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Dor no cóccix (coccigodinia)

O cóccix é um ossinho formado por várias vértebras fundidas, no extremo inferior da coluna, entre as nádegas.

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Esta página fornece informação geral e não substitui a consulta de um médico. Se os sintomas forem graves, persistentes ou estiverem a agravar-se, procure aconselhamento médico com urgência.

O cóccix é um ossinho formado por várias vértebras fundidas, no extremo inferior da coluna, entre as nádegas. Nele ancoram os músculos do pavimento pélvico e vários ligamentos, e a articulação móvel com o sacro deixa-o exposto: basta sentar-se mal e falhar a cadeira para passar meses sem encontrar posição confortável. A dor no cóccix é incómoda e desgastante, mas é quase sempre benigna e na maioria das pessoas desaparece sozinha ao fim de semanas ou de alguns meses. Nas mulheres surge bastante mais do que nos homens, por causa da forma da bacia. A seguir fica o que se pode fazer por conta própria e em que casos há algo mais sério por trás da dor.

De onde vem

Na maioria das vezes a causa é simples e a própria pessoa conhece-a:

  • Uma queda sentado. Uma escada escorregadia, o gelo, falhar a cadeira. O cóccix pode ficar contundido e, por vezes, fissurado ou deslocado na articulação com o sacro.
  • O parto. Durante os esforços expulsivos o cóccix dobra para trás, e depois do parto não é raro que doa durante semanas ou meses, sobretudo após um trabalho de parto longo ou muito rápido e com um bebé grande.
  • Estar muito tempo sentado e as cargas repetidas. Trabalho à secretária sem pausas, viagens longas ao volante, bicicleta, remo, um assento duro e estreito. Aqui não há um episódio: há acumulação.
  • Variações bruscas de peso. Com excesso de peso o cóccix dobra mais ao sentar; com um emagrecimento marcado desaparece a almofada de gordura e o osso apoia diretamente.
  • Mobilidade excessiva da articulação entre o cóccix e o sacro, por vezes no contexto de uma hipermobilidade articular geral.

Numa parte das pessoas não se encontra causa nenhuma: a dor apareceu sem queda e sem sobrecarga evidente. Por si só isso não é preocupante, mas é justamente nesses casos que o médico examina com mais atenção, pelas razões explicadas mais à frente.

Como se comporta

A dor fica num ponto só, mesmo na base da coluna, entre as nádegas. Costuma ser surda e persistente, com pontadas ao mover-se, e a sua característica principal é depender das posições e dos gestos:

  • piora sentado, sobretudo em superfícies duras e sobretudo se a pessoa se recosta para trás;
  • agrava-se de forma nítida no momento de sentar ou de levantar;
  • aumenta ao inclinar-se para trás e ao tentar apoiar-se numa só nádega;
  • a evacuação é dolorosa, em especial com fezes duras;
  • pode doer durante as relações sexuais e, nas mulheres, antes e durante a menstruação;
  • deitado de costas e de pé costuma aliviar, enquanto à noite a dor impede de encontrar posição e de virar-se.

A zona pode ficar sensível ao mais leve toque: chega o cós das calças ou as costas da cadeira. O desconforto irradia por vezes para o sacro, para a face posterior das coxas e para a região anal, mas numa coccigodinia comum não há verdadeira dormência nem perda de força nas pernas.

O essencial: tirar peso do cóccix

Todo o resto do tratamento vem depois disto.

  • Uma almofada com recorte. Uma almofada em cunha com um recorte ou um vazio na parte de trás: o cóccix fica suspenso e não toca na superfície. Esta forma resulta melhor do que a clássica boia redonda, que às vezes até aumenta a pressão. Leve-a consigo para o trabalho, para o carro, para casa de outros.
  • Estar menos tempo sentado e mudar de posição com frequência. Levantar-se a cada vinte ou trinta minutos e resolver parte das tarefas de pé ou a andar. As horas seguidas sentado são o principal fator que mantém o problema.
  • Inclinar-se ligeiramente para a frente. Sentado, leve o peso para as coxas e o tronco um pouco para a frente, e não para trás: assim o cóccix descarrega. Uma cadeira firme com encosto direito é aqui melhor do que um sofá fundo e mole.
  • Deitar-se de lado. A forma mais simples de dar descanso ao cóccix quando já não é possível estar sentado.

Como acalmar a dor

  • Calor. Um saco de água quente através de um pano, um duche ou um banho mornos relaxam os músculos do pavimento pélvico e em geral aliviam mais do que o frio. Nos primeiros dias depois de uma queda faz sentido o contrário: um saco de gelo envolvido numa toalha, durante quinze a vinte minutos.
  • Analgésicos. Ajudam o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides. Tomam-se em ciclos curtos e, havendo problemas de estômago, rins ou coração, ou outros medicamentos em curso, convém confirmar a escolha com o médico ou na farmácia.
  • Fezes moles. Se o pior momento é o da casa de banho, o ciclo quebra-se com fibra, água e um emoliente de farmácia: com o cóccix dorido não se deve fazer força.
  • Trabalhar o pavimento pélvico. Músculos pélvicos tensos alimentam a dor por si sós. Um fisioterapeuta que trabalhe esta zona ensina a soltá-los e a alongá-los com suavidade e, se for preciso, aplica técnicas manuais. É a parte mais subestimada do tratamento e muitas vezes é precisamente a que desbloqueia a situação.

O que é melhor evitar

Alguns hábitos comuns arrastam a recuperação:

  • continuar sentado «até passar», aguentando encostado ao espaldar;
  • usar roupa apertada e cintos rígidos que comprimem a zona lombar e as nádegas;
  • aquecer ou friccionar a região havendo vermelhidão, inchaço ou febre: isso não é uma contusão, é uma inflamação;
  • aceitar massagens ou manobras manuais nesta zona de quem não tem formação em saúde;
  • ficar de cama uma semana: o repouso absoluto enfraquece os músculos e a dor volta depois com mais facilidade. Caminhar, pelo contrário, faz bem.

Quando ir ao médico sem adiar

A coccigodinia é quase sempre inofensiva, mas a dor nesta zona tem algumas causas que não podem passar despercebidas. Consulte um médico no próprio dia se:

  • a dor surgiu depois de um traumatismo importante — uma queda de altura, uma pancada num acidente — ou se depois da queda não consegue sentar-se nem pôr-se de pé;
  • tem febre e a pele sobre o cóccix está vermelha ou inchada, verte pus ou apalpa-se um nódulo doloroso;
  • a dor acorda de noite e acompanha-se de perda de peso, muita fraqueza e suores;
  • a dor começou sem motivo algum e, em vez de ceder, aumenta semana após semana;
  • foi tratado por um cancro no passado.

Nesses casos procura-se excluir uma fratura, uma infeção (um quisto pilonidal infetado, uma infeção do osso) e um tumor: na região do sacro e do cóccix existem tumores raros, e o que os denuncia é precisamente uma dor tenaz, crescente e noturna.

Exige resposta imediata, com chamada de ambulância (em Espanha, Itália, Portugal, Polónia e Ucrânia funciona o número europeu único 112) ou ida à urgência, um quadro diferente: dormência que aparece e alastra no períneo, à volta do ânus e na face interna das coxas — a zona «de sela» —, dificuldade em iniciar a micção ou, pelo contrário, perda de controlo da urina e das fezes, ou fraqueza crescente nas pernas. São sinais de compressão das raízes nervosas na parte baixa do canal vertebral, e aqui o tempo conta-se em horas: a recuperação das funções depende da rapidez com que a compressão é aliviada.

Se a dor se arrasta durante meses

Quando as medidas caseiras e a fisioterapia não deram resultado ao fim de algumas semanas, o médico examina a zona — incluindo por via retal, que é como se avalia a mobilidade e a dor da articulação entre o cóccix e o sacro — e, se necessário, pede uma radiografia ou uma ressonância; por vezes faz-se a radiografia sentado, para ver como o cóccix se desloca sob o peso do corpo.

A partir daí há recursos:

  • continuar a fisioterapia, com técnicas manuais sobre os músculos do pavimento pélvico;
  • uma infiltração de corticoide com anestésico local na articulação entre o cóccix e o sacro; por vezes opta-se antes pelo bloqueio do gânglio nervoso que recolhe a sensibilidade desta zona. Estas infiltrações repetem-se um número limitado de vezes, e costuma bastar;
  • medicamentos dirigidos à dor de origem nervosa, se esta se tornou ardente e «elétrica»;
  • a remoção do cóccix, medida extrema a que se recorre poucas vezes, apenas perante uma dor que resistiu a tudo o resto e depois de uma conversa honesta: não resulta em toda a gente e a recuperação não é rápida.

A notícia animadora é que muito poucos chegam à cirurgia: a grande maioria melhora sem ela, ainda que por vezes não num mês, mas em meio ano.

Consulta em linha

A dor no cóccix é precisamente o tipo de problema que se resolve bem à distância. O médico pergunta como tudo começou, o que piora e o que alivia a dor, e a primeira coisa que faz é percorrer os sinais de alarme para excluir fratura, infeção ou compressão nervosa: é esse o principal ganho face à procura de respostas num fórum. Depois a conversa torna-se prática: como escolher e usar bem a almofada, como reorganizar o posto de trabalho e as viagens longas, que analgésico lhe convém tendo em conta as outras doenças, o que fazer com a evacuação dolorosa, a que profissional recorrer para o trabalho do pavimento pélvico. Vale também falar de prazos: perceber que daqui a um mês ainda pode doer e que isso é normal já retira metade da inquietação. E se a dor se prolonga por meses, o médico indica que exames fazem sentido e se já é altura de ponderar uma infiltração.

Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.

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Médicos online para Dor no cóccix (coccigodinia)

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Médico
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Andrei Popov

Medicina geralMedicina da dor7 anos de experiência

O Dr. Andrei Popov é médico de medicina geral e familiar, com formação especializada em dor crónica. Realiza consultas por videochamada para pacientes adultos em Espanha e noutros países europeus.

O Dr. Popov compreende que procurar ajuda para questões relacionadas com o peso ou para uma dor que persiste há meses pode ser difícil. Muitos pacientes chegam à consulta depois de terem experimentado diferentes soluções sem sentirem que foram realmente ouvidos. Durante a consulta, o médico proporciona um ambiente acolhedor e sem julgamentos, onde é possível analisar detalhadamente o historial clínico, esclarecer dúvidas e decidir em conjunto os próximos passos.

Controlo do peso e saúde metabólica

O Dr. Andrei Popov pode ajudar na avaliação do excesso de peso, obesidade e problemas relacionados, como hipertensão, diabetes ou alterações metabólicas. Durante a consulta, serão analisados o historial clínico, os resultados das análises, a medicação atual e os tratamentos anteriores.

Se o paciente pretender conhecer as opções de tratamento farmacológico ou já tiver iniciado um tratamento, o Dr. Popov poderá avaliar o caso, analisar a resposta e a tolerância ao tratamento e explicar de forma clara os seus benefícios, riscos e possíveis alternativas.

Nem todas as pessoas necessitam do mesmo tratamento. A consulta não garante a emissão de uma receita: proporciona uma avaliação médica honesta e um plano adaptado à situação individual do paciente.

Dor e medicina geral

Também é possível consultar o Dr. Popov sobre:

  • Dor crónica, enxaquecas, nevralgias e fibromialgia.

  • Dor nas costas, cervical, lombar ou articular.

  • Hipertensão, diabetes e acompanhamento de doenças crónicas.

  • Análise de resultados de exames, relatórios médicos e tratamentos.

  • Medicina preventiva e segunda opinião médica.

Como funciona a consulta

A videoconsulta tem uma duração de até 30 minutos. O Dr. Popov ouvirá atentamente o paciente, analisará as informações fornecidas e explicará os próximos passos de forma clara e compreensível.

Se forem necessários exames adicionais, atendimento médico presencial ou assistência médica urgente, o médico informará o paciente de forma direta.

O objetivo do Dr. Popov é que o paciente se sinta ouvido e, no final da consulta, compreenda o que está a acontecer e quais os próximos passos que pode seguir.

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Maria Martelli

AnestesiologiaMedicina da dor12 anos de experiência

A Dra. Maria Martelli é médica anestesiologista e especialista em medicina da dor. Realiza consultas online para adultos, oferecendo apoio médico em dor aguda, dor crónica e síndromes dolorosos complexos, bem como em contextos de cuidados paliativos e controlo sintomático.

Concluiu o curso de Medicina na Universidade Médica da Silésia, em Katowice, e realizou a especialização em Anestesiologia e Cuidados Intensivos, tendo trabalhado em paralelo em hospício domiciliário e institucional. Desde 2021 é médica especialista. Atualmente exerce atividade numa unidade de anestesiologia e cuidados intensivos e dedica-se ativamente ao tratamento da dor.

Motivos frequentes de consulta:

  • Dor crónica de origem musculoesquelética, neuropática ou mista.
  • Dor aguda que requer avaliação médica e ajuste terapêutico.
  • Dor pós-operatória e apoio durante a recuperação.
  • Dor associada a doenças oncológicas.
  • Cuidados paliativos e melhoria da qualidade de vida.
  • Revisão e optimização da terapêutica analgésica.
  • Segunda opinião em quadros de dor complexa ou de difícil controlo.
A Dra. Martelli trabalha segundo os princípios da medicina baseada na evidência, com uma abordagem clara e estruturada: análise detalhada dos sintomas, tratamentos prévios, comorbilidades e objectivos do paciente. As consultas são orientadas para um controlo seguro da dor, redução do sofrimento e melhoria da funcionalidade no dia a dia.
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Pedro Soares Lopes

Medicina familiar3 anos de experiência

O Dr. Pedro Soares Lopes é médico e tem quatro anos de experiência, sobretudo em serviços de urgência e emergência. Trabalhou nos HUC, na ULSRA, no Hospital da Luz de Aveiro e na ARS Açores, onde avaliou uma grande variedade de situações médicas e cirúrgicas, desde casos simples a situações complexas que exigem uma avaliação cuidadosa.

A experiência em serviços de urgência permitiu-lhe acompanhar pacientes de diferentes idades, incluindo grávidas. Este percurso clínico abrangente ajuda-o a avaliar sintomas, a identificar quando poderá ser necessária uma investigação adicional e a explicar os passos seguintes.

O Dr. Soares Lopes tem também experiência em consultas ao domicílio e em consultas de medicina do viajante. Sabe que os problemas de saúde podem surgir quando uma pessoa está longe do seu médico habitual ou não sabe a que serviço recorrer. Além disso, trabalhou cerca de um ano na área da saúde ocupacional nos Países Baixos, o que acrescentou uma perspetiva internacional à sua prática clínica.

Numa consulta online, o Dr. Soares Lopes procura dar orientações claras e práticas, tendo em conta os sintomas e as circunstâncias de cada paciente. Se uma situação exigir um exame físico, uma avaliação urgente ou tratamento presencial, pode explicar porquê e orientar o paciente sobre onde procurar cuidados.

Os pacientes podem consultar o Dr. Soares Lopes através da Oladoctor para questões de saúde adequadas a uma consulta médica online.

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