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Medicamentos habitualmente prescritos para Cálculos das glândulas salivares (sialolitíase)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorio Stada S.L.Não requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 400 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Aurovitas Spain, S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 100 mg / 5 mlSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Laboratorio Aldo Union S.L.Requer receita médica
Nas glândulas salivares e nos seus canais podem formar-se pequenas pedras de sais de cálcio. Enquanto o cálculo é minúsculo e a saliva passa à sua volta, nada se nota. Quando tapa o canal, a saliva deixa de ter saída e a glândula incha. A mais atingida é a submandibular: o canal é comprido, sobe e transporta uma saliva espessa. Em si, o problema não é grave e muitíssimos cálculos saem sem qualquer operação. O que interessa é outra coisa: a saliva parada infeta-se com facilidade, e a partir daí deixa de ser um assunto que possa esperar.
O inchaço que aparece às refeições
É o sinal mais reconhecível e muitas vezes chega para orientar o diagnóstico. A pessoa senta-se à mesa — sobretudo se o prato é ácido ou simplesmente cheira bem — e em poucos minutos surge um alto tenso por baixo do maxilar ou à frente da orelha. Dá sensação de repuxo, aperta, por vezes dói mesmo. Meia hora ou uma hora depois da refeição o inchaço cede sozinho ou diminui muito, e até à refeição seguinte não incomoda. Um ou dois dias depois, repete-se tudo.
A explicação é simples: a visão e o cheiro da comida põem a glândula a produzir saliva, a saliva embate no cálculo e distende a glândula por dentro. Quando a produção para, a pressão desce aos poucos.
A par disto pode haver:
- dor surda na boca ou por baixo do maxilar, que vai e vem;
- boca seca, saliva viscosa, sabor desagradável;
- a sensação de areia ou de um grão duro debaixo da língua — por vezes o cálculo consegue apalpar-se com a ponta da língua ou com o dedo, mesmo junto à saída do canal;
- dificuldade em abrir bem a boca quando a glândula está muito inchada.
Se o alto não aparece às refeições, dura há semanas e nunca muda de tamanho, dificilmente será um cálculo. Esses casos são tratados mais adiante.
Porque se formam os cálculos
Não há uma causa única, mas sabe-se bem o que ajuda um cálculo a crescer: a estagnação e a espessura da saliva. Quanto menos saliva houver e mais viscosa for, mais facilmente os sais precipitam e se agregam à volta de uma migalha ou de um grumo de muco.
Aumentam o risco:
- a desidratação: beber pouco, transpirar muito, ter tido vómitos ou diarreia;
- os medicamentos que secam a boca: diuréticos, muitos antialérgicos, fármacos para a tensão arterial, antidepressivos, tratamentos para a incontinência;
- o tabaco;
- uma inflamação ou um traumatismo anterior que tenha deixado o canal estreitado;
- as doenças que cursam com boca seca, em especial a síndrome de Sjögren, e as sequelas da radioterapia ao pescoço;
- a gota, que pode dar cálculos de ácido úrico.
A hereditariedade não intervém e a sialolitíase não se apanha de ninguém. Um cálculo que saiu não costuma voltar, mas se o canal ficou lesado a tendência pode manter-se.
O que ajuda o cálculo a sair
Todas as medidas caseiras têm o mesmo objetivo: levar a glândula a produzir mais saliva, e mais fluida, para que empurre a pedra para fora. Não é crendice: os cálculos pequenos saem assim com bastante frequência.
- O ácido. Um gomo de limão, um rebuçado ácido sem açúcar, um pouco de sumo de limão na água. O sabor ácido é o estímulo natural mais forte da salivação. Sem açúcar, para não castigar dentes que já têm pouca saliva.
- A mastigação. Pastilha elástica sem açúcar várias vezes ao dia, dez a quinze minutos de cada vez. Funcionam tanto o gesto de mastigar como o sabor.
- Beber. Litro e meio a dois litros de água por dia, salvo se o médico tiver limitado os líquidos. A saliva espessa precisa de ser diluída.
- Massagem. Com os dedos limpos e mornos, massaje a glândula desde a sua margem mais afastada em direção à saída do canal: a submandibular do ângulo do maxilar para a frente, até ao queixo; a parótida da orelha para a frente, até à bochecha. Com suavidade, alguns minutos, duas ou três vezes ao dia. Resulta melhor logo a seguir ao ácido: a saliva já corre e a pessoa limita-se a ajudá-la a arrastar o cálculo.
- Calor. Uma compressa morna, não quente, sobre a glândula durante cinco a dez minutos antes da massagem. O calor relaxa o canal.
- Analgesia. Para a dor servem os analgésicos comuns sem receita, paracetamol ou ibuprofeno, conforme o folheto informativo. O ibuprofeno reduz também o inchaço.
A sequência calor, ácido e massagem repete-se várias vezes ao dia e merece uma ou duas semanas de tentativa. Os sintomas vão voltar enquanto o cálculo estiver lá: isso não quer dizer que o método não resulte, quer dizer que a pedra ainda não saiu.
O que não deve fazer
Não tente tirar o cálculo com uma agulha, um palito, um clipe ou um alfinete, mesmo que o veja debaixo da língua. A mucosa do canal é muito delicada, qualquer ferida cicatriza, o canal estreita e o cálculo seguinte fica preso de vez. É ainda a via mais direta para a infeção entrar na glândula.
Não carregue com força numa glândula inflamada na esperança de «espremer o pus». Assim a infeção desce para os tecidos do pescoço, e isso já é outra história.
Não aplique calor se a pele por cima estiver vermelha e quente: o calor ajuda quando há apenas estagnação, mas alimenta uma infeção purulenta já instalada.
Quando a glândula infeta: ao médico no próprio dia
Enquanto o inchaço apenas aperta e cede entre as refeições, não há pressa. Mas a saliva parada é um bom meio para as bactérias e a infeção da glândula avança depressa. Massajá-la nesse momento é inútil e prejudicial: é preciso um médico e, muito provavelmente, um antibiótico.
Procure o médico no próprio dia se surgir pelo menos um destes sinais:
- a glândula está quente ao toque e a pele por cima ficou vermelha;
- a dor deixou de depender das refeições, é constante e vai aumentando;
- há febre, arrepios e mal-estar geral;
- sai pus pela saída do canal ou nota-se um sabor pútrido intenso;
- o inchaço cresce a olhos vistos e alastra para o pescoço.
Chame uma ambulância (em Portugal o número único europeu é o 112) se:
- o inchaço levanta o pavimento da boca e a língua, e falar ou engolir se torna difícil;
- respira com dificuldade, a voz soa abafada e precisa de estar sentado com o pescoço esticado para a frente;
- a boca não abre, o pescoço está inchado e rígido, e há ainda febre alta.
São sinais de que o pus passou para os tecidos do pavimento da boca e do pescoço. É raro, mas compromete a respiração: aqui não se espera pela manhã seguinte.
O que pode parecer um cálculo
Por baixo do maxilar e à frente da orelha o inchaço nem sempre é um cálculo, e distinguir tem importância.
- Um gânglio aumentado. Uma bolinha pequena e móvel, frequente depois de uma amigdalite ou de um dente doente. Não tem qualquer relação com as refeições.
- Papeira e outras parotidites virais. As duas parótidas incham quase ao mesmo tempo, os lóbulos das orelhas ficam afastados, há febre e mal-estar geral.
- Canal estreitado por uma inflamação antiga. O quadro é igual ao do cálculo, mas a pedra não existe: só os exames o mostram.
- Tumor de glândula salivar. É a causa rara mas mais importante, aquela que não pode passar despercebida. Preocupa um nódulo que cresce devagar e sem parar, sem relação com as refeições, duro e fixo, com a pele retraída por cima, e sobretudo se do mesmo lado uma parte da cara adormece ou deixa de se mexer. Qualquer inchaço junto a uma glândula salivar que dure mais de três ou quatro semanas e não se comporte «como cálculo» deve ser observado pelo médico, mesmo que não doa nada.
Se o cálculo não sai sozinho
As medidas caseiras dão tempo, mas não resolvem tudo. Quando o cálculo é grande ou está profundo, é preciso o médico. Começa-se por observar e apalpar o canal pelo interior da boca e depois faz-se uma ecografia: rápida, inofensiva, mostra tanto a pedra como o estado da glândula. Se o quadro não ficar claro, acrescenta-se uma tomografia ou um estudo dos canais com contraste.
A partir daí há várias vias, escolhidas conforme o tamanho e a localização do cálculo:
- o cálculo encravado à saída do canal é retirado com um instrumento fino e rombo na própria consulta, sob anestesia local;
- sialoendoscopia: introduz-se no canal um endoscópio finíssimo, localiza-se o cálculo e retira-se com um cesto ou fragmenta-se, preservando canal e glândula;
- uma pequena incisão do canal pelo interior da boca para libertar a pedra;
- a fragmentação do cálculo com ondas de ultrassons, disponível apenas em alguns centros.
Retirar a glândula inteira é hoje o último recurso, reservado às glândulas irreversivelmente danificadas por episódios repetidos. Antigamente recorria-se a isso com muito mais facilidade; agora procura-se conservá-la, porque é precisa para manter a boca húmida e proteger os dentes das cáries.
Consulta em linha
A sialolitíase é justamente um daqueles temas em que falar com um médico à distância rende muito. Pela descrição de quando exatamente aparece o inchaço e da rapidez com que cede, o médico já forma uma ideia clara e consegue separar a estagnação corrente de uma infeção que exige antibiótico e observação presencial nesse mesmo dia.
Na consulta da Oladoctor o médico explica como massajar corretamente a sua glândula, revê quais dos medicamentos que toma habitualmente podem estar a secar-lhe a boca e se vale a pena discutir uma substituição, e diz quanto tempo é razoável esperar pela saída do cálculo e em que momento é altura de marcar uma ecografia. Se os sinais apontarem para infeção ou para um nódulo que não se comporta como cálculo, di-lo com clareza e indica a que especialista recorrer e com que urgência.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Cálculos das glândulas salivares (sialolitíase)
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