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Medicamentos habitualmente prescritos para Infeção renal
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: CÁPSULA, 500 mgSubstância ativa: amoxicillinFabricante: Reiwa Healthcare S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 500/125 mgSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Glaxosmithkline S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: INJETÁVEL, 1 g de amoxicilina sódica; 200 mg de clavulanato de potássioSubstância ativa: amoxicillin and beta-lactamase inhibitorFabricante: Sandoz Farmaceutica S.A.Requer receita médica
A infeção renal, ou pielonefrite, é uma inflamação que não começou na bexiga mas mais acima, no próprio rim. O que a distingue de uma cistite não é a intensidade do ardor ao urinar, mas o facto de a pessoa se sentir verdadeiramente doente: sobe a febre, doem os rins, há arrepios e náuseas. Trata-se com antibióticos correntes e na maioria dos casos resolve-se sem deixar rasto, mas não admite demoras: o rim recebe imenso sangue, e a partir dele a infeção passa depressa para a circulação.
Como os micróbios chegam ao rim
Quase sempre sobem de baixo. Bactérias intestinais, na maior parte das vezes Escherichia coli, alcançam a entrada da uretra, sobem à bexiga e daí, pelo ureter, chegam à pelve renal. Muito mais raramente os micróbios viajam pelo sangue a partir de outro foco, por exemplo de uma infeção das válvulas do coração.
As mulheres adoecem muitas mais vezes: a uretra delas é curta e fica perto do ânus, pelo que o percurso das bactérias é curto. Nos homens a infeção renal é menos frequente e há quase sempre um obstáculo à saída da urina por trás dela: próstata aumentada, um aperto, um cálculo. A probabilidade sobe quando a urina estagna ou reflui: com cálculos, com hipertrofia da próstata, com algália, durante a gravidez e em crianças com refluxo da bexiga para o ureter. À parte ficam a diabetes e as situações que enfraquecem as defesas: nessas pessoas a infeção decorre de forma mais pesada.
Como perceber que não é cistite
A cistite é ardor, vontade frequente de urinar e urina turva, mas o estado geral quase não sofre. A infeção renal acrescenta aquilo que a cistite não tem:
- febre acima de 38 °C, muitas vezes com arrepios violentos e a sensação de não conseguir aquecer;
- dor lombar ou no flanco, em regra só de um lado, surda e constante;
- náuseas, vómitos e por vezes diarreia;
- dores musculares e a impressão de estar a apanhar uma gripe;
- fraqueza tão marcada que levantar-se custa.
O ardor ao urinar, a urgência e a urina escura ou turva com cheiro forte podem acompanhar o quadro ou faltar por completo: a infeção renal começa muitas vezes logo com febre e dor no flanco.
Nas crianças pequenas o aspeto é outro. Abaixo dos dois anos é habitual não haver mais do que febre alta; podem surgir vómitos, recusa alimentar, prostração, irritabilidade sem motivo e, nos lactentes, má progressão de peso e icterícia. Faz suspeitar também a criança mais velha que estava seca há muito tempo e volta a molhar a cama. Qualquer febre sem causa evidente numa criança pequena justifica uma análise de urina, em vez de esperar que «apareça a constipação». Nas pessoas idosas pode não haver febre nenhuma, e o único sinal passa a ser uma confusão súbita, uma queda ou uma fraqueza brusca.
Quando esperar é perigoso
Chame uma ambulância — em Espanha, Itália, Portugal, Polónia e Ucrânia o número é o 112 — ou leve a pessoa de imediato ao hospital se aparecerem sinais de que a infeção passou ao sangue:
- confusão, sonolência, fala arrastada, dificuldade em acordar a pessoa;
- respiração muito rápida e superficial;
- pele pálida, marmoreada, azulada ou fria e pegajosa;
- uma erupção que não empalidece ao ser pressionada com um copo transparente;
- ausência de urina durante muitas horas seguidas;
- dor muscular intensíssima e a sensação de morte iminente, que os doentes descrevem com frequência e que não deve ser atribuída ao pânico.
É preciso ser observado no próprio dia, sem deixar para amanhã, quando a febre e a dor no flanco surgem numa grávida; quando os vómitos impedem beber e reter os medicamentos; em pessoas com diabetes, em tratamento que baixa as defesas ou com um só rim; e quando a dor no flanco é em cólica e muito forte, tal como se comporta um cálculo que fechou o ureter. Um sinal à parte: nenhuma melhoria ao fim de quarenta e oito horas de antibiótico.
O que não pode passar despercebido
Há uma situação em que os antibióticos sozinhos não chegam. Se o ureter estiver obstruído por um cálculo ou por um tumor, o pus fica sob pressão dentro do rim, o fármaco não lá chega e o estado agrava-se apesar do tratamento. Esse rim tem de ser drenado com urgência, trazendo a urina para fora por um tubo ou colocando um stent interno. A suspeita nasce da associação de febre alta com dor em cólica intensa e falta de resposta ao antibiótico; confirmam-na a ecografia ou a tomografia. Atrasar-se aqui é o mais perigoso de todo este tema.
Em pessoas com diabetes mal controlada surge excecionalmente uma forma especialmente grave em que se forma gás dentro do tecido renal. Também essa exige hospital e não comprimidos.
Que análises são precisas
A base é a análise de urina. A tira-teste mostra leucócitos e nitritos num minuto, mas o essencial é a urocultura com antibiograma: diz que micróbio é o responsável e que fármaco o elimina. A amostra para cultura deve ser colhida antes do primeiro comprimido, senão o resultado sai desfocado. Junta-se uma análise de sangue com marcadores de inflamação e creatinina e, nos casos graves, também hemoculturas.
A ecografia renal não se faz a toda a gente. Está indicada se não houver melhoria em dois ou três dias, se a infeção se repetir, se quem adoeceu for um homem ou uma criança, se houver suspeita de cálculo ou se a urina tiver sangue visível. Quando o quadro continua por esclarecer, em vez da ecografia pede-se uma tomografia.
Como se trata
O tratamento principal é um antibiótico por via oral, em regra durante uma a duas semanas. No início é escolhido às cegas, pelos micróbios que predominam na região, e mudado quando chega a cultura, se for necessário. A melhoria costuma notar-se ao fim de um ou dois dias; se não chegar, o tratamento tem de ser revisto e não esperado por mais tempo.
O ciclo deve ser cumprido até ao fim, mesmo que ao terceiro dia a pessoa já se sinta bem. Interrompê-lo deixa vivas parte das bactérias, e a infeção regressa já numa forma mais resistente.
O internamento para antibiótico na veia acontece quando os vómitos impedem reter os comprimidos, na gravidez, nos quadros graves, perante a suspeita de ureter obstruído e em pessoas com doenças importantes de base. Ao fim de alguns dias passa-se em regra aos comprimidos e termina-se o tratamento em casa. As forças não voltam de imediato: o cansaço e a fadiga fácil duram mais duas semanas, e isso é normal.
O que fazer em casa
- beber o suficiente, em goles pequenos se houver náuseas; a referência é a urina clara. Quem tiver doença renal ou cardíaca com líquidos limitados deve perguntar ao médico de família quanto pode tomar;
- descansar e não tentar voltar ao trabalho no dia seguinte ao início do antibiótico;
- tomar paracetamol para baixar a febre e aliviar a dor; a uma criança, a apresentação pediátrica conforme o peso indicado no folheto;
- não tomar ibuprofeno, diclofenac nem outros anti-inflamatórios sem indicação médica: durante uma infeção renal sobrecarregam ainda mais o rim;
- não aguentar a vontade de urinar e procurar esvaziar a bexiga por completo;
- o calor na zona lombar e os chás de ervas não substituem o antibiótico: podem aliviar a sensação, mas não atuam sobre as bactérias.
Para que não se repita
Beba água ao longo do dia, não adie a ida à casa de banho, urine depois das relações sexuais, limpe-se da frente para trás e trate a obstipação, porque um reto cheio impede a bexiga de esvaziar. Os produtos de higiene íntima perfumados e os duches vaginais alteram a flora natural e não ajudam em nada.
Se a infeção se repete, a tarefa muda: o que há a procurar não é outro antibiótico, mas a causa. Nas mulheres depois da menopausa parte das recidivas prende-se com a falta de estrogénios na mucosa, e aí é útil um tratamento local a combinar com o médico. Nos homens uma infeção repetida significa quase sempre um obstáculo à saída da urina e obriga a investigar. Numa criança com infeção renal confirmada verifica-se se existe refluxo de urina para cima: as pielonefrites mal tratadas na infância deixam cicatrizes no rim, e essas cicatrizes traduzem-se anos depois em tensão arterial alta e doença renal crónica.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avaliará se as suas queixas apontam para uma infeção renal ou para uma cistite e explicará que análises fazer primeiro e como colher corretamente a amostra para a urocultura. Ajudará a ler os resultados já disponíveis, verificará se há sinais que obriguem a ir ao hospital e indicará o que fazer se ao segundo dia de tratamento não tiver havido melhoria. Também podem ser abordadas as infeções de repetição: o médico orientará sobre que investigação vale a pena fazer para encontrar a causa, em vez de tratar cada episódio de novo.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Médicos online para Infeção renal
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