Ou então a fina cobertura da placa rasga-se, sobre a rotura forma-se um trombo em poucos minutos e a artéria fecha-se: é assim que acontecem o enfarte e a maior parte dos acidentes vasculares cerebrais. Daqui decorre uma conclusão pouco intuitiva: perigosa não é tanto a espessura da placa como a sua fragilidade. Uma placa pequena e mole rompe-se mais vezes do que um estreitamento duro que há anos não muda.
Onde a doença dá sinal
As artérias adoecem em todo o corpo, e as queixas dependem do território que ficou mais estreito.
- Coração. Aperto, ardor ou peso atrás do esterno ao subir escadas, com frio ou depois de comer; alivia ao fim de alguns minutos de repouso. Às vezes, em vez de dor, há apenas falta de ar ou uma fraqueza desacostumada.
- Pernas. Dor nos músculos da barriga da perna ou da coxa que surge mais ou menos sempre à mesma distância de marcha e obriga a parar. Mais tarde chegam os pés frios, a queda dos pelos nas pernas e as feridas que não saram.
- Pescoço e cérebro. Fraqueza passageira de um braço, boca ao lado, fala confusa, perda de visão de um olho, tudo resolvido sozinho em minutos. Um episódio destes não é «escapou-se bem», mas o aviso de um acidente vascular que se está a preparar.
- Abdómen. Dor surda meia hora depois das refeições, por causa da qual a pessoa acaba a recear comer e perde peso.
- Rins. Tensão arterial que deixa de responder aos medicamentos do costume.
Numa boa parte das pessoas não há queixa nenhuma até ao primeiro episódio agudo. Por isso a aterosclerose não se procura pelos sintomas, mas pelos fatores de risco.
O que acelera o processo
- fumar, em qualquer forma de inalar tabaco ou nicotina: é a maneira mais rápida de estragar o revestimento dos vasos;
- colesterol de baixa densidade alto com o «protetor» baixo;
- tensão arterial elevada, incluindo a que não se sente de todo;
- diabetes e pré-diabetes: o excesso de açúcar danifica os vasos de forma direta;
- peso a mais, sobretudo com aumento do perímetro da cintura, e vida sedentária;
- doença renal crónica e inflamação prolongada: artrite reumatoide, psoríase, uma infeção não tratada;
- idade, sexo masculino e episódios vasculares precoces em familiares diretos: isto não se muda, mas com isto a fasquia para tudo o resto desce.
Merece referência à parte uma causa rara mas importante: a hipercolesterolemia familiar. É uma falha hereditária pela qual o colesterol é alto desde o nascimento e as artérias envelhecem duas ou três décadas mais cedo: o enfarte é possível entre os 35 e os 45 anos numa pessoa sem quaisquer maus hábitos. Devem alertar um colesterol muito alto que quase não se mexe com a dieta; enfartes ou morte súbita em familiares antes dos 55 anos nos homens e dos 60 nas mulheres; nódulos amarelados e duros nos tendões, espessamentos nas pálpebras e um anel claro no bordo da íris em idade jovem. Aqui o problema não é a alimentação, e convém estudar toda a família, incluindo as crianças.
Sinais que obrigam a chamar a emergência
- dor no peito, em aperto ou em queimadura, com mais de 15 minutos, a irradiar para o braço, o pescoço, o maxilar ou as costas, com suor frio, náuseas e sensação de medo;
- boca ao lado, fraqueza de um braço ou de uma perna de um dos lados, fala arrastada, perda súbita de visão ou de equilíbrio, mesmo que já tenha passado;
- dor súbita e intensa numa perna ou num braço, com a pele pálida ou marmoreada, o membro frio, adormecido e difícil de mexer;
- dor abdominal brusca, muito mais forte do que o exame faria supor, sobretudo com pulso irregular;
- falta de ar grave e súbita em repouso.
Ligue para o serviço de emergência, o 112 ou o número local. Não conduza sozinho nem espere que «passe»: com uma artéria fechada o tempo conta-se em minutos.
O que mostram os exames
O primeiro passo é simples e barato: tensão nos dois braços, perfil lipídico, glicemia e hemoglobina glicada, função dos rins e eletrocardiograma. A isto o médico junta o peso, os anos de tabaco e a história familiar; tudo junto dá o risco para os próximos anos, e é esse risco que determina com que intensidade tratar.
Depois depende do caso. A ecografia das artérias do pescoço e das pernas mostra as placas e a velocidade do fluxo, e a comparação da tensão no braço e no tornozelo diz se as artérias das pernas estão permeáveis. Perante dor no peito faz-se uma prova de esforço, uma ecografia do coração e, se for preciso, uma tomografia das artérias coronárias ou uma coronariografia. O cálcio na parede vê-se na tomografia e afina o prognóstico quando o risco fica na fronteira.
O que o tratamento consegue
Fazer desaparecer as placas por completo não é possível, e prometer o contrário seria desonesto. Mas o tratamento trava o crescimento da placa e torna a sua cobertura mais resistente, ou seja, reduz a probabilidade de rotura e de trombo.
A base do tratamento farmacológico são as estatinas; se o efeito for insuficiente, o médico acrescenta fármacos de outras classes hipolipemiantes. Usam-se também medicamentos para a tensão, antiagregantes e fármacos para controlar o açúcar na diabetes. As doses e as associações são escolhidas pelo médico segundo o nível de risco e a tolerância, e é por isso que o esquema de outra pessoa não serve.
Sobre as estatinas correm muitos receios. As dores musculares existem, mas a causa é mais vezes outra, e só se esclarece com o médico, mudando o fármaco ou a dose. Suspendê-las por iniciativa própria é o pior de tudo: o risco volta ao ponto de partida em poucas semanas.
Quando o lume está criticamente fechado, pondera-se uma intervenção: um stent, um bypass e, perante uma placa perigosa no pescoço, a sua remoção. Para a dor nas pernas resulta ainda um método sem fármacos: caminhar com regularidade até ao aparecimento da dor, com paragens curtas. Com o tempo desenvolvem-se vasos alternativos e a distância aumenta.
Hábitos que mudam o prognóstico
- deixar de fumar por completo: nota-se já nos primeiros meses;
- caminhar, nadar ou pedalar cerca de 150 minutos por semana, de forma regular e não aos arrancos;
- menos gordura saturada e pastelaria industrial, mais legumes, leguminosas, frutos secos, peixe e azeite;
- o álcool não protege os vasos: quanto menos, melhor;
- medir a tensão em casa e apontar os valores em vez de se guiar pelas sensações;
- dormir o suficiente e mandar avaliar a respiração durante o sono se houver ressonar alto com pausas;
- tomar os medicamentos prescritos de forma continuada, mesmo quando se sente bem.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico analisa as queixas e a história familiar, avalia o risco com as análises já existentes, explica que exames são precisos e por que ordem, ajuda a perceber os medicamentos prescritos e os seus efeitos indesejáveis e indica quando é necessária uma consulta presencial de cardiologia ou de cirurgia vascular.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Aterosclerose
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