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Medicamentos habitualmente prescritos para Telangiectasia hemorrágica hereditária
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 83,3 mcg/ml de epoetinaSubstância ativa: erythropoietinFabricante: Ratiopharm GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 500 mg de ácido tranexâmico/5 mlSubstância ativa: tranexamic acidFabricante: Viatris Healthcare LimitedRequer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 40000 UISubstância ativa: erythropoietinFabricante: Sandoz GmbhRequer receita médica
A telangiectasia hemorrágica hereditária, também conhecida como síndrome de Rendu-Osler-Weber, é uma particularidade congénita na construção dos vasos sanguíneos. Nalguns pontos uma artéria liga-se diretamente a uma veia, saltando os capilares, e a parede dessa ligação fica fina e quebradiça. Por fora tudo se traduz em hemorragias nasais frequentes e pontinhos vermelhos nos lábios e nos dedos, mas a parte principal da doença está escondida no interior: ligações semelhantes formam-se nos pulmões, no cérebro, no fígado e no intestino, e são elas que determinam o prognóstico. A boa notícia é que aqui quase tudo o que é perigoso pode ser encontrado com antecedência e neutralizado antes de acontecer.
Porque os vasos crescem mal
A causa é uma alteração num dos genes responsáveis pelas proteínas do revestimento interno dos vasos. Sem elas a parede forma-se incompleta: em certas zonas o leito capilar não chega a ser construído e o sangue passa da artéria para a veia a plena pressão, distendendo um vaso fino.
A transmissão é direta: basta uma única cópia alterada do gene, recebida de qualquer um dos progenitores, e cada filho dessa pessoa tem cinquenta por cento de probabilidade de a herdar. A doença não consegue saltar uma geração, mas manifesta-se de formas muito diferentes dentro da mesma família: num familiar tudo se limita a uma ou outra hemorragia nasal, noutro há uma malformação grande num pulmão. Um curso ligeiro no pai ou na mãe nada diz, portanto, sobre o que acontecerá ao filho.
É uma doença rara mas não excecional: atinge cerca de uma pessoa em cada cinco a oito mil. Nem sempre é reconhecida, porque durante anos as hemorragias nasais são explicadas pelo ar seco e por vasos frágeis.
O que se vê por fora
As hemorragias nasais são o sinal mais frequente e habitualmente o mais precoce, e quase toda a gente com a doença as tem. Começam mais vezes na infância ou na adolescência, surgem sem motivo nenhum, incluindo de noite, e com o tempo tornam-se mais frequentes e mais abundantes. A origem são os vasos dilatados da mucosa do septo, que é fina, seca e se lesa com facilidade. Para muitos é o problema principal da doença: atrapalha o sono, o trabalho e as viagens, e vai esvaziando as reservas de ferro sem dar por isso.
Os pontinhos vermelhos, as telangiectasias, aparecem mais tarde, em geral depois dos vinte ou trinta anos, e multiplicam-se com a idade. São manchinhas vermelho-vivas ou arroxeadas do tamanho de uma cabeça de alfinete, que empalidecem à pressão e voltam a encher-se de imediato. Os locais preferidos são reconhecíveis: polpas dos dedos, lábios, língua, mucosa da boca e do nariz, com menos frequência cara e orelhas. Por si não são perigosas e removem-se quase sempre por razões estéticas.
A perda oculta de sangue pelo nariz e pelo intestino conduz a uma anemia por falta de ferro que se instala sem avisar: cansaço, falta de ar a subir escadas, palidez, unhas quebradiças e por vezes uma vontade estranha de mastigar gelo. Só com a alimentação esse défice não se cobre: havendo perdas contínuas, o ferro toma-se sob a forma de suplemento e, se for mal absorvido ou a anemia for acentuada, administra-se na veia.
O que acontece dentro do corpo
Esta é a parte mais importante, porque as malformações internas costumam não dar sinal nenhum até ao momento do desastre.
Pulmões. A ligação entre artéria e veia dentro do pulmão funciona como um atalho que dispensa o filtro: o sangue salta os capilares pulmonares, não se carrega de oxigénio e, o que é bem mais importante, leva adiante tudo aquilo que os capilares normalmente retêm. Um pequeno coágulo vindo de uma veia da perna chega assim ao cérebro e provoca um acidente vascular cerebral, e as bactérias que entram no sangue durante a extração de um dente dão um abcesso cerebral. É precisamente por isso que as malformações pulmonares se tratam mesmo quando a pessoa se sente perfeitamente bem. Daí decorrem também algumas regras para toda a vida: antibiótico antes de procedimentos dentários e de outras intervenções em que possam entrar bactérias no sangue; filtro na linha de soro, para que não entre ar na veia; e nada de mergulho com garrafa.
Cérebro. As malformações cerebrais surgem em cerca de uma pessoa afetada em cada dez. Costumam estar caladas, mas podem sangrar ou causar convulsões e dores de cabeça persistentes. A decisão de intervir toma-se caso a caso, pesando o risco do próprio procedimento.
Fígado. Os vasos alterados no fígado são frequentes e na maioria dos casos pedem apenas vigilância. Raramente uma grande passagem de sangue sobrecarrega o coração ou compromete a irrigação das vias biliares. Mexer no fígado nesta doença é perigoso: tanto a biopsia como as tentativas de fechar os vasos provocam complicações graves, pelo que os especialistas deixam de propósito estas malformações em paz.
Estômago e intestino. A hemorragia daqui não costuma ver-se e manifesta-se apenas como uma anemia que resiste teimosamente ao ferro. Começa mais vezes depois dos cinquenta anos.
Como se chega ao diagnóstico
O diagnóstico é clínico e assenta em quatro elementos: hemorragias nasais repetidas e sem causa; telangiectasias nos locais característicos; uma malformação num órgão interno; o mesmo diagnóstico num familiar próximo. Três dos quatro significam diagnóstico estabelecido; dois, que é provável.
Depois confirma-se e completa-se o quadro:
- teste genético, mais útil numa família onde já se sabe que alteração procurar, pois permite verificar os familiares com uma única análise;
- ecocardiograma com contraste agitado com ar, forma simples e segura de ver o sangue a contornar os capilares pulmonares;
- tomografia computorizada do tórax, se essa passagem for encontrada;
- ressonância magnética do cérebro pelo menos uma vez;
- hemograma e indicadores das reservas de ferro, com regularidade.
Todos os familiares próximos de quem tem este diagnóstico precisam de ser estudados independentemente de queixas: metade deles terá o mesmo, muitas vezes sem sintoma nenhum.
Como conviver com as hemorragias
Eliminá-las por completo não é possível, mas reduzir a frequência e a intensidade é perfeitamente realista. Começa-se pelo simples e diário:
- humidificar o ar do quarto e a mucosa do nariz, com soro fisiológico de dia e uma pomada à noite: uma mucosa seca sangra com muito mais facilidade;
- não mexer no nariz com os dedos nem assoar-se com força;
- quando começa a hemorragia, sentar-se, inclinar a cabeça para a frente e apertar a parte mole do nariz durante quinze minutos sem verificar antes do tempo, e não deitar a cabeça para trás;
- rever com o médico todos os medicamentos que fluidificam o sangue e os analgésicos, porque alguns aumentam a hemorragia. Suspender por conta própria o que foi receitado não serve; reavaliar em conjunto, sim.
Se isto não chegar, ajudam os procedimentos do otorrinolaringologista: cauterização dos vasos dilatados com laser, injeção de substâncias esclerosantes e, nos casos graves, enxerto de pele na fossa nasal ou encerramento da via nasal. Há também abordagens farmacológicas: medicamentos que travam a dissolução do coágulo e medicamentos que inibem o crescimento de novos vasos, usados em hemorragias teimosas sob vigilância do especialista. O tamponamento com gaze seca evita-se nesta doença: ao ser retirado arranca a mucosa e a hemorragia recomeça, pelo que se usam tampões macios revestidos, que não colam.
Os pontinhos vermelhos na pele, quando incomodam do ponto de vista estético, tiram-se com laser vascular ou com luz pulsada intensa: a luz aquece o vaso, este colapsa e deixa de se ver. O procedimento sente-se, mas em regra dispensa anestesia e quase não deixa marca.
Gravidez, filhos e vida quotidiana
A gravidez exige atenção à parte. O volume de sangue aumenta e uma malformação pulmonar calada durante anos pode sangrar, mais vezes na segunda metade da gestação. Por isso convém estudar os pulmões antes de conceber e ser seguida onde a doença é conhecida. Comunique o diagnóstico, ou os casos existentes na família, ao médico e à parteira logo na primeira consulta. O parto decorre quase sempre com normalidade e a doença por si só não é motivo para desistir de ter filhos.
Às crianças de famílias com este diagnóstico estudam-se os pulmões e o cérebro mesmo estando perfeitamente bem, e o estudo repete-se mais tarde, porque as malformações podem surgir com o tempo. De resto a vida é a de sempre: trabalho, desporto e viagens de avião não estão proibidos, e as restrições concretas, como o mergulho com garrafa, são indicadas pelo médico com base no que foi efetivamente encontrado em cada pessoa.
Chame de imediato uma ambulância (na Europa, o número único 112) se surgirem:
- fraqueza ou dormência súbitas do braço e da perna de um lado, um lado da cara descaído, fala arrastada — sinais de acidente vascular cerebral, cujo risco está realmente aumentado nesta doença;
- uma dor de cabeça violentíssima e súbita, diferente das anteriores, sobretudo com vómitos ou convulsões;
- tosse com sangue, falta de ar brusca ou dor no peito;
- uma hemorragia nasal que não se consegue parar, ou vómito abundante de sangue;
- fezes pretas e pegajosas.
Uma fraqueza que vai aumentando, tonturas e falta de ar com o esforço habitual não são motivo de ambulância, mas são motivo para ver um médico nos dias seguintes e verificar o sangue.
Consulta em linha
À distância pode fazer-se o mais importante: suspeitar da doença e traçar um plano. O médico percorrerá com que frequência e em que circunstâncias o nariz sangra, se há pontinhos vermelhos nos locais típicos e se houve histórias semelhantes entre pais e irmãos, e dirá se o quadro encaixa no diagnóstico e que exames vêm primeiro. À distância também se revêem análises e imagens já disponíveis, se discute a escolha do suplemento de ferro e o controlo da anemia, e se esclarece que precauções lhe dizem respeito antes de uma viagem, de uma operação ou de uma ida ao dentista. Os sinais da lista acima não se avaliam à distância: com esses pede-se ajuda de imediato.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Telangiectasia hemorrágica hereditária
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