Puberdade precoce e puberdade tardia
Nas raparigas a puberdade começa entre os 8 e os 13 anos e nos rapazes entre os 9 e os 14.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Puberdade precoce e puberdade tardia
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: INJETÁVEL, 20 mg octreotidaSubstância ativa: octreotideFabricante: Novartis Farmaceutica S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: ADESIVO TRANSDÉRMICO, 1,6 mg de hemihidrato de estradiolSubstância ativa: estradiolFabricante: Theramex Ireland LimitedRequer receita médica
Puberdade precoce e puberdade tardia
Nas raparigas a puberdade começa entre os 8 e os 13 anos e nos rapazes entre os 9 e os 14. Se os sinais aparecem antes disso ou, ao contrário, não chegam na altura devida, vale a pena levar a criança ao médico. Na maioria das vezes trata-se de uma variante normal, mas o estudo importa: numa parte dos casos existe por trás um problema que precisa de tratamento, e quanto mais cedo for resolvido, melhor para a estatura final e para o bem-estar da criança.
Puberdade precoce
Fala-se dela quando os sinais surgem antes dos 8 anos nas raparigas e antes dos 9 nos rapazes.
- nas raparigas: desenvolvimento do peito, pelos púbicos, menstruação;
- nos rapazes: aumento do tamanho dos testículos e do pénis, pelos púbicos, mudança de voz;
- em ambos: crescimento acelerado, odor corporal, acne, alterações de humor.
O risco menos visível não são os sinais em si, mas a estatura final: a criança primeiro estica e parece mais alta do que os colegas, mas as cartilagens de crescimento fecham mais cedo e o adulto acaba mais baixo do que teria sido. A outra metade do problema é psicológica: o corpo muda numa idade em que a criança ainda não está preparada para isso.
Causas
- na maior parte das raparigas não se encontra causa: é simplesmente um início antecipado;
- nos rapazes o início precoce tem muito mais vezes uma causa concreta, pelo que o estudo é obrigatório;
- alterações do sistema nervoso central: tumores, sequelas de traumatismo, radioterapia, hidrocefalia;
- doenças das suprarrenais e das gónadas, hiperplasia congénita da suprarrenal;
- hipotiroidismo;
- contacto com produtos hormonais: cremes e géis de adultos;
- excesso de peso, que antecipa o início nas raparigas;
- alguns síndromes genéticos.
Variantes que não são puberdade precoce verdadeira
- desenvolvimento isolado do peito em meninas com menos de 2 anos, que costuma desaparecer sozinho;
- aparecimento isolado de pelos púbicos, sem quaisquer outros sinais;
- nos dois casos é preciso acompanhamento, mas em regra não tratamento.
Puberdade tardia
Fala-se dela quando não há sinais aos 13 anos nas raparigas e aos 14 nos rapazes, quando a puberdade começou e parou, ou quando uma rapariga não tem menstruação aos 15 ou 16 anos.
Causas
- atraso constitucional: a variante mais frequente, sobretudo nos rapazes; muitas vezes há a mesma história no pai ou na mãe. A puberdade chega mais tarde, mas completa, e a estatura final não sofre com isso;
- doenças crónicas: doença celíaca, doença inflamatória do intestino, patologia renal, cardíaca ou pulmonar, diabetes mal controlada;
- alimentação insuficiente, perturbações do comportamento alimentar, treinos desportivos muito intensos;
- hipotiroidismo;
- doenças da hipófise;
- insuficiência gonadal primária: síndrome de Turner nas raparigas, síndrome de Klinefelter nos rapazes;
- sequelas de tratamento oncológico;
- síndrome de Kallmann: atraso pubertário acompanhado de alteração do olfato, um detalhe que merece atenção específica.
Quando levar a criança ao médico
- surgem sinais de puberdade numa rapariga antes dos 8 anos ou num rapaz antes dos 9;
- não há sinal nenhum numa rapariga aos 13 anos ou num rapaz aos 14;
- a menstruação não apareceu aos 15 ou 16 anos;
- a puberdade começou e depois parou;
- a velocidade de crescimento mudou bruscamente, para cima ou para baixo;
- apareceram dores de cabeça, alterações da visão ou convulsões: motivo para consultar depressa;
- a criança sofre muito com as diferenças em relação aos colegas;
- há perda de peso, diarreia ou cansaço constante: possível doença crónica por trás;
- num rapaz o atraso pubertário vem acompanhado de mau olfato.
Como se investiga
A base é a evolução do crescimento: o médico traça a curva com todas as medições anteriores, por isso é muito útil levar os dados do boletim de saúde infantil. Depois disso:
- avaliação do estádio pubertário pela escala habitual;
- radiografia da mão para determinar a idade óssea: um exame simples e muito informativo;
- hormonas: LH, FSH, estradiol ou testosterona, hormonas da tiroide, prolactina;
- provas de estimulação, se for preciso precisar o mecanismo;
- ecografia pélvica nas raparigas e ecografia testicular nos rapazes;
- ressonância craniana na puberdade precoce, sobretudo nos rapazes, e sempre que haja suspeita de envolvimento da hipófise;
- cariótipo, se houver suspeita de síndrome genético;
- estudo de doença celíaca, hemograma e marcadores de inflamação nos casos de atraso.
Tratamento
- na puberdade precoce: fármacos que travam temporariamente o processo (análogos da GnRH). Indicam-se quando há risco de estatura final baixa ou quando a situação é psicologicamente difícil para a criança. Ao suspendê-los a puberdade recomeça e a fertilidade não fica afetada;
- tratamento da causa: tumores, doenças das suprarrenais, hipotiroidismo;
- no atraso constitucional: o mais frequente é simplesmente observar, porque tudo acaba por chegar sozinho. Às vezes, se o mal-estar psicológico for importante, prescreve-se um ciclo curto de hormonas sexuais para pôr o processo em marcha;
- na insuficiência gonadal primária: tratamento hormonal de substituição permanente;
- tratar a doença crónica e corrigir a alimentação: com frequência é quanto basta;
- apoio psicológico, tanto para a criança como para os pais.
Perguntas frequentes
Vai afetar a estatura? Na puberdade precoce sim, a estatura final pode ficar menor, e é por isso que às vezes se trata. No atraso constitucional a estatura em regra não sofre.
Vai afetar a possibilidade de ter filhos? Na maioria das variantes, não. O tratamento com análogos da GnRH é reversível.
A culpa é da alimentação ou dos ecrãs? O excesso de peso antecipa realmente o início da puberdade nas raparigas. As restantes explicações que circulam não têm apoio científico.
Vale a pena esperar? Observar também é uma decisão, mas deve ser tomada pelo médico depois do estudo, e não pelos pais por conta própria.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico analisa a curva de crescimento com os dados disponíveis, vê que sinais apareceram e por que ordem, explica para que serve a radiografia da mão e prepara a lista de exames, distinguindo as situações que exigem consulta rápida daquelas que permitem um acompanhamento tranquilo.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 21 de jul de 2026
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