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Medicamentos habitualmente prescritos para Sonolência diurna excessiva (hipersonia)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: COMPRIMIDO, 100 mgSubstância ativa: modafinilFabricante: Aristo Pharma GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: CÁPSULA DE LIBERTAÇÃO MODIFICADA, 60 mgSubstância ativa: methylphenidateFabricante: Medice Arzneimittel Puetter Gmbh & Co. KgRequer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO DE LIBERTAÇÃO MODIFICADA, 27 mgSubstância ativa: methylphenidateFabricante: Sandoz Farmaceutica S.A.Requer receita médica
A sonolência diurna não é apenas estar cansado: é a dificuldade em manter-se acordado em horas em que se devia estar ativo. Adormece-se ao volante, numa reunião, a meio de uma página. Quando isto se arrasta durante semanas, não é falta de vontade nem preguiça. A sonolência tem sempre uma causa por trás e, na maioria dos casos, essa causa trata-se.
Sonolência e cansaço não são a mesma coisa
- sonolência — basta sentar-se em silêncio para adormecer a sério. A sesta alivia;
- cansaço — faltam forças, mas o sono não vem. Deitar-se não repõe nada.
A primeira aponta sobretudo para perturbações do sono e da respiração noturna; o segundo, para depressão, anemia, doenças da tiroide e problemas crónicos.
Sintomas
- necessidade irresistível de dormir de dia, independentemente das horas dormidas à noite;
- adormecer sem querer em situações calmas;
- custar a acordar de manhã, com uma sensação de "embriaguez do sono";
- menos atenção, memória pior, reações mais lentas;
- irritabilidade e humor em baixo;
- a sesta não repõe, ou repõe apenas por pouco tempo.
Sobre conduzir: quem sente o sono a chegar ao volante não deve conduzir enquanto a causa não estiver esclarecida. A sonolência ao volante tem um risco comparável ao do álcool, e é a razão mais prática para não adiar a consulta.
Causas possíveis
- dormir poucas horas — a causa mais frequente e a que mais se nega. Um adulto precisa de 7 a 9 horas;
- apneia do sono — pausas na respiração, em regra com ressonar; a pessoa não dá por elas e o sono parte-se centenas de vezes por noite. É uma das causas principais e não convém deixá-la passar;
- síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos dos membros durante o sono;
- narcolepsia — ataques de sono irresistível, por vezes com perda súbita do tónus muscular perante emoções, paralisia do sono e imagens vívidas ao adormecer;
- hipersonia idiopática — dormir o suficiente não dá descanso nenhum;
- depressão e perturbações de ansiedade;
- medicamentos — anti-histamínicos, hipnóticos, antiepiléticos, alguns anti-hipertensores, opioides, antidepressivos;
- álcool — piora a estrutura do sono, mesmo quando ajuda a adormecer;
- trabalho por turnos e mudanças de fuso horário;
- doenças — hipotiroidismo, anemia, diabetes, doenças do fígado e dos rins, falta de ferro e de vitamina B12, dor crónica;
- infeções anteriores e sequelas de traumatismo craniano.
Quando recorrer ao médico
- a sonolência dura mais de 2 a 3 semanas apesar de se dormir o suficiente;
- adormece-se ao volante, no trabalho ou a meio de uma conversa;
- ressona e alguém já reparou em pausas na respiração;
- acorda-se com dor de cabeça ou com a boca seca;
- há episódios súbitos de fraqueza muscular ao rir ou ao levar um susto;
- a sonolência junta-se a aumento de peso, sensação de frio, queda de cabelo ou humor em baixo;
- começou depois de se iniciar um medicamento;
- é preciso dormir muito mais do que o habitual só para funcionar.
O que acontece na consulta
O médico pergunta pelos horários de sono, pela hora de deitar e de levantar, pelo ressonar, pela forma como se acorda, pela medicação, pelo álcool e pelo estado de humor. É habitual pedir análises: hemograma, ferritina, hormonas da tiroide, glicemia, vitamina B12 e função hepática e renal. Se houver suspeita de apneia ou de narcolepsia, segue-se um estudo do sono (polissonografia) e provas de sonolência diurna.
O que preparar: um diário de sono de duas semanas — hora de deitar, hora de levantar, despertares noturnos, sestas e uma pontuação diária de sonolência. É o documento mais útil que se pode levar.
O que se pode fazer
- reservar de 7 a 9 horas para dormir e deitar-se sempre à mesma hora;
- levantar-se com despertador à mesma hora: a hora de levantar pesa mais do que a de deitar;
- apanhar luz natural logo de manhã: acerta o relógio biológico;
- quarto fresco, escuro e silencioso; a cama só para dormir;
- cafeína apenas na primeira metade do dia;
- o álcool não ajuda o sono: parte a segunda metade da noite;
- nada de ecrãs na hora que antecede o deitar;
- atividade física durante o dia, mas não nas 2 a 3 horas antes de dormir;
- se a sesta for necessária, 20 minutos e antes das três da tarde;
- não ficar na cama acordado mais de 20 minutos.
Tratamento
A sonolência não tem tratamento próprio: trata-se a causa, e o resultado costuma notar-se.
- CPAP na apneia do sono: muda muitas vezes por completo a forma como a pessoa se sente;
- repor ferro e vitamina B12;
- corrigir a função da tiroide;
- rever a medicação com o médico;
- tratar a depressão e a ansiedade;
- terapia cognitivo-comportamental da insónia;
- fármacos que promovem a vigília na narcolepsia e na hipersonia idiopática, sempre indicados por um especialista do sono.
Perguntas frequentes
Não será apenas o meu feitio? Existem pessoas mais noturnas, mas a sonolência irresistível de dia não é um traço de carácter: é um sintoma.
O café ajuda? Ajuda de forma temporária e disfarça o problema; à tarde, a cafeína estraga o sono da noite e fecha o círculo.
Basta dormir mais? Se se dorme pouco, sim. Mas se a sonolência se mantém com 8 ou 9 horas, acrescentar horas não resolve.
A apneia do sono é perigosa? É: aumenta o risco de hipertensão, enfarte, acidente vascular cerebral e diabetes.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico revê os horários de sono e o tipo de sonolência, ajuda a distingui-la do cansaço, avalia o risco de apneia e de narcolepsia, indica as análises iniciais e explica se é preciso um estudo em laboratório do sono.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 9 de jul de 2026
Médicos online para Sonolência diurna excessiva (hipersonia)
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