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Medicamentos habitualmente prescritos para Infeção das vias respiratórias inferiores
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SUPOSITÓRIO, 150 mg paracetamolSubstância ativa: paracetamolFabricante: Laboratorios Almirall S.L.Não requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 650 mg paracetamolSubstância ativa: paracetamolFabricante: Teva Pharma S.L.U.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 650 mg paracetamolSubstância ativa: paracetamolFabricante: Sun Pharmaceutical Industries (Europe) B.V.Requer receita médica
É assim que se designam as infeções dos brônquios e dos pulmões, aquilo a que na linguagem comum se chama uma infeção no peito. Por trás estão quase sempre dois quadros distintos: a bronquite aguda, em que a inflamação não passa dos brônquios, e a pneumonia, em que está atingido o tecido do próprio pulmão. Começam de forma parecida, em regra a seguir a uma constipação, mas acabam de maneira muito diferente: a bronquite resolve-se sozinha na grande maioria dos casos, ao passo que a pneumonia exige tratamento e por vezes internamento. Por isso, perante uma tosse arrastada com febre, a pergunta que interessa não é que xarope comprar, mas se isto ainda é uma bronquite ou já é uma pneumonia. A seguir explica-se como se distinguem, o que ajuda mesmo em casa e a partir de que momento é preciso o médico.
Como costuma decorrer
Os primeiros dias parecem uma constipação: nariz entupido, dor de garganta, mal-estar geral. Depois desce:
- tosse, primeiro seca e depois com expetoração, pior de noite e ao acordar;
- febre, arrepios, fraqueza, dor de cabeça e dores musculares;
- peso ou ardor atrás do esterno que aumenta com os acessos de tosse;
- respiração com pieira e falta de ar ao esforço.
Isto tudo costuma ceder ao fim de uma semana ou dez dias, mas a tosse dura mais do que os restantes sintomas: três semanas é um prazo normal e não quer dizer que o tratamento tenha falhado. Depois da infeção a mucosa dos brônquios fica irritada e responde com tosse ao ar frio, ao fumo e até ao riso.
Merece parágrafo próprio a cor da expetoração, porque à sua volta circulam muitas ideias erradas. Amarela ou verde não significa que sejam precisos antibióticos: essa cor vem das células que combatem qualquer inflamação, incluindo a viral. Contam muito mais o estado geral e a respiração.
O que faz pensar em pneumonia é outra coisa: febre que se mantém mais de três ou quatro dias ou que regressa depois de uma melhoria, falta de ar em repouso, respiração mais rápida, pontada no lado ao inspirar fundo e a sensação de estar bastante pior do que numa constipação. Nos idosos o quadro pode enganar: sem febre alta, mas com confusão, sonolência fora do habitual ou uma fraqueza súbita, que muitas vezes é o único sinal de pneumonia.
O que ajuda em casa
Numa bronquite comum as medidas caseiras são o tratamento principal.
- Descanse e não leve a doença a pé: o corpo precisa dessa energia para se restabelecer.
- Beba líquidos mornos em quantidade suficiente: suavizam a garganta e facilitam a expulsão da expetoração.
- Uma colher de mel em água quente com limão acalma a tosse tanto como a maioria dos xaropes. Abaixo de um ano não se dá mel.
- Durma com a cabeceira levantada: assim tosse-se menos de noite.
- Areje o quarto e evite o ar demasiado seco, sobretudo com o aquecimento ligado.
- Para a febre e as dores servem os antipiréticos habituais. A aspirina não se dá a crianças nem a adolescentes.
- Não fume nem fique em espaços com fumo: é assim que a tosse se prolonga.
O que convém evitar: debruçar-se sobre uma panela de água a ferver, porque as queimaduras por vapor são um acidente frequente e totalmente escusado, sobretudo em crianças; e dar xaropes para a tosse aos mais pequenos, desaconselhados abaixo dos seis anos e de utilidade escassa em qualquer idade. Os mucolíticos e as fricções no peito rendem menos do que uma simples bebida quente. Se tiver dúvidas sobre um produto sem receita, pergunte ao farmacêutico, em especial se já toma medicação para a tensão ou para o coração.
Sinais que não admitem espera
Liga-se para o 112 sem hesitar se surgirem:
- falta de ar intensa em repouso, incapacidade de terminar uma frase, respiração rápida e superficial;
- lábios ou pele azulados, palidez com aspeto marmoreado;
- confusão, torpor, sonolência invulgar de que custa despertar a pessoa;
- dor forte no peito, sobretudo se apareceu de repente e sem constipação prévia;
- sangue na expetoração, para além de algum fio depois de um acesso violento de tosse;
- febre com mãos e pés frios, ausência de urina durante todo o dia, convulsões;
- numa criança, afundamento entre as costelas e acima do esterno, adejo das asas do nariz, gemido ao expirar, recusa de beber, prostração e, num lactente, pausas na respiração.
É preciso ser observado no prazo de um ou dois dias se tem mais de sessenta e cinco anos, se está grávida, se vive com doença crónica dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado, com diabetes ou com defesas baixas por causa de um tratamento; e também se, depois de alguns dias de melhoria, a febre voltar ou tudo piorar de novo.
Antibióticos: quando funcionam e quando não
A esmagadora maioria das bronquites agudas é causada por vírus, e aí o antibiótico nada acrescenta: não encurta a tosse um único dia e, em contrapartida, provoca diarreia, erupções e candidíase e ensina as bactérias a resistir ao tratamento. É por isso que o médico propõe muitas vezes esperar e vigiar; não é recusar ajuda, é uma decisão ponderada.
Os antibióticos são precisos na pneumonia e noutras infeções bacterianas, e a escolha depende da idade, das doenças de base e do que já se tomou antes. Se forem receitados, tome-os como lhe foi indicado: não interrompa ao primeiro alívio nem estique o ciclo por sua conta. As caixas que sobraram da vez anterior e o antibiótico que resultou a um conhecido não servem, porque por trás de sintomas parecidos estão micróbios diferentes.
Para perceber o que se passa, o médico ausculta o tórax, conta a frequência respiratória e mede o oxigénio no sangue. Se suspeitar de pneumonia podem ser precisas uma radiografia do tórax e análises ao sangue, por vezes o exame da expetoração.
Quando a tosse não passa
Uma tosse com mais de três semanas merece ser mostrada ao médico mesmo que de resto se sinta bem. As causas são várias e nem todas são infeciosas.
- A habitual hipersensibilidade dos brônquios deixada pela infeção: pode durar uns dois meses e desaparece sozinha.
- Uma asma que se manifestou pela primeira vez durante a doença; a pista é a tosse à noite, de madrugada e com o esforço.
- A tosse convulsa: acessos que terminam em vómito, com uma inspiração ruidosa, ao longo de semanas; em pessoas vacinadas o quadro é bem mais discreto.
- Um efeito indesejável dos medicamentos para a tensão do grupo dos IECA: uma tosse seca e insistente que só cede com a mudança de fármaco.
- A subida de ácido do estômago e o muco que escorre pela parede posterior da garganta.
- A tuberculose: semanas de tosse, suores noturnos, perda de peso, febre baixa e sangue na expetoração. É pouco frequente, mas não pode passar despercebida.
- Um tumor do pulmão: a suspeita recai sobretudo no fumador acima dos quarenta cuja tosse habitual mudou, com sangue na expetoração, rouquidão ou emagrecimento.
O que reduz o risco de repetição
Se estas infeções aparecem todos os invernos, vale mais tratar da prevenção do que do episódio da vez.
- a vacina anual contra a gripe, a medida mais simples e com efeito comprovado;
- a vacina contra o pneumococo se tiver mais de sessenta e cinco anos ou uma doença crónica; pergunte ao médico de família o que lhe está indicado;
- deixar de fumar, que na frequência das bronquites não tem rival;
- controlar as doenças crónicas: asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, insuficiência cardíaca e diabetes mal ajustadas aumentam por si o risco de pneumonia;
- moderação com o álcool, alimentação adequada e sono suficiente;
- lavar as mãos e não andar entre gente nos primeiros dias de doença, o que protege mais os outros do que a própria pessoa.
Consulta em linha
À distância resolve-se bem a pergunta dos primeiros dias: se isto ainda é uma bronquite que passa sozinha ou um quadro que exige observação e radiografia. O médico pergunta pelos prazos, pela febre, pela falta de ar e pelo esforço que ainda consegue fazer, revê as doenças crónicas e a medicação e explica o que vigiar em casa e em que momento voltar a contactar o serviço. É também uma forma prática de esclarecer uma tosse que vai na quarta semana depois da infeção e decidir se são precisos exames. Os sinais da lista anterior não se resolvem através de um ecrã: com falta de ar marcada, confusão ou lábios azulados chama-se o socorro.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Infeção das vias respiratórias inferiores
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