Quisto da glândula de Bartholin
De cada lado da entrada da vagina, na espessura dos grandes lábios, existem duas pequenas glândulas.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Quisto da glândula de Bartholin
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 875/125 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Tecnimede España Industria Farmaceutica S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 500 mg/125 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Almus Farmaceutica S.A.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: PERFURAÇÃO INJETÁVEL, 500 mgSubstância ativa: metronidazoleFabricante: B Braun Medical S.A.Requer receita médica
De cada lado da entrada da vagina, na espessura dos grandes lábios, existem duas pequenas glândulas. Os seus canais abrem-se para fora e libertam um líquido que mantém a mucosa húmida. Se um canal fica obstruído, o líquido permanece lá dentro e a glândula incha: é assim que surge um quisto. É um dos nódulos mais frequentes desta zona, por si só não é perigoso e muitas vezes resolve-se sem qualquer intervenção. Ainda assim, duas circunstâncias tornam obrigatória a avaliação médica: o quisto pode infetar e, muito raramente, por trás de um nódulo parecido esconde-se uma doença completamente diferente.
O que se nota
Habitualmente o quisto descobre-se por acaso, ao apalpá-lo durante a higiene ou quando a roupa interior começa a incomodar. É mole, desloca-se sob os dedos e fica de um só lado, junto ao bordo inferior da entrada da vagina. O tamanho pode ser qualquer um, de uma ervilha a uma ameixa grande. Um quisto pequeno não dá sintomas nenhuns.
Quando cresce, surgem:
- sensação de corpo estranho, de tensão ou de peso de um dos lados;
- uma diferença visível entre os lábios, um deles mais volumoso e afastado;
- desconforto ao andar, ao andar de bicicleta ou ao estar muito tempo sentada;
- dor ou incómodo nas relações sexuais.
Afeta sobretudo mulheres em idade fértil, aproximadamente dos vinte aos quarenta e poucos anos. Depois da menopausa as glândulas trabalham menos e os quistos tornam-se bastante mais raros.
Quando o quisto infeta
Se entrarem bactérias na glândula obstruída, o conteúdo transforma-se em pus e forma-se um abcesso. A diferença em relação a um quisto tranquilo é evidente: em poucas horas, ou num ou dois dias, um nódulo silencioso muda de carácter.
- a dor torna-se intensa e latejante e dificulta andar e sentar;
- a pele por cima estica e fica quente e vermelha, embora a vermelhidão se veja pior em peles escuras, pelo que deve guiar-se pelo calor e pelo inchaço;
- o nódulo aumenta depressa e fica tenso;
- sobe a temperatura e surgem arrepios e mal-estar geral;
- por vezes o abcesso rompe sozinho e sai pus com mau cheiro.
Um abcesso não se reabsorve nem espera: tem de ser aberto e drenado, em regra no próprio dia. Recorra a atendimento urgente e, se houver febre alta com arrepios, vermelhidão que se alastra, fraqueza marcada ou tonturas, ligue para o 112, porque assim pode começar uma infeção que exige internamento.
Um nódulo que não pode ficar sem observação
Outras coisas têm aspeto semelhante: um quisto sebáceo, um lipoma, um folículo piloso inflamado, uma hérnia, verrugas genitais ou as vesículas do herpes. Merece referência à parte uma causa rara mas séria: o cancro da vulva. É pouco frequente e surge quase sempre depois dos cinquenta ou sessenta anos, mas numa fase inicial também pode parecer um nódulo inofensivo ao lado da entrada da vagina.
Daí uma regra prática: nas mulheres com mais de quarenta anos, e sempre que um nódulo não desaparece, continua a crescer, se tornou duro e fixo, ulcerou ou sangra, o médico colhe um fragmento de tecido para análise. Não é sinal de que se suspeite do pior, mas uma precaução comum e o único modo de distinguir com segurança uma coisa da outra. Pela mesma razão, vale a pena mostrar qualquer nódulo novo nesta zona, mesmo que não doa nada.
O que se pode fazer em casa
Enquanto o quisto for pequeno e não estiver infetado, o objetivo é um só: ajudar o canal a abrir e aliviar o incómodo.
- Banhos de assento com água morna, três a quatro vezes por dia durante um quarto de hora, vários dias seguidos. O calor permite muitas vezes que o conteúdo saia sozinho.
- Uma compressa morna e húmida, se o banho for pouco prático.
- Um analgésico de venda livre, se a dor incomodar; havendo alergia a estes fármacos ou problemas de estômago, pergunte primeiro na farmácia.
- Roupa interior de algodão folgada e nada de géis nem sprays perfumados na zona.
O que não se deve fazer é espremer, picar com uma agulha ou tentar abrir ou coçar o quisto por conta própria. Assim introduzem-se bactérias e um quisto inofensivo transforma-se num abcesso. Se o quisto rompe sozinho, é boa notícia: a dor passa logo. Lave a zona com água morna, mantenha-a limpa e seca e deixe cicatrizar.
Como o médico trata
A observação costuma bastar para perceber do que se trata. Tem o direito de pedir que esteja presente uma terceira pessoa durante o exame, seja uma enfermeira, seja alguém que a acompanhe. Do abcesso colhe-se conteúdo para cultura e, havendo motivo, propõem-se análises para infeções sexualmente transmissíveis: a gonorreia e a clamídia podem participar na infeção, embora mais frequentemente a causa sejam as bactérias comuns da pele e do intestino.
Um quisto tranquilo que não incomoda não precisa de tratamento e é apenas vigiado. Quando é grande, doloroso ou infetou, é drenado. Uma simples punção ajuda pouco tempo, porque a cavidade fecha e volta a encher. Por isso procura-se manter uma saída: introduz-se através de uma pequena incisão um cateter fino com um balão insuflável, que fica algumas semanas até os bordos cicatrizarem formando um canal permanente. A alternativa é a marsupialização, em que os bordos da incisão são suturados à pele, criando uma nova abertura do canal. Ambas se fazem com anestesia local e, menos vezes, geral. Os antibióticos nem sempre são precisos: fazem falta quando o tecido à volta está claramente inflamado, com febre, na gravidez ou com defesas baixas, mas não substituem a drenagem.
Os quistos voltam em cerca de uma em cada dez mulheres. Quando as recidivas são teimosas, discute-se a remoção da glândula inteira, uma operação reservada para último recurso por ser mais complexa e sangrar.
Consulta em linha: em que ajuda
A consulta à distância faz sentido quando o nódulo acabou de aparecer e não se percebe se há motivo de preocupação. O médico reconstitui como e quando surgiu e o que se sente, explica o que esperar e que medidas caseiras valem a pena. Em linha é também cómodo tratar do que vem a seguir: como cuidar da zona depois da drenagem, o que fazer se o quisto voltar, se são precisas análises para infeções, se vale a pena pôr a cirurgia em cima da mesa. Ainda assim, qualquer nódulo novo tem de ser observado presencialmente mais cedo ou mais tarde, porque à distância não se apalpa. E com dor que cresce depressa, pus e febre é preciso ser vista hoje mesmo, não numa conversa escrita.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
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