Eczema disidrótico (disidrose)
O eczema disidrótico é um tipo de eczema que atinge as mãos e os pés, com vesículas profundas e comichão muito forte.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Eczema disidrótico (disidrose)
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: Cream, 0.1 gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Almirall Hermal GmbhRequer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO PARA USO TÓPICO, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médicaForma farmacêutica: CREME, 1 mg/gSubstância ativa: mometasoneFabricante: Organon Salud S.L.Requer receita médica
O eczema disidrótico é um tipo de eczema que atinge as mãos e os pés, com vesículas profundas e comichão muito forte. O nome antigo sugere ligação às glândulas do suor, mas isso não corresponde à realidade: não é um problema de transpiração. Não se transmite, evolui por surtos e consegue controlar-se, ainda que tenha tendência a repetir-se.
Como evolui
- primeiro, comichão intensa e sensação de queimadura nas palmas, nos lados dos dedos ou nas plantas dos pés;
- depois surgem vesículas pequenas, profundas, firmes, com líquido transparente, que lembram grãos de tapioca sob a pele;
- podem juntar-se em bolhas maiores;
- ao cabo de poucos dias secam e a pele descama em lâminas;
- ficam fissuras dolorosas, sobretudo nas pontas dos dedos;
- as unhas podem alterar-se: sulcos transversais, pequenos picotados, espessamento;
- um surto dura 2 a 4 semanas e costuma repetir-se de poucas em poucas semanas ou de meses a meses.
O que o desencadeia
- stress: um dos fatores mais constantes de todos;
- contacto com água, sabões, detergentes e solventes;
- calor e transpiração, e também o uso prolongado de luvas de borracha;
- alergia ao níquel e a outros metais, incluindo, em certos casos, o níquel ingerido;
- cobalto e crómio, presentes em cimentos, peles curtidas e bijutaria;
- infeção por fungos nos pés, capaz de provocar uma reação à distância nas mãos;
- dermatite atópica e terreno alérgico;
- tabaco;
- alguns medicamentos e as imunoglobulinas por via intravenosa;
- em certas pessoas agrava-se na primavera e no verão.
Quando recorrer ao médico
- os surtos repetem-se ou arrastam-se durante muito tempo;
- a comichão não deixa dormir nem trabalhar;
- existem fissuras dolorosas que sangram;
- surge pus, crostas amareladas, vermelhidão extensa, inchaço ou febre: infeção bacteriana;
- surgem vesículas agrupadas muito dolorosas com febre: pode ser uma infeção herpética sobre o eczema, e essa é urgente;
- as unhas ficaram deformadas;
- o trabalho implica contacto com água ou com produtos químicos: vale a pena avaliar a componente profissional;
- não existe certeza de se tratar de eczema e não de um fungo.
Como se diagnostica
Pelo aspeto e pela localização. Faz-se uma raspagem para excluir infeção por fungos, que é bastante parecida e se trata ao contrário. Se o quadro se repetir, realizam-se testes epicutâneos à procura de alergias de contacto, em especial ao níquel: é o que mais vezes resolve um caso crónico. Nos surtos intensos pode recolher-se uma cultura, quando existe suspeita de sobreinfeção.
Tratamento
- corticoides tópicos potentes: a base do tratamento do surto, às vezes em oclusão noturna com luvas de algodão;
- inibidores da calcineurina tópicos para a manutenção;
- compressas frias ou adstringentes na fase das vesículas;
- emolientes gordos várias vezes ao dia, indispensáveis entre surtos;
- anti-histamínicos para conseguir dormir;
- antibióticos se houver infeção;
- corticoides por via oral em ciclo curto nos surtos graves;
- fototerapia localizada das mãos e dos pés;
- alitretinoína ou imunossupressores no eczema crónico grave das mãos;
- tratamento da micose dos pés, quando é essa a origem;
- toxina botulínica nos casos em que a transpiração excessiva contribui de forma clara.
Cuidado das mãos
Esta parte decide mais do que o creme. Num eczema das mãos, é a proteção do dia a dia que separa os surtos curtos dos que não acabam.
- lavar com água tépida e um syndet suave, sem sabão, e secar bem entre os dedos;
- emoliente depois de cada lavagem: convém andar sempre com um na mala;
- luvas de algodão por baixo das de borracha para todas as tarefas com água, e nunca mais de 20 minutos seguidos;
- luvas também para descascar fruta, cortar citrinos e mexer em produtos de limpeza;
- luvas no frio;
- tirar os anéis antes de lavar as mãos: por baixo acumulam-se sabão e humidade;
- evitar a solução alcoólica sobre pele com fissuras, porque arde muito; é melhor lavar e aplicar creme;
- meias de algodão e calçado que respire, se os pés estiverem atingidos;
- reduzir o níquel de contacto: bijutaria, botões metálicos, fivelas;
- trabalhar o stress e dormir bem.
Perguntas frequentes
Transmite-se? Não.
Podem picar-se as vesículas? Não. Abre-se a porta à infeção e não se acelera nada.
É de transpirar muito? Não. O nome engana: a transpiração pode agravar o quadro, mas não é a causa.
É preciso evitar o níquel na alimentação? Só se os testes confirmarem alergia ao níquel e o médico o indicar; nunca como medida geral.
Cura-se? É uma doença com tendência a voltar, mas com proteção constante e tratamento do surto a maioria das pessoas vive bem com ela.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias, distingue o eczema disidrótico de uma micose e de uma psoríase palmoplantar, ajusta a potência do corticoide, pondera se convém fazer testes de alergia de contacto e ajuda a montar uma rotina de proteção compatível com o trabalho de cada pessoa.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 4 de ago de 2026
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