Líquen plano
O líquen plano é uma doença inflamatória em que o sistema imunitário ataca as próprias células da pele e das mucosas.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Líquen plano
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 64 g dipropionato de betametasona / 100 gSubstância ativa: betamethasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: CREME, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: POMADA, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médica
O líquen plano é uma doença inflamatória em que o sistema imunitário ataca as próprias células da pele e das mucosas. Apesar do nome, não é uma infeção e não se transmite. Manifesta-se por pápulas planas e brilhantes, de tom violáceo, que dão muita comichão. Na maioria das pessoas desaparece por si ao fim de um ou dois anos, mas precisa de tratamento para aliviar a comichão e evitar complicações, sobretudo quando atinge mucosas e unhas.
Como se apresenta na pele
- pápulas planas e brilhantes, de superfície lisa, com 2 a 5 mm, que tendem a juntar-se em placas;
- tom violáceo ou lilás na pele clara; castanho-escuro ou cinzento-arroxeado na pele morena e escura;
- à superfície nota-se uma fina rede esbranquiçada, sinal característico;
- comichão intensa, muitas vezes difícil de suportar;
- localização típica: face interna dos antebraços, punhos, tornozelos e região lombar;
- surgem lesões novas nos sítios onde houve arranhões ou atrito;
- ao resolverem-se deixam manchas escuras que persistem durante meses.
Outras localizações
Esta é uma parte importante: a doença atinge com frequência mais do que a pele, e cada localização exige uma abordagem própria.
- mucosa da boca — rede branca na face interna das bochechas e, por vezes, erosões dolorosas; é muito frequente e pode ser a única manifestação. Exige seguimento pelo médico dentista;
- genitais — ardor, dor, erosões; na mulher pode estreitar-se a entrada da vagina, no homem é a glande que fica afetada;
- unhas — adelgaçamento, sulcos longitudinais, fissuras e, por vezes, perda total da unha. Tem de se tratar cedo: as alterações podem tornar-se definitivas;
- couro cabeludo — vermelhidão e descamação em volta dos folículos, com queda de cabelo cicatricial. Também aqui a rapidez é decisiva: os folículos destruídos não se recuperam.
Quando recorrer ao médico
- surgiram as lesões descritas;
- a comichão não deixa dormir;
- há estrias brancas, placas ou feridas na boca, sobretudo se doerem;
- há ardor, dor ou erosões na zona genital;
- as unhas mudaram de aspeto;
- aparecem zonas de queda de cabelo com vermelhidão do couro cabeludo;
- surge na boca uma úlcera que não sara ou uma zona endurecida: estas alterações têm de ser observadas, porque numa evolução prolongada existe maior risco de processo maligno na cavidade oral;
- as lesões apareceram depois de se iniciar um medicamento novo.
Causas
A causa exata é desconhecida. O mecanismo é autoimune: os linfócitos T atacam as células da camada basal da pele e das mucosas. Fatores associados já conhecidos:
- hepatite C: a associação está descrita e, nas formas extensas, convém excluí-la;
- medicamentos: anti-hipertensores, diuréticos, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides e alguns antidiabéticos. A forma medicamentosa é muito parecida, mas regride quando se suspende o fármaco;
- contacto com metais de materiais dentários, no atingimento da boca;
- stress, como fator desencadeante;
- raramente, vacinas e infeções anteriores.
Tratamento
Não existe tratamento curativo: procura-se aliviar a comichão, acelerar a resolução das lesões e impedir alterações irreversíveis.
- corticoides tópicos potentes, base do tratamento na forma cutânea;
- inibidores da calcineurina tópicos, na cara, na zona genital e na boca;
- anti-histamínicos para a comichão;
- corticoides orais em ciclo curto nas formas extensas;
- fototerapia;
- imunossupressores nos casos resistentes;
- colutórios e géis no atingimento da boca, evitando picante, ácido e quente;
- suspensão ou troca do fármaco na forma medicamentosa, sempre por decisão do médico;
- emolientes para o cuidado da pele.
O que está ao alcance do próprio doente
- não coçar: as lesões novas surgem exatamente onde a pele é traumatizada;
- duche morno em vez de quente e syndets suaves em vez de sabão;
- hidratar a pele todos os dias;
- roupa larga, de fibras naturais;
- com atingimento da boca: escova macia, evitar pastas com aditivos fortes e abdicar de picante, ácido, quente, álcool e tabaco;
- ir com regularidade ao médico dentista, se a boca estiver afetada;
- trabalhar o stress: influencia a evolução.
Perguntas frequentes
Transmite-se? Não, nem por contacto nem por viver na mesma casa.
Quanto tempo dura? As lesões da pele costumam resolver-se em um a dois anos. O atingimento da boca e dos genitais dura mais.
Ficam marcas? Na pele, manchas escuras que vão clareando devagar. Pode haver cicatrizes no couro cabeludo e nas unhas.
Pode voltar? Sim, as recaídas são possíveis.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias, ajuda a distinguir o líquen plano da psoríase, do eczema e de outros quadros, verifica a relação com os medicamentos em curso, explica se são necessárias biópsia e serologia da hepatite C e ajusta o tratamento à localização atingida.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 17 de jul de 2026
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