Unha encravada
Uma unha encravada é um bordo da unha que se enterra na pele da lateral do dedo. Dói, inflama e infeta-se com frequência.
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Medicamentos habitualmente prescritos para Unha encravada
Apenas para fins informativos. Consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
Forma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 250 mg/sachêSubstância ativa: paracetamolFabricante: Ferrer Internacional S.A.Não requer receita médicaForma farmacêutica: SOLUÇÃO/SUSPENSÃO ORAL, 100 MG/MLSubstância ativa: paracetamolFabricante: Ionfarma S.L.Não requer receita médicaForma farmacêutica: POMADA, 2 %Substância ativa: fusidic acidFabricante: Laboratorios Leo Pharma S.A.Requer receita médica
Uma unha encravada é um bordo da unha que se enterra na pele da lateral do dedo. Dói, inflama e infeta-se com frequência. Atinge quase sempre o dedo grande do pé e a razão habitual é banal: cortar as unhas arredondadas em vez de retas, e calçado estreito. Trata-se bem, e a parte que impede as recaídas é justamente mudar esses dois hábitos.
Como evolui
- fase 1: dor ao pressionar a lateral da unha, alguma vermelhidão e inchaço;
- fase 2: a dor cresce, aparece secreção e por vezes pus;
- fase 3: forma-se tecido de granulação — uma massa avermelhada e mole — sobre o bordo da unha, que sangra ao menor toque;
- dói a andar e a calçar-se;
- pode atingir uma só lateral ou ambas.
Causas
- cortar as unhas arredondando os cantos ou demasiado curtas: a causa mais frequente de todas;
- calçado estreito, de bico fino ou curto;
- meias ou colãs apertados;
- traumatismos: pancadas, desportos com travagens bruscas, pisadelas;
- transpiração excessiva, que amolece a pele;
- forma anatómica da própria unha, muito curvada ou em pinça;
- micose da unha, que a espessa e a deforma;
- excesso de peso e alterações do apoio do pé;
- alguns medicamentos, como os retinoides orais e certos tratamentos oncológicos.
O que fazer em casa na fase inicial
- banhos de água tépida com sal, 10 a 15 minutos, duas ou três vezes por dia;
- secar bem a seguir;
- colocar com suavidade um pequeno fragmento de algodão ou de compressa por baixo do canto da unha, para o afastar da pele; mudá-lo todos os dias depois do banho;
- antisséptico suave e penso;
- calçado aberto ou bem largo enquanto durar;
- analgésicos se for preciso;
- não cortar mais a unha;
- se houver melhoria, deixar o bordo reto crescer até passar a pele.
O que não se deve fazer: cortar um "V" no meio da unha — é um mito, não tem efeito algum sobre os bordos —; aparar o canto que está enterrado, que é precisamente o gesto que reproduz o problema; mexer com objetos não esterilizados; deixar andar uma infeção à espera de que passe sozinha.
Quando recorrer ao médico
- há pus, mau cheiro ou a dor não para de aumentar;
- cresceu tecido avermelhado sobre a unha;
- a vermelhidão alastra pelo dedo ou surge febre;
- não melhora ao cabo de uma semana de cuidados;
- o problema repete-se;
- a pessoa tem diabetes, neuropatia ou problemas de circulação: nesse caso vai-se ao médico desde o primeiro momento, sem tentar tratar sozinho;
- toma imunossupressores;
- trata-se de uma criança pequena;
- a unha está espessada e descolorada: pode haver uma micose por baixo de tudo.
Tratamento médico
- remoção parcial do bordo da unha com anestesia local: rápida, muito eficaz e com alívio imediato;
- matricectomia química com fenol: depois de retirar o bordo destrói-se a porção de matriz que o produz, para que essa lateral não volte a crescer. É o procedimento com menor taxa de recaídas;
- antibióticos quando existe infeção com celulite em volta;
- cauterização ou remoção do tecido de granulação;
- ortóteses ou grampos corretores em unhas muito curvadas, como alternativa conservadora;
- tratamento da micose se for ela a origem de tudo.
Depois da remoção parcial a unha volta a crescer normalmente e leva entre 6 e 12 meses a recuperar todo o comprimento. Depois de uma matricectomia fica permanentemente um pouco mais estreita, e esse é o preço de o problema não regressar.
Como evitar que se repita
- cortar as unhas retas, sem arredondar os cantos, deixando o bordo livre à vista;
- não as cortar demasiado curtas;
- limar os cantos apenas o suficiente para não engancharem, sem lhes dar curvatura;
- cortá-las depois do duche, com a unha mole;
- calçado de biqueira larga e com o comprimento certo;
- meias que não comprimam;
- manter os pés secos e trocar de meias todos os dias;
- tratar a transpiração excessiva e a micose;
- avaliação periódica por podologista se o problema se repete ou se a pessoa tem diabetes.
Perguntas frequentes
Serve de algo cortar um "V" na unha? Não. A unha não cresce "para o meio"; é um mito muito espalhado.
Passa sozinha? Na fase inicial, com banhos e com o canto afastado da pele, muitas vezes sim. Havendo pus ou tecido de granulação, não.
O procedimento dói? Faz-se com anestesia local: a picada incomoda, o resto não. O alívio da dor anterior é imediato.
A unha voltará a crescer? Sim, depois da remoção parcial. Com matricectomia, aquela lateral concreta não volta a crescer — e é isso que se pretende.
Posso praticar desporto depois? Uns dias de repouso e calçado largo; a seguir, vida normal.
Consulta em linha
Na consulta em linha o médico avalia as fotografias e a fase em que a unha está, explica o que se resolve em casa e o que exige um procedimento, reconhece os sinais de infeção, tem em conta a existência de diabetes e ensina a forma correta de cortar as unhas para que a história não se repita.
Este material tem fins informativos e não substitui a consulta médica.
Revisto clinicamente por
Revisto a 13 de jul de 2026
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