Ir para o conteúdo principal

Distúrbio temporomandibular (DTM)

A articulação temporomandibular liga o maxilar inferior ao crânio mesmo à frente do pavilhão da orelha: ponha ali os dedos e abra a boca, e vai sentir a…

Obter uma receita online

Obter uma receita online

Um médico analisará o seu caso e poderá emitir uma receita se for clinicamente apropriado.

Falar com um médico online

Falar com um médico online

Discuta os seus sintomas e as opções de tratamento com um médico.

Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

A articulação temporomandibular liga o maxilar inferior ao crânio mesmo à frente do pavilhão da orelha: ponha ali os dedos e abra a boca, e vai sentir a cabeça da articulação deslizar para a frente. Trabalha mais do que qualquer outra articulação do corpo. Quando a própria articulação, o disco que tem no interior ou os músculos mastigadores em redor deixam de dar conta, surgem dor junto ao ouvido, estalidos e a sensação de que a mandíbula anda por sua conta. A este quadro chama-se distúrbio, ou disfunção, temporomandibular. É muito frequente, raramente é perigoso e na maioria das pessoas resolve-se com medidas simples — mas a dor na mandíbula tem algumas causas mais sérias, e essas também é preciso conhecer.

Como se manifesta

O conjunto de queixas é bastante reconhecível:

  • dor surda à frente do ouvido, na bochecha, na têmpora e por vezes no próprio ouvido, quase sempre de um lado, embora possa ser dos dois;
  • estalidos, cliques ou ruído de atrito ao abrir e fechar a boca;
  • dificuldade em abrir muito a boca: uma sandes grande não entra, a ida ao dentista torna-se penosa;
  • a mandíbula «prende» de vez em quando e é preciso movê-la para o lado para a libertar;
  • dor de cabeça nas têmporas, sensação de ouvido tapado ou zumbido, tonturas;
  • músculos mastigadores cansados e tensos ao acordar, e a impressão de que os dentes já não encaixam como dantes.

A dor costuma agravar-se a mastigar, a falar muito tempo, a bocejar e nas fases de maior tensão. Muitos vão primeiro ao otorrino, convencidos de que o problema está no ouvido, porque a dor irradia para lá de forma muito convincente. Convém saber também que estalidos sem dor existem em imensas pessoas saudáveis e não precisam de tratamento nenhum.

De onde vem

Raramente atua uma só causa: em geral somam-se várias.

  • Apertar e ranger os dentes. De dia, sob tensão, ao volante, à frente de um ecrã; de noite, a dormir, algo de que a pessoa não dá conta enquanto alguém de casa não lho disser ou o dentista não vir os dentes gastos. Os músculos mastigadores trabalham a noite inteira e de manhã a mandíbula dói.
  • Stresse e falta de sono. Não é «da cabeça»: a tensão passa literalmente para os músculos da face e do pescoço, e dormir mal baixa a tolerância à dor.
  • Sobrecarga por hábitos. Horas de pastilha elástica, roer as unhas e as canetas, arrancar alimentos duros com os dentes da frente, apoiar o queixo na mão.
  • Deslocamento do disco articular. A almofada de cartilagem no interior escorrega e volta ao sítio, e daí o estalido; quando deixa de voltar, a boca abre pior.
  • Alterações da articulação com a idade e artrite, incluindo as de origem inflamatória.
  • Traumatismos: uma pancada na mandíbula ou no queixo, um tratamento dentário demorado com a boca muito aberta, a entubação durante uma anestesia.
  • A forma da mordida, fator menos determinante do que se costuma pensar: imensa gente com mordida irregular nunca tem dores.

O primeiro passo: dar descanso à mandíbula

A lógica do tratamento é simples: reduzir a carga sobre a articulação e os músculos e dar tempo a que a inflamação acalme. Na maioria das pessoas resulta.

  • Comida mole. Durante duas ou três semanas retire tudo o que exija mastigação longa e forte: carne rija, tostas, frutos secos, maçãs e cenouras cruas, rebuçados pegajosos, cacetes. Corte os alimentos pequenos e mastigue dos dois lados.
  • Não abrir muito a boca. Bocejar amparando o queixo com a mão, evitar dentadas grandes, fazer pausas ao cantar ou ao falar muito tempo.
  • Nada de pastilha, unhas ou canetas. É a sobrecarga mais frequente e a mais subestimada.
  • Os dentes devem estar afastados. Em repouso, lábios juntos, dentes sem se tocarem e língua apoiada no palato. Verifique isto várias vezes ao dia: a maioria de quem tem este problema mantém a mandíbula apertada quase todo o dia sem reparar.
  • Calor. Um pano húmido quente ou um saco de água quente através de tecido, à frente do ouvido durante quinze a vinte minutos, relaxa os músculos. Se a articulação estiver inchada e doer de forma aguda, nos primeiros dias resulta melhor o frio: gelo envolvido numa toalha durante uns quinze minutos.
  • Automassagem. Amasse suavemente com os dedos, em pequenos círculos e durante alguns minutos, o músculo da bochecha e o da têmpora.
  • Analgésicos. Paracetamol ou um anti-inflamatório não esteroide, em ciclo curto. Havendo problemas de estômago, rins ou coração, ou outros medicamentos em curso, convém confirmar a escolha com o médico ou na farmácia.

Exercícios, apertar os dentes de noite e stresse

Quando a dor aguda acalma, ao repouso junta-se o movimento: uma mandíbula parada também começa a doer. Os exercícios fazem-se várias vezes ao dia, devagar, até sentir uma tensão ligeira e nunca a forçar a dor. Por exemplo: apoiar a ponta da língua no palato, atrás dos dentes de cima, e abrir e fechar a boca lentamente, vigiando que a mandíbula desça a direito, sem desviar para o lado; ou resistir levemente com um dedo à abertura, mantendo o esforço alguns segundos. O programa é melhor ser ajustado por um fisioterapeuta que trabalhe esta zona.

O apertar noturno trata-se à parte. Os sinais: mandíbula dorida e cansada ao acordar, dor de cabeça logo de manhã, dentes gastos ou sensíveis, marcas dos dentes nos bordos da língua, queixas de quem dorme ao lado por causa do ranger. Ajuda tudo o que melhore o sono: hora fixa para deitar, deixar o café a partir da tarde, o ecrã longe da cama, um serão calmo. O álcool à noite só agrava o ranger. O dentista pode fazer uma goteira, uma placa fina feita à medida para usar de noite: não ensina a deixar de apertar, mas assume a carga, protege os dentes e muitas vezes tira a dor matinal. A goteira faz-se a partir de um molde; as pré-fabricadas de venda livre assentam pior e por vezes pioram o quadro.

O stresse não é aqui um pormenor lateral, é parte ativa do tratamento. Exercícios de respiração, atividade física regular, técnicas de relaxamento e, se a ansiedade se arrasta, uma conversa com o psicólogo baixam a tensão muscular tanto como os comprimidos. E se o apertar começou depois de um medicamento novo, diga-o ao médico: alguns fármacos provocam-no.

Dor na mandíbula que pode não ser da articulação

Antes de tratar a mandíbula convém ter a certeza de que o problema está mesmo ali. Há duas situações em que esta dor significa outra coisa por completo.

Numa pessoa com mais de cinquenta anos, a dor na mandíbula ao mastigar pode ser uma arterite temporal, ou seja, uma arterite de células gigantes. Reconhece-se pelo padrão: a dor aparece ao fim de algumas dezenas de segundos a mastigar, obriga a interromper a refeição e, depois da pausa, é possível continuar. Ao lado há em geral uma dor de cabeça nova na têmpora, couro cabeludo dorido ao pentear, fraqueza e perda de peso. É uma urgência: sem tratamento leva a uma perda de visão súbita e irreversível, por isso é preciso recorrer ao médico com urgência e, perante qualquer alteração da visão, de imediato. Pode ler mais na nossa página sobre a arterite de células gigantes.

A dor na mandíbula pode vir do coração. A angina de peito e o enfarte irradiam com frequência para o maxilar inferior, os dentes, o pescoço e o braço esquerdo, e numa parte das pessoas — sobretudo mulheres, idosos e pessoas com diabetes — pode não haver dor no peito nenhuma. Deve alertar a dor que surge com o esforço e passa em repouso, bem como qualquer dor na mandíbula acompanhada de falta de ar, suores frios, náuseas, sensação de desmaio ou aperto no peito. Nessa situação chame imediatamente uma ambulância: em Espanha, Itália, Portugal, Polónia e Ucrânia funciona o número europeu único 112. Não é altura de averiguar se é ou não a articulação.

Um dente, um inchaço e uma mandíbula bloqueada

Mais duas situações muitas vezes confundidas com um problema da articulação.

Infeção dentária. Se há um dente doloroso que reage ao calor e à percussão, a gengiva ou a bochecha estão inchadas e surgiu febre, isto não é DTM, é uma infeção, e exige dentista no próprio dia. Sinal de alarme à parte: quando o inchaço cresce depressa, alastra ao pescoço ou por baixo da língua e se torna difícil abrir a boca, engolir ou respirar. Aí é preciso ambulância, porque essa infeção é perigosa.

Luxação da mandíbula. Se depois de um bocejo largo ou de um grito a boca ficou aberta e não há maneira de a fechar, a mandíbula está luxada. Não tente recolocá-la nem deixe que um familiar o faça: é preciso um médico, a redução é feita com uma manobra própria e, se necessário, com analgesia e relaxamento muscular. Quanto mais tempo a articulação ficar fora do sítio, mais difícil é reduzi-la. Um «prender» breve que se solta com um pequeno movimento lateral é outra coisa e faz parte do quadro habitual do DTM.

E mais um motivo para consultar sem pressa, mas sem falhar: dor de um só lado que cresce teimosamente durante semanas, dormência do queixo ou do lábio, um nódulo na zona da mandíbula ou do pescoço, perda de peso inexplicada. São sinais pouco frequentes mas sérios, e não se tratam com uma goteira.

O que o médico pode propor

Se ao fim de algumas semanas de medidas por conta própria nada mudou, entram os profissionais, em geral o dentista ou o médico de família. Observam a articulação e os músculos, avaliam como a boca abre, verificam os dentes e excluem aquilo que ficou descrito acima. Com um quadro típico nem sempre são precisos exames de imagem: pedem-se quando se suspeita de artrite, traumatismo ou de algo menos comum.

Daí em diante recorre-se a:

  • uma goteira feita à medida e a correção do que estraga o sono;
  • um ciclo com o fisioterapeuta: exercícios, técnicas manuais sobre os músculos e por vezes aparelhos;
  • analgesia mais eficaz num ciclo curto, fármacos que soltam o espasmo muscular e, na dor crónica, medicamentos que atuam na sua transmissão;
  • apoio psicológico, se a dor vem de longe e a ansiedade a alimenta claramente;
  • infiltrações na articulação ou nos músculos sobrecarregados, feitas por um especialista maxilofacial.

A cirurgia é o último recurso. Só se discute raramente e apenas quando existe um problema mecânico claro dentro da articulação e tudo o resto já foi tentado. Há outra coisa a saber: os tratamentos irreversíveis «para corrigir a mordida» — desgastar os dentes, pôr coroas ou aparelho só para curar a dor mandibular — hoje não são recomendados, porque o benefício não está demonstrado e os dentes já não voltam ao estado anterior.

O lado animador é que muito poucos lá chegam. A grande maioria das pessoas com distúrbio temporomandibular melhora com tratamento conservador, ainda que por vezes mais devagar do que se gostaria: a dor pode acalmar e voltar ao longo de vários meses, e isso é uma evolução normal, não a prova de que o tratamento não resulta.

Consulta em linha

A consulta à distância por dor na mandíbula serve sobretudo para separar depressa um distúrbio temporomandibular comum daquilo que se faz passar por ele. O médico pergunta como se comporta a dor, se está ligada à mastigação e ao esforço, o que se passa com o ouvido, os dentes, a visão e o estado geral, e diz se é caso para tratar em casa ou se é preciso uma ida urgente. Depois a conversa torna-se prática: como reorganizar a alimentação nas próximas semanas, que exercícios fazer, o que fazer quanto ao apertar noturno e a que dentista recorrer para a goteira, que analgésico lhe convém. À distância também é cómodo acompanhar: ao fim de duas ou três semanas vê-se se as medidas estão a resultar e, se não, decide-se em conjunto a quem recorrer a seguir.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

Consulte um médico sobre Distúrbio temporomandibular (DTM)

Consulte um médico sobre Distúrbio temporomandibular (DTM)

Discuta os seus sintomas e obtenha orientação médica adequada à sua situação — tudo online.

Médicos online para Distúrbio temporomandibular (DTM)

Discuta os seus sintomas e os próximos passos possíveis para Distúrbio temporomandibular (DTM) com um médico online.

Médico
5.0(38)

Andrei Popov

Medicina geralMedicina da dor7 anos de experiência

O Dr. Andrei Popov é médico de medicina geral e familiar, com formação especializada em dor crónica. Realiza consultas por videochamada para pacientes adultos em Espanha e noutros países europeus.

O Dr. Popov compreende que procurar ajuda para questões relacionadas com o peso ou para uma dor que persiste há meses pode ser difícil. Muitos pacientes chegam à consulta depois de terem experimentado diferentes soluções sem sentirem que foram realmente ouvidos. Durante a consulta, o médico proporciona um ambiente acolhedor e sem julgamentos, onde é possível analisar detalhadamente o historial clínico, esclarecer dúvidas e decidir em conjunto os próximos passos.

Controlo do peso e saúde metabólica

O Dr. Andrei Popov pode ajudar na avaliação do excesso de peso, obesidade e problemas relacionados, como hipertensão, diabetes ou alterações metabólicas. Durante a consulta, serão analisados o historial clínico, os resultados das análises, a medicação atual e os tratamentos anteriores.

Se o paciente pretender conhecer as opções de tratamento farmacológico ou já tiver iniciado um tratamento, o Dr. Popov poderá avaliar o caso, analisar a resposta e a tolerância ao tratamento e explicar de forma clara os seus benefícios, riscos e possíveis alternativas.

Nem todas as pessoas necessitam do mesmo tratamento. A consulta não garante a emissão de uma receita: proporciona uma avaliação médica honesta e um plano adaptado à situação individual do paciente.

Dor e medicina geral

Também é possível consultar o Dr. Popov sobre:

  • Dor crónica, enxaquecas, nevralgias e fibromialgia.

  • Dor nas costas, cervical, lombar ou articular.

  • Hipertensão, diabetes e acompanhamento de doenças crónicas.

  • Análise de resultados de exames, relatórios médicos e tratamentos.

  • Medicina preventiva e segunda opinião médica.

Como funciona a consulta

A videoconsulta tem uma duração de até 30 minutos. O Dr. Popov ouvirá atentamente o paciente, analisará as informações fornecidas e explicará os próximos passos de forma clara e compreensível.

Se forem necessários exames adicionais, atendimento médico presencial ou assistência médica urgente, o médico informará o paciente de forma direta.

O objetivo do Dr. Popov é que o paciente se sinta ouvido e, no final da consulta, compreenda o que está a acontecer e quais os próximos passos que pode seguir.

Marcar consulta online
€86
Médico
0.0(0)

Maria Martelli

AnestesiologiaMedicina da dor12 anos de experiência

A Dra. Maria Martelli é médica anestesiologista e especialista em medicina da dor. Realiza consultas online para adultos, oferecendo apoio médico em dor aguda, dor crónica e síndromes dolorosos complexos, bem como em contextos de cuidados paliativos e controlo sintomático.

Concluiu o curso de Medicina na Universidade Médica da Silésia, em Katowice, e realizou a especialização em Anestesiologia e Cuidados Intensivos, tendo trabalhado em paralelo em hospício domiciliário e institucional. Desde 2021 é médica especialista. Atualmente exerce atividade numa unidade de anestesiologia e cuidados intensivos e dedica-se ativamente ao tratamento da dor.

Motivos frequentes de consulta:

  • Dor crónica de origem musculoesquelética, neuropática ou mista.
  • Dor aguda que requer avaliação médica e ajuste terapêutico.
  • Dor pós-operatória e apoio durante a recuperação.
  • Dor associada a doenças oncológicas.
  • Cuidados paliativos e melhoria da qualidade de vida.
  • Revisão e optimização da terapêutica analgésica.
  • Segunda opinião em quadros de dor complexa ou de difícil controlo.
A Dra. Martelli trabalha segundo os princípios da medicina baseada na evidência, com uma abordagem clara e estruturada: análise detalhada dos sintomas, tratamentos prévios, comorbilidades e objectivos do paciente. As consultas são orientadas para um controlo seguro da dor, redução do sofrimento e melhoria da funcionalidade no dia a dia.
Marcar consulta online
€105
Médico
0.0(0)
Novo médico

Pedro Soares Lopes

Medicina familiar3 anos de experiência

O Dr. Pedro Soares Lopes é médico e tem quatro anos de experiência, sobretudo em serviços de urgência e emergência. Trabalhou nos HUC, na ULSRA, no Hospital da Luz de Aveiro e na ARS Açores, onde avaliou uma grande variedade de situações médicas e cirúrgicas, desde casos simples a situações complexas que exigem uma avaliação cuidadosa.

A experiência em serviços de urgência permitiu-lhe acompanhar pacientes de diferentes idades, incluindo grávidas. Este percurso clínico abrangente ajuda-o a avaliar sintomas, a identificar quando poderá ser necessária uma investigação adicional e a explicar os passos seguintes.

O Dr. Soares Lopes tem também experiência em consultas ao domicílio e em consultas de medicina do viajante. Sabe que os problemas de saúde podem surgir quando uma pessoa está longe do seu médico habitual ou não sabe a que serviço recorrer. Além disso, trabalhou cerca de um ano na área da saúde ocupacional nos Países Baixos, o que acrescentou uma perspetiva internacional à sua prática clínica.

Numa consulta online, o Dr. Soares Lopes procura dar orientações claras e práticas, tendo em conta os sintomas e as circunstâncias de cada paciente. Se uma situação exigir um exame físico, uma avaliação urgente ou tratamento presencial, pode explicar porquê e orientar o paciente sobre onde procurar cuidados.

Os pacientes podem consultar o Dr. Soares Lopes através da Oladoctor para questões de saúde adequadas a uma consulta médica online.

Marcar consulta online
€86

Receba atualizações e ofertas exclusivas

Seja o primeiro a conhecer novos serviços, atualizações do marketplace e ofertas exclusivas para subscritores.