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Medicamentos habitualmente prescritos para Lesão dos isquiotibiais
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 684 mgSubstância ativa: ibuprofenNão requer receita médicaForma farmacêutica: COMPRIMIDO, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Towa Pharmaceutical S.A.Requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 600 mgSubstância ativa: ibuprofenFabricante: Tarbis Farma S.L.Requer receita médica
A parte de trás da coxa é formada por três músculos que vão do osso em que nos sentamos até aos ossos da perna e que, por isso, trabalham em duas articulações ao mesmo tempo: estendem a anca e flectem o joelho. É por isso que são os que mais sofrem na corrida rápida, numa passada brusca ou num remate, e que se rompem mais do que qualquer outro músculo da perna. Uma lesão ligeira resolve-se sozinha numa ou duas semanas, uma grave trata-se durante meses, e há uma variante em que não se pode esperar de todo. Para perceber o que aconteceu conta menos a intensidade da dor do que as circunstâncias do momento e aquilo que se consegue fazer com a perna no dia seguinte.
O que se rompe e porque acontece quase sempre a correr
O músculo não se lesiona quando encurta, mas quando é alongado enquanto está em tensão. Nos isquiotibiais esse instante chega no fim do avanço da perna: o músculo já está esticado ao limite e ao mesmo tempo trava a perna para que não se estenda de repente. Daí os dois cenários típicos.
- De velocidade. Uma aceleração, um sprint, um arranque para chegar à bola: dor aguda em plena corrida, quase sempre a meio da coxa ou mais para o bordo externo. Estas roturas costumam sarar mais depressa.
- De alongamento. Um pontapé alto, uma espargata, uma passada muito profunda, uma queda ao tentar alcançar a bola: a dor surge em cima, junto à prega da nádega. Impressiona menos, mas sara mais devagar e volta com mais facilidade.
O risco sobe nitidamente se os músculos não estiverem aquecidos, se a pessoa estiver cansada no final do treino ou do jogo, se há muito não corre em velocidade e ainda se essa mesma perna já foi lesionada antes. A lesão anterior é o fator mais forte de todos os conhecidos, e é justamente por isso que uma rotura mal curada sai mais cara do que parece.
Como se sente e qual a gravidade
O momento da rotura quase sempre se reconhece: dor súbita atrás da coxa, como se tivesse levado uma pancada por trás; a pessoa leva a mão à perna e para. Por vezes ouve-se um estalido. Ao fim de algumas horas aparece o inchaço e um ou dois dias depois um hematoma que vai descendo até ao joelho, porque o sangue escorre por baixo da pele, e isso é normal.
A gravidade avalia-se pelo que continua a ser possível.
- Ligeira. Um ponto doloroso à pressão, marcha quase normal, dor a correr. Pouco inchaço e talvez nenhum hematoma. A recuperação vai de alguns dias a duas semanas.
- Moderada. Coxeadura evidente, fraqueza clara ao flectir o joelho contra resistência, inchaço e hematoma marcados. Aqui fala-se de semanas e por vezes de mês e meio a dois.
- Grave. Apoiar a perna é quase impossível, sob os dedos palpa-se uma depressão e o hematoma é extenso e aparece depressa. Trata-se de uma rotura completa ou do arrancamento do tendão do osso, e aqui é preciso um médico e por vezes cirurgia.
À parte fica a dor que não surgiu num instante, mas foi crescendo ao longo de semanas e que incomoda sobretudo quando se está sentado numa superfície dura. Essa não é uma rotura mas uma sobrecarga do tendão no ponto em que se insere no osso, e trata-se ao contrário: com carga progressiva e não com repouso.
Os primeiros dias
A tarefa das primeiras quarenta e oito a setenta e duas horas é limitar a hemorragia e não acrescentar lesão, não curar o músculo.
- Pare de imediato. Tentar «acabar a jogada» transforma uma rotura parcial numa completa, e essa é a causa mais frequente de a lesão se arrastar por meses.
- Frio através de um pano durante quinze a vinte minutos, repetido de duas em duas ou três em três horas no primeiro dia. Alivia a dor; sobre a rapidez da cicatrização, ao contrário do que se pensa, quase não influi.
- Ligadura elástica ou calções de compressão na coxa, firmes mas sem que os dedos adormeçam nem o pé arrefeça. Retirar para dormir.
- Mantenha a perna elevada quando estiver deitado.
- Nos primeiros três dias nada de calor, banhos quentes, massagens profundas na zona ou álcool: tudo isso aumenta a hemorragia.
- Não alongue o músculo a forçar a dor. Um alongamento agressivo sobre uma rotura recente afasta os bordos da lesão em vez de a soltar.
O repouso absoluto também não serve e até prejudica: já a partir do primeiro ou segundo dia convém andar com cuidado o que a dor permitir e flectir e estender o joelho suavemente na amplitude indolor. Um músculo que não trabalha perde força depressa e a cicatriz organiza-se pior. Para a dor servem os analgésicos comuns sem receita; qual escolher indicam-no o farmacêutico ou o médico de família, sobretudo se já toma alguma medicação fixa.
Quando não é apenas um «puxão»
Há situações em que o tratamento caseiro não tem lugar. Recorra ao médico no próprio dia se:
- não consegue apoiar a perna ou só anda com apoio;
- no momento da lesão houve um estalido nítido e logo a seguir surgiu um hematoma grande em cima na coxa e debaixo da nádega;
- sob os dedos, na parte alta da coxa, se palpa uma cova ou o músculo se juntou num volume mais abaixo do que devia;
- desce pela perna dormência, formigueiro ou uma dor que chega ao pé, ou o pé levanta-se pior: é assim que se comporta um nervo ciático atingido;
- a lesão ocorreu num adolescente em crescimento: nele não se arranca o tendão mas um fragmento de osso com a cartilagem de crescimento, e isso trata-se de outra maneira;
- a dor apareceu sem qualquer traumatismo ou vem acompanhada de febre.
O arrancamento dos tendões do osso da nádega é o caso em que adiar muda o desfecho. Se houver que reparar, faz-se nas semanas seguintes: mais tarde as pontas do tendão retraem-se e cicatrizam, a operação complica-se e o resultado piora. Por isso «estalido mais impossibilidade de andar» não é razão para esperar uma semana, mas para ser observado e, com toda a probabilidade, fazer um exame de imagem.
Falta um aspeto em que raramente se pensa. Se alguns dias depois da lesão aparecerem dor e inchaço na barriga da perna, que fica quente ao toque e avermelhada, ainda mais se houver falta de ar, pode tratar-se de um trombo nas veias profundas, e isso resolve-se com urgência, até chamando uma ambulância (na Europa, o 112). A imobilidade após uma lesão da perna aumenta um pouco esse risco.
Como voltar à carga
A cicatrização do músculo leva semanas, mas o regresso da força não é um processo passivo: acontece exatamente na medida em que o músculo é carregado. A lógica geral é esta.
- Enquanto mexer doer, trabalha-se com contrações estáticas: deitado de costas, apoiar o calcanhar no chão e empurrar mantendo sem movimento, enquanto não houver dor.
- Depois juntam-se movimentos com o peso da própria perna, a seguir contra resistência e por fim exercícios em que o músculo se contrai enquanto se alonga: descer devagar o tronco sobre uma perna só, o curl femoral, as inclinações com as pernas esticadas. É este tipo de trabalho que devolve ao músculo a resistência ao puxão.
- A corrida entra quando andar, mesmo a bom ritmo, deixa de doer: primeiro leve, depois com progressões e só no fim o sprint e o trabalho com bola.
Os critérios para voltar ao desporto são simples: amplitude completa e sem dor, ausência de dor à pressão no ponto lesionado, força da perna lesionada semelhante à da sã e vários treinos em velocidade sem incómodos. Se a rotura foi importante ou não é a primeira vez, o plano constrói-se melhor com um fisioterapeuta, que verá também o que há a corrigir: mobilidade da bacia, glúteos fracos, técnica de corrida.
Porque a lesão volta
As recidivas são o problema central desta lesão: uma parte considerável das pessoas rompe outra vez o mesmo músculo, e sobretudo nos dois primeiros meses após o regresso. A causa é quase sempre a mesma: regressou-se pelo calendário e não pelo estado. A dor passou antes de a força voltar, e o primeiro sprint encontrou o ponto fraco.
O que reduz mesmo o risco:
- exercícios regulares em que a parte de trás da coxa trabalhe a alongar, a medida preventiva com mais apoio, a manter de forma contínua e não durante um mês;
- um aquecimento que inclua acelerações progressivas e não apenas alongamentos;
- aumentar volume e velocidade de corrida sem saltos bruscos, em especial depois de uma paragem;
- atenção ao cansaço: a maioria das roturas ocorre nas segundas partes e no fim dos treinos;
- concluir por completo a reabilitação da lesão anterior, mesmo quando correr já não dói.
Consulta em linha
À distância esclarece-se bem a pergunta principal da primeira semana: se é uma lesão comum que se pode gerir em casa ou uma situação que exige observação e exames, e com que urgência. O médico revê como ocorreu a lesão, onde dói e o que consegue e não consegue fazer com a perna, explica como se ajudar nos primeiros dias e o que evitar, e indica quando é altura de acrescentar carga e quando procurar um fisioterapeuta. É também uma forma prática de discutir a dor que continua ao fim de um mês ou uma nova rotura. Os sinais da lista anterior, como não conseguir apoiar a perna, a dormência ou a barriga da perna inchada, não se avaliam através de um ecrã: para esses é preciso observação presencial.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
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