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Medicamentos habitualmente prescritos para Demência
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 10 mgSubstância ativa: donepezilFabricante: Laboratorios Combix S.L.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA, 4,5 mgSubstância ativa: rivastigmineFabricante: Novartis Europharm LimitedRequer receita médica
A demência não é uma doença concreta, mas o nome que reúne os processos em que a memória, o pensamento, a linguagem e a capacidade de se desenrascar no dia a dia se vão deteriorando. Por trás há sempre uma causa determinada: mais vezes a doença de Alzheimer e, menos vezes, as lesões vasculares do cérebro, a demência de corpos de Lewy ou a degenerescência frontotemporal. A idade aumenta o risco, mas a demência não faz parte do envelhecimento normal: um esquecimento que impede de viver é motivo para investigar, não para atribuir aos anos.
Primeiros sinais
O começo costuma ser difuso, e vê-se melhor de fora do que por dentro:
- repetem-se as mesmas perguntas e as mesmas histórias; o que aconteceu há pouco perde-se, enquanto o antigo se recorda bem;
- custa encontrar palavras correntes e a fala torna-se vaga: «aquela coisa», «aquilo de lá»;
- confusão com o tempo e o lugar: a pessoa perde-se num bairro conhecido ou não sabe que dia é;
- as sequências de sempre complicam-se: cozinhar seguindo uma receita, pagar uma conta, preparar uma viagem;
- o carácter muda: surgem irritabilidade, desconfiança, apatia, e perde-se o gosto pelo que antes dava prazer.
Um esquecimento isolado por cansaço ou stress é comum. O que inquieta não é o episódio em si, mas a sua progressão: há um mês a pessoa geria-se, agora já não.
Quando recorrer ao médico
- a perda de memória ou de raciocínio é evidente para a própria pessoa ou para quem lhe está próximo e dura vários meses;
- a pessoa deixou de fazer coisas que antes fazia sozinha;
- surgiram mudanças de comportamento e de humor que não são dela;
- o familiar abandona as suas atividades e o convívio com os outros.
Não convém adiar, e por uma razão prática: algumas situações que se parecem com demência são reversíveis — depressão, défice de vitamina B12, alterações da tiroide, efeitos secundários de medicamentos, sequelas de uma pancada na cabeça. Detetam-se com um estudo e tratam-se.
Como se chega ao diagnóstico
Pela conversa e por provas. O médico pergunta o que mudou e desde quando, avalia memória e raciocínio com tarefas breves, pede análises para excluir as causas reversíveis e, se for necessário, encaminha para uma ressonância magnética ou uma TC do crânio e para a neurologia ou a psiquiatria.
À consulta convém ir acompanhado de alguém próximo: de fora notam-se mudanças que o próprio doente não percebe ou considera sem importância. Ajuda anotar antes o que se tornou mais difícil e desde quando, e levar a lista de todos os medicamentos.
O que o tratamento traz
Ainda não existe um fármaco que trave o processo degenerativo. Mesmo assim tratar faz sentido, e por várias razões: os medicamentos para a doença de Alzheimer podem melhorar durante algum tempo a memória e a atenção, o controlo da tensão, do açúcar e do colesterol trava a forma vascular, e tratar à parte a depressão, a ansiedade e as perturbações do sono produz muitas vezes uma melhoria que a família vive como o regresso da pessoa de antes.
Tão importante como isso é organizar a vida: uma rotina diária clara, etiquetas nos armários, um calendário grande na parede, uma caixa de comprimidos, as coisas de sempre nos sítios de sempre. Isso reduz a ansiedade e prolonga a autonomia.
Para quem cuida
Cuidar de uma pessoa com demência é uma carga que se arrasta, e o esgotamento aqui não é fraqueza, é algo previsível. Vale a pena saber com antecedência que apoios existem na zona onde se vive, repartir tarefas entre os familiares e reservar tempo de descanso. O estado de quem cuida faz parte do tratamento, não é um assunto secundário.
Perguntas frequentes
Os esquecimentos acabam sempre em demência? Não. As alterações moderadas de memória próprias da idade podem manter-se estáveis durante anos, sem progredir.
A demência é hereditária? Na maioria dos casos não há transmissão direta. Existem formas familiares, mas são pouco frequentes.
Pode reduzir-se o risco? Em parte sim: o controlo da tensão e da glicemia, deixar de fumar, a atividade física, tratar a perda de audição e manter as relações sociais associam-se a um risco menor.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico analisa o que mudou exatamente, pondera que causas reversíveis convém excluir primeiro, explica que estudos serão necessários e indica a que especialista recorrer presencialmente.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 22 de jul de 2026
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